Houhits lançam drones contra o porta-aviões americano USS Harry S. Truman no Mar Vermelho. Os Houthis tentaram um ataque ao porta-aviões USS Harry S. Truman (CVN-75) e suas escoltas, em resposta a uma série de ataques realizados no sábado (15/03) contra alvos no Iêmen.
Em uma publicação no X, o porta-voz Houthi, Brig. Gen. Yahya Sare’e, afirmou que o grupo apoiado pelo Irã usou 18 mísseis balísticos e de cruzeiro, além de um drone, para atacar o Harry S. Truman Carrier Strike Group no norte do Mar Vermelho. Foi a primeira vez que os Houthis reivindicam um ataque a navios de guerra americanos desde que o cessar-fogo entre o Hamas e Israel entrou em vigor em 19 de janeiro.
Um alto funcionário da defesa disse à Fox News ontem (16/03) que uma dúzia de drones foram abatidos pelas linhas de defesa do Harry S. Truman Carrier Strike Group. Em uma publicação no X, o Comando Central dos EUA confirmou que nenhum navio sofreu danos.
Conforme noticiamos no sábado, os EUA lançaram uma série de ataques em território Houthi no Iêmen. Imagens divulgadas nas redes sociais mostraran caças F/A-18 decolando do CVN-75 e mísseis guiados sendo disparados pelo destroier USS Gettysburg (CG-64). Acredita-se que o submarino de mísseis guiados também USS Georgia (SSGN-729) esteja na região.
Os ataque dos EUA ao Iêmen foi uma resposta às ameaças dos Houthis de que seriam retomadas as ações contra navios israelenses no Mar Vermelho e no Golfo de Áden em resposta ao corte de alimentos e ajuda humanitária à Gaza. As Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido não registraram nenhum navio atacado pelos Houthis desde que o cessar-fogo entrou em vigor.
“O presidente Trump está tomando medidas contra os Houthis para defender os ativos de transporte dos EUA e deter ameaças terroristas. Por muito tempo, a economia e a segurança americana têm sido atacadas pelos Houthis. Isso não ocorrerá sob esta presidência. Através do Secretário de Defesa, ataques Houthis contra navios e aeronaves americanos (e tropas) não serão tolerados”, afirmou o Departamento de Defesa no X.
Em entrevista ao programa Sunday Morning Futures da Fox News, o Secretário de Defesa, Pete Hegseth , disse que o governo Trump está adotando uma abordagem de “Paz através da Força”.
“Assim que os Houthis disserem que irão parar de atacar os navios, pararemos de derrubar seus drones e esta campanha terminará. Mas, até lá, ela será implacável”, afirmou o Secretário Hegseth na Fox News.
O líder Houthi, Abdul-Malik al-Houthi, anunciou em um discurso de domingo que o grupo agora terá como alvo navios americanos enquanto os EUA continuarem a atacar território Houthi, de acordo com um site de notícias administrado pelos Houthi.
Os Houthis reagiram ao governo Trump, com um porta-voz contestando as alegações do presidente Trump de que o grupo é uma ameaça aos navios na região.
“As alegações do presidente dos EUA sobre a ameaça à navegação internacional no Estreito de Bab al-Mandab são falsas e enganosas para a opinião pública internacional. O bloqueio naval declarado pelo Iêmen em apoio a Gaza é limitado à navegação israelense até que a ajuda humanitária seja entregue ao povo de Gaza, de acordo com o acordo de cessar-fogo entre a resistência palestina e a entidade inimiga. O bloqueio iemenita ocorreu após um período de carência de quatro dias concedido aos mediadores”, disse o porta-voz Houthi Mohammed Abdulsalam no X.
Os ataques dos EUA tem motivação preventiva em vez de reativa, como fez o governo Biden, disse um especialista na região ao USNI News. Os Houthis, por sua vez, responderão à esses ataques, disse Behnam Taleblu, especialista em Irã da Foundation for the Defense of Democracies, ouvido pela USNI News.
“Isso vai ter que ser uma campanha, não apenas uma única operação. Deverá ser uma demonstração da sua capacidade de manter poder de fogo por longo tempo, o que serve também como aviso à Teerã de que Washington usará força preventiva para defender seus interesses em todo o Oriente Médio”, disse Taleblu.
Os Houthis expandiram anteriormente seus alvos para navios comerciais e militares americanos após ataques conjuntos dos EUA e do Reino Unido após ataques Houthis a navios israelenses em 2023.
Fonte: USNI News
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