A REVISTA BRASILEIRA DE AVIAÇÃO MILITAR   

Nas Bancas
Clique na capa para vê-la maior
Edição nº 122

Fev./Mar.


 Capa
 Neste Número
 Nº Anteriores
 Action Editora
 Links
 Contato
Edição nº 122  
 Março de 2020

Editorial

Donald Trump já demonstrou ao mundo ser um exímio negociador. Após colecionar diversos sucessos que beneficiam a economia norte-americana e, consequentemente, o seu eleitor, muita gente ainda não se deu conta de como age este homem que vem do universo dos negócios e que, em certa época, se fez famoso ao liderar um programa televisivo no qual contratava, observava e despedia executivos para uma empresa fictícia, que não possuíam outras características além da capacidade combativa e da astúcia.

E assim também foi no dia 3 de janeiro de 2020, às 12h47min. no Aeroporto Internacional de Bagdá, quando um drone MQ-9B Reaper lançou três mísseis AGM-114 Hellfire – possivelmente da versão R9X, modificada –, atingindo em cheio dois automóveis que haviam ido buscar a comitiva de Qassem Soleimani, um Major-General iraniano, herói de guerra do sangrento conflito Irã-Iraque e comandante das forças de elite Quds. Tratava-se do pensador estratégico das ações empreendidas contra inimigos de seu país em uma guerra de terror que utilizava milícias iraquianas, sírias, iemenitas, entre outras, para evitar que o Irã fosse de alguma forma responsabilizado como estado de facto em guerra. Era por muitos considerado o próximo presidente iraniano pois possuía boas chances de ascender ao poder.

A ação veio poucos dias após ataques de terroristas contra a base norte-americana K1 em Kirkuk, e uma tentativa de tomada de assalto por uma multidão ensandecida da embaixada americana em Bagdá. Soleimani, disseram fontes do Pentágono, estava preparando uma campanha de ataques contra alvos norte-americanos por toda a região. Sua morte lançou ondas de fúria nas camadas mais radicais do Golfo Pérsico e ao longo de todo o Oriente Médio.

É importante, no entanto, não mirar no ataque em si, mas em seus resultados, pois é ali que estão os ensinamentos importantes.

A cerimônia fúnebre organizada pelo estado iraniano para Soleimani, além de mobilizar milhares de pessoas em Teerã, veio acompanhada de promessas de vingança que levaram o mundo a temer uma guerra de grandes proporções no Golfo e ao longo de todo o Oriente Médio. Cinco dias depois, ataques com mísseis atingiram bases americanas na região. O Irã avisou ao mundo que retomaria seus esforços para dominar o átomo, o que imediatamente trouxe à tona especulações sobre quando teria em mãos um artefato nuclear.

Interessantemente, apesar de contra-ameaças e de bem noticiadas decolagens de aeronaves de transporte das cercanias de Fort Bragg, lar da 82a Divisão Aerotransportada, a unidade de reação rápida do Exército Americano, os Estados Unidos não foram à guerra.

Até porque ela já havia sido ganha.

Ao realizar seu ataque com mísseis contra as bases americanas em Al-Assad e Erbil, em 8 de janeiro de 2020 – como retaliação à morte de Soleimani –, o Irã demonstrou ter “braço curto” se agisse de forma autônoma. O alcance de suas armas restringia-se a um raio local e não global. Ao declarar que não respeitaria mais qualquer acordo nuclear anteriormente firmado, criou sérias dificuldades para governos europeus que o apoiavam diplomaticamente, como a França e a Grã-Bretanha, entre outros. Ao reverter seus esforços para o terrorismo, corre o risco de afastar, entre outros, aliados como a Rússia e a China, que não precisam se aliar a estados que fomentam o terror pois já têm grandes problemas internacionais e locais, bem como com crescentes minorias muçulmanas no seu próprio território. Some-se a tudo isso a atabalhoada derrubada de um Boeing 737-800 ucraniano, que resultou na morte de 176 inocentes; e o Irã se tornou um país de convívio complicado para a comunidade das nações e para grande parte de seu povo, que saiu às ruas em protestos contra o governo.

E para selar mais uma vitória em seu rol de negociações favoráveis ao cidadão de seu país, Trump aproveitou o Foro Econômico de Davos para se reunir com seu par iraquiano, resgatando um relacionamento que vinha se deteriorando.

 


Índice

Al Quwwat al-Jawwiya al-Lubnaniyya        
Clique na Imagem para vê-la Maior
A Força Aérea do Cedro do Líbano
Por: Jeroen van Veenendaal

70 anos após sua criação, como está sendo reconstruída a Força Aérea do Líbano depois anos de estagnação? Com a palavra o Brigadeiro-General Ziad Haykal, comandante da LAF, que fala um pouco não só do atual estágio da Al Quwwat al-Jawwiya al-Lubnaniyya, mas também sobre seu principal papel hoje.   Pág. 32

Pampa III        
Clique na Imagem para vê-la Maior
O treinador argentino atinge a maturidade
Por: Santiago Rivas

A versão mais recente do treinador avançado FAdeA IA-63 Pampa encontra-se hoje totalmente operacional na Força Aérea Argentina. Embora externamente seja praticamente idêntico à versão original, internamente o Pampa III é um novo vetor. O foco da fábrica agora passa a ser o de finalmente exportar o avião.   Pág. 14

Operación Soberania        
Clique na Imagem para vê-la Maior
A Fuerza Aérea Argentina em Treinamento Operacional
Por: Horacio J. Clariá

A Força Aérea Argentina (FAA) realizou, entre os dias 10 e 14 de novembro, na BAM Río Gallegos, seu último exercício operacional de 2019. Apesar da persistente queda no orçamento que a instituição vem sendo submersa nos últimos 4 anos, a FAA conseguiu manter um calendário bastante ativo de exercícios ao longo do último ano. Entre eles está o “Soberania 2019”, que fechou um ano com alguns marcos muito significativos para a FAA.   Pág. 24

Falcões em Patrulha        
Clique na Imagem para vê-la Maior
O VF-1 em ação sobre a Amazônia Azul
Por: Leandro Casella

Durante 45 dias, os AF-1B/C Skyhawk do Esquadrão VF-1 realizaram voos de esclarecimento, patrulha das rotas marítimas e ações de presença, como parte da Operação “Amazônia Azul – Mar Limpo é Vida”, da Marinha do Brasil - nome dado à missão de conter e limpar os efeitos do recente vazamento de óleo na costa brasileira. Os voos percorreram lugares distantes como o Atol das Rocas e o arquipélago de Fernando de Noronha.   Pág. 44

A Arma Fatal!        
Clique na Imagem para vê-la Maior
Os Mísseis de Cruzeiro dominam a guerra
Por: Rudnei Dias da Cunha

Os mísseis de cruzeiro são armas extremamente letais e de alta precisão que permitem atacar alvos a grandes distâncias sem que a aeronave lançadora se exponha às defesas inimigas. Suas origens remontam às V-1 alemãs da Segunda Guerra Mundial e, desde 1991, eles vêem sendo empregados nos principais conflitos, como os do Iraque, do Afeganistão, da Líbia e da Síria.   Pág. 54

Unternehmen Bodenplatte        
Clique na Imagem para vê-la Maior
A última cartada da Luftwaffe
Por: Marcelo Mendonça

No primeiro dia de 1945, a Força Aérea da Alemanha Nazista iniciou a Operação Bodenplatte, uma ofensiva decisiva e, para muitos, desesperada contra os Aliados. Seu principal objetivo era infringir uma séria derrota aos Aliados e, assim, forçá-los a negociar a paz em separado da URSS. O plano não foi bem-sucedido e a Bodenplatte acabou sendo um dos últimos importantes atos da Luftwaffe na II Grande Guerra.   Pág. 68

                                                                                                                                                                                                               

 
 

Copyright © 1995 - 2020 - Action Editora Ltda. Todos os direitos reservados.
Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem prévia autorização