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Edição nº 107

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Edição nº 107  
 Agosto de 2017

Editorial

Não há quem não consiga enxergar que o mundo está passando por uma gigantesca revolução social, cultural e tecnológica. Talvez seja a maior mudança de hábitos, práticas, meios e conceitos que jamais testemunhou em sua História. O advento de diversas tecnologias tronco parece ter encontrado sinergias no mesmo momento e o que antes era apenas a revolução digital está se tornando uma verdadeira era de transformação do planeta. O que se aceitava como prática comum no século passado já não vale mais neste fim da segunda década do novo milênio. Se antes a raça humana existia apenas na sua realidade física, hoje vive também no mundo virtual, e em breve, terá que conviver com outra forma de Inteligência, esta artificial, e em muitos casos, capaz de aprender e a se desenvolver muito mais rapidamente do que nós.

Não é a toa que os maiores visionários dos nossos dias, a maioria moldando o futuro do mundo no vale do silício, na Califórnia, já nos alertam para a necessidade de ordenarmos o nosso destino sob o risco de perdermos o controle da nossa própria ascendência sobre ele.

E assim como se modifica exponencialmente a relação do homem com novas práticas e meios no transporte, nas comunicações, no comércio, na educação, na medicina, no lazer e em qualquer outra área da interação humana, o mesmo já ocorre na nossa maneira de fazer guerra, e de proteger nossas nações.

Os conflitos no Iraque e no Afeganistão tem sido dominados por ações de forças especiais, as grandes unidades abrindo caminho para pequenos e furtivos grupos apoiados por avançada tecnologia. Menos homens, melhor treinados e equipados e consequentemente sujeitos a um número menor de baixas atingem os mesmos resultados antes confiados a tropas convencionais. A preocupação com a aquisição de mísseis balísticos por estados não confiáveis aumenta mais rapidamente do que aquela com as que compõem as ordens de batalha tradicionais. As fronteiras tem se tornado cada vez mais porosas, seja para hordas de imigrantes e refugiados apoiados por grande parcela da opinião pública, ou através das portas de entrada convencionais, despreparadas para conter imigrações sistemáticas e de grande porte. O terrorismo, realizado muitas vezes por nacionais do próprio país em que residem, utilizando meios convencionais como explosivos e armas de fogo, ou criativos, como simples caminhões e automóveis, armas brancas, aeronaves e outras ferramentas do dia a dia, demonstra que não basta mais aos governos conhecer a sua própria população, mas que deve também entender as motivações de seus integrantes. O crime organizado se apropria dos governos e demonstra uma enorme capacidade de se manter à frente de governos que ao não pensarem seus países estruturalmente, se encontram diante de um enorme empobrecimento coletivo.

Esta realidade aponta para um futuro – não tão distante quanto gostaríamos – de grandes desafios.

Megacidades concentrarão a maior parte da população da Terra. A degradação ambiental, os conflitos localizados, a crescente polarização ideológica e a negação de faixas territoriais aos estados soberanos assinalam crescentes migrações com potencial de conflito. Até recentemente o Exército Colombiano não adentrava as zonas ocupadas pelas FARC. As forças de defesa do Paquistão não atuam na região conhecida como FATA, área dominada pelo extremismo do Talibã e da Al Qaeda. As ilhas na parte sul das Filipinas não são acessadas pelo governo. Bairros inteiros em algumas das maiores capitais do mundo viraram zonas exclusivas onde a própria população do país não pode entrar. Há muito que o estado brasileiro encontra grandes dificuldades e pouco apoio para enfrentar o crime organizado nas comunidades tomadas pelo tráfico. A guerra mudou. E com ela mudam os meios e as capacidades para enfrenta-la. Se antes o inimigo estava no além mar, num distante e improvável futuro, ou num vizinho temporariamente fora de controle, hoje, o vizinho é outro. E ele pode morar no prédio ao lado...

 


Índice

Os Tigres do Cerrado!        
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Caças F-5M Operando no 1o Grupo de Defesa Aérea
Por: Leandro Casella

Depois de quatro décadas operando caças Dassault Mirage, o 1o Grupo de Defesa Aérea foi reequipado com os Northrop F-5EM/FM Tiger II. A chegada do Tigre ao Planalto Central criou um novo cenário. Pela primeira vez em sua história, a Força Aérea Brasileira passa a ter suas quatro unidades supersônicas equipadas com o mesmo vetor de caça. Isto, sem dúvida, além de trazer ganhos em termos de logística, manutenção e operacionalidade, também aponta que a padronização e a racionalização de vetores são cada vez mais um ponto importante e presente na FAB.   Pág. 38

Robôs Sobre o Azul        
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Aeronaves Remotamente Tripuladas e a Missão de Patrulha Marítima
Por: Carlos Lorch

ARPs estão assumindo missões de patrulha marítima, com a vantagem de poder ficar por várias horas sobre a área de missão. Entre estas aeronaves está o IAI Heron, um ARP do tipo MALE (Medium-Altitude Long-Endurance), que vem cumprindo missões de monitoramento da costa israelense em substituição aos IAI Sea Scan 112 da Força Aérea Israelense.   Pág. 24

Novas Garras para o Lynx!        
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Os Mísseis que Podem Substituir o Sea Skua
Por: Luciano Melo Ribeiro

Com a entrega do primeiro Super Lynx modernizado se aproximando, uma questão vem à tona. Qual seria o míssil ar-superfície ideal para equipar os oito AH-11B do 1o Esquadrão de Helicópteros de Esclarecimento e Ataque (HA-1)? O mercado apresenta algumas opções e é isto que vamos conhecer a seguir.   Pág. 30

Precisão e Potência        
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Novas Opções de Armamento para o A-29 Super Tucano
Por: Rudnei Dias da Cunha

“Relatos dão conta de que um grande laboratório de produção de cocaína localizado dentro da selva amazônica foi atacado há dois dias. O ataque representou o primeiro emprego de bombas guiadas por GPS, lançadas por um Super Tucano a 100 km do alvo. Tropas do Exército e da polícia informaram que, após chegarem ao local, nada restava, devido ao ataque certeiro.” Manchetes como esta podem se tornar realidade em breve.   Pág. 50

Classe Queen Elizabeth        
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Os Novos Porta-Aviões da Royal Navy
Por: David Oliver

O HMS Queen Elizabeth (R08), o maior navio de guerra já construído para o Reino Unido, partiu no dia 26 de junho do estaleiro em Rosyth, Escócia, após oito anos de construção, para seis semanas de provas de mar ao largo da costa daquele país. Serão dois anos de testes para que o porta-aviões de 65 mil toneladas, 280 m de comprimento e 63 m de altura seja declarado operacional pela Royal Navy. O HMS Queen Elizabeth dá nome à classe que terá ainda o HMS Prince of Wales (R09), dois grandes porta-aviões capazes de projetar força, como o Reino Unido não via desde os anos 1970.   Pág. 58

Unternehmen Eiche! - 12 de setembro de 1943        
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Missão: Resgatar Benito Mussolini!
Por: Carlos Lorch

Em uma ação ordenada pessoalmente pelo Fürher Adolf Hitler, Fallschirmjäger (paraquedistas) alemães realizaram em 12 de setembro de 1943 a Operação Carvalho, o ousado e improvável resgate do ditador italiano Benito Mussolini. Comandada pelo então SS-Hauptsturmführer (Capitão) Otto Skorzeny, a missão teve como palco o Hotel Campo Imperatore localizado no topo da Montanha Gran Sasso, nos Apeninos, região central da Itália, sendo até hoje um dos eventos mais importantes da II Grande Guerra.   Pág. 66

                                                                                                                                                                                                               

 
 

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