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Edição nº 120  
 Dezembro de 2019

Editorial

Dois eventos recentes devem servir de alerta para a postura geopolítica brasileira, bem como para a sua capacidade de defesa. As recentes declarações de um atabalhoado e, ao que tudo indicaria desinformado, mandatário de país hegemônico demonstrou que o espírito colonial de alguns países continua vivo e à flor da pele. Refiro-me, evidentemente ao estardalhaço criado em relação às queimadas na Amazônia. Para este tipo de político, mais interessado nas riquezas do subsolo do que na cobertura vegetal da região ou na imaginada existência de uma fábrica de oxigênio, parte considerável do território brasileiro não nos pertence, mas sim “ao mundo”. Diante de tal ameaça recorrente, fica claro que o país precisa aumentar sua presença militar na região. Seja através do preparo de um número maior de combatentes, e de extensivas campanhas de apoio social – ambas extremamente bem executadas pelas Forças Armadas Brasileiras –, ou do avanço da capacidade de combate do país. O segundo evento diz respeito ao recente ataque de 14 de setembro contra duas refinarias sauditas por parte – dizem – de rebeldes iemenitas chamados Houthi, capazes de empregar mísseis de cruzeiro e drones “kamikazes”, ambos com guiamento de extrema precisão em detalhadamente bem planejados ataques. Não há como deixar de lado destes ataques a suspeita da participação do Irã, seja treinando os insurgentes, seja armando-os, ou utilizando-os como fachada. Seja como for, a verdade é que até hoje somente seis países no mundo possuíam a capacidade de fabricar sistemas inerciais avançados. O fato de os Houthi, ou até mesmo o Irã, demonstrarem esta capacidade é o que chama a atenção. Afinal, um ataque digno dos livros de história foi realizado por rebeldes ou, mais provavelmente por um país que ainda não demonstrara uma capacidade militar sofisticada. Não fosse só isto, há pouco tempo atrás a Argélia, realizou com sucesso a destruição de um alvo após o disparo de um míssil de cruzeiro de um submarino. Seja na mão de rebeldes integrantes de forças irregulares ou de países com pouca tradição militar, as novas armas e seu uso estão cada vez mais à disposição de qualquer um, possivelmente até de grupos terroristas. São ações que demonstram claramente que as ameaças geopolíticas e os princípios bélicos vêm se aprimorando com uma mudança de paradigmas que exigem uma adequação das doutrinas baseadas em meios tradicionais, para novas maneiras de pensar o combate.

 


Índice

Green Flag!        
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Super Tucanos e Warthogs sobre o Deserto Americano
Por: Leandro Casella

Pela primeira vez aeronaves Embraer A-29 Super Tucano da Força Aérea Brasileira (FAB) estiveram no deserto de Nevada para participar do exercício Green Flag-West, promovido pela Força Aérea dos Estados Unidos (USAF). O foco da edição 19-08 foi o Close Air Support ou Apoio Aéreo Aproximado. Durante uma semana, os A-29 da FAB estiveram operando lado a lado com os A-10C da USAF, voando diversas missões ar-superfície sobre o deserto de Nevada.   Pág. 36

Condor 2019!        
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O 1o/2o GT e seu silencioso trabalho
Por: Leandro Casella

Há seis décadas surgia no seio da Força Aérea Brasileira o 1o Esquadrão do 2o Grupo de Transporte (1o/2o GT), originalmente equipado com os lendários Douglas C-54G. Os quadrimotores americanos rapidamente deram lugar ao bimotor inglês C-91 Avro, que perduraria na ativa por 32 anos na unidade, até ceder o lugar aos Embraer ERJ 145 (C-99), permitindo ao Esquadrão Condor o ingresso na era a jato. Hoje o esquadrão está equipado com um misto de aeronaves Embraer C-97 e C-99. No entanto, independente de qual seja a “máquina voadora”, a unidade continua firme na sua vocação: missões de transporte aéreo.   Pág. 18

Surpresa Total!        
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O Ataque às Refinarias da Saudi Aramco
Por: Rudnei Dias da Cunha

Enxames de “drones” e de mísseis de cruzeiro – alguém está protegido de ataques aéreos? Essa é a indagação que resta depois dos ataques às instalações petrolíferas na Arábia Saudita, que surpreenderam o mundo no último mês de setembro.   Pág. 28

ATAK!        
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Um Ensaio Fotográfico com o Tanque Voador da Turquia
Por: Leandro Casella

O canhão rotativo (três canos) TM197B do T129A “P2” com capacidade para 500 tiros dispara uma rajada de munição 20 mm! O T129 ATAK, é uma variante turca do AW129I Mangusta italiano. Como parte do acordo de US$ 3 bilhões com a então AgustaWestland, a empresa aeroespacial turca, Turkish Aerospace Industries (TAI), adquiriu os direitos de fabricação do modelo T129, inclusive, para exportação. Os números finais do contrato hoje giram em 59 unidades operacionais e outras 32 opções, totalizando 91 T129. Dos 59 T129, 50 serão operados pelo Exército e nove pelo Ministério do Interior, através da Gendarmerie General Command (Comando Geral da Gendarmeria), que realiza ações policiais no país.   Pág. 48

Os Rivais       
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Os futuros Sistemas de Combate Aéreo da Europa
Por: David Oliver

O ano de 2018 marca o start de dois audaciosos projetos europeus, cujo objetivo é o mesmo: criar um caça de 6a geração ou FCAS – Future Combat Air System. De um lado está o projeto franco-alemão, chamado pelos franceses de Système de Combat Aérien Futur (SCAF). Do outro está o Tempest, como foi denominado o FCAS britânico. À primeira vista, estamos revendo uma disputa que já ocorreu há alguns anos, que resultou no Dassault Rafale e no Eurofigther Typhoon.   Pág. 58

A Ajuda Veio do Céu       
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A Ponte Aérea que Salvou Berlim
Por: Rudnei Dias da Cunha

No dia 24 de junho de 1948, a União Soviética impôs um bloqueio das vias de acesso terrestre e fluvial para Berlim Ocidental, com o objetivo principal de impedir a criação da Alemanha Ocidental. A aposta soviética de que os EUA e Reino Unido seriam incapazes de levar suprimentos para manter Berlim Ocidental acabou não vingando, pois em 12 de maio de 1949, portanto quase um ano depois, o bloqueio foi levantado. Uma autêntica ponte aérea ligando as zonas Aliadas da Alemanha para garantir a sobrevivência de Berlim mostrou aos russos que o ocidente jamais abandonaria aquela cidade. Os ininterruptos voos diários continuaram chegando à capital alemã até 30 de setembro daquele ano trazendo mantimentos capazes de sustentar todos os seu habitantes. Nos 15 meses de duração da pomte aérea que ficou para a História, , foram realizados ao todo 278.228 voos, nos quais foram transportadas 2.326.406 toneladas de suprimentos.   Pág. 66

                                                                                                                                                                                                               

 
 

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