A REVISTA BRASILEIRA DE AVIAÇÃO MILITAR   

Nas Bancas
Clique na capa para vê-la maior
Edição nº 111

Abr./Mai.


 Capa
 Neste Número
 Nº Anteriores
 Action Editora
 Links
 Contato
Edição nº 111  
 Abril de 2018

Editorial

Nos últimos anos, tem ficado cada vez mais claro que a nossa guerra é aquela travada pelo controle do próprio Estado brasileiro. As cidades se apequenam e as pessoas vão perdendo o direito de ir e vir. Não se nota vontade política de enfrentar o problema, seja nas cidades ou nas fronteiras. A grande maioria dos políticos não se interessa, ou pior, alguns até participam do problema. Não fosse assim e o país não seria um dos líderes mundiais do tráfego de entorpecentes. Diante da falência dos órgãos de segurança da maioria dos estados, com a notória exceção da PM de São Paulo, a esperança dos que se convencionou chamar de cidadãos de bem, repousa nas Forças Armadas Brasileiras.

Mas forças armadas não foram criadas para combater o crime. Para tal existe o aparato policial, amparado por uma lei diferente daquela que rege o código de conduta dos militares e uma série de regras de engajamento totalmente diferentes das deles.

Estes, quando chamados para resolver assuntos para os quais não foram preparados, geralmente se deparam com situações impossíveis de resolver com os seus atributos. Por mais que a situação no Rio de Janeiro tenha chegado a um nível tão grave que só poderá ser enfrentado com medidas emergenciais, essas, parte da sociedade critica ou não deseja autorizar.

O resultado será o recrudescimento do problema com mais mortes, menos segurança e a erosão cada vez mais acentuada das atrações do já combalido estado. Esta parcela da sociedade que rejeita a ação das Forças Armadas sem, no entanto, oferecer soluções alternativas, carregará a culpa do fracasso de todo um estado, e de uma das mais belas cidades do mundo. O paliativo será o fortalecimento da estrutura policial o que irá requerer pesado investimento e eficiente fiscalização. A julgar pelo que se fez ao longo de diversas décadas passadas correm o risco de fracassar.

O que isto significa para as Forças Armadas Brasileiras, que cumprem a missão que são capazes de cumprir, é que uma boa parcela do investimento em defesa deverá migrar para o segmento de segurança pública. E isto afetará, possivelmente por décadas, a soberania do país frente a potenciais inimigos externos.

A Força Aérea, através de seu inteligente programa de reestruturação/priorização se prepara para esta realidade definindo sua atribuição de Controlar-Defender-Integrar, e os meios necessários para cumpri-la. Possui uma bem montada estrutura e ordem de batalha, para realizar as missões desta tríade de forma moderna e eficiente. Com meios atuais, econômicos e adequados ao seu orçamento.

Além de uma olhada nos órgãos que defendem o espaço aéreo, o COMPREP – Comando de Preparo e o COMAE – Comando Aeroespacial, este número de Revista Força Aérea traz como destaque um belíssimo ensaio sobre a Força Aérea Polonesa, que assim como a RAF, completa o seu centenário neste ano. Esperamos que gostem!

 


Índice

SiLy Powietrzne        
Clique na Imagem para vê-la Maior
100 Anos da Força Aérea Polonesa!
Por: Bartek Bera

Em 2018 a Força Aérea Polonesa comemora o 100o aniversário de sua fundação. Foi criada em 1918, como a arma aérea do renascido Exército Polonês, obtendo honras nas batalhas na Guerra Polaco-Soviética, Polaco-Ucraniana e na Segunda Guerra Mundial – quando atingiu o seu ápice com as façanhas do 303 Squadron quando foi a unidade Aliada mais eficiente na Batalha da Grã-Bretanha. Quase 30 anos depois do colapso do comunismo, as Forças Armadas da Polônia são um confiável componente da OTAN – Organização do Tratado do Atlântico Norte, apesar de a adoção de equipamento ocidental ainda não estar completa. Caças Lockheed Martin F-16 Block 52 no estado da arte ainda são apoiados por antigos MiG-29 nas tarefas ar-ar e por caças-bombardeiros Sukhoi Su-22 nas missões ar-solo. A fase inicial de uma licitação para a aquisição de uma nova aeronave tática já foi lançada, mas a decisão ainda está um pouco distante. Acredita-se que a substituição de aviões soviéticos mais antigos seja por um pequeno número de caças F-35 ou um número maior de F-16V. A situação é melhor na área do transporte, uma vez que os C295M apoiados por Lockheed C-130, ex-USAF, transportes M28 fabricados localmente e Gulfstream G550 e Boeing 737-800 novos (para o transporte VIP) deem conta do recado. A entrada em serviço de oito Leonardo M-346 Master de treinamento avançado (com mais células esperadas) reforçará a frota da Escola de Voo de Deblin. Infelizmente a força de asas rotativas vem enfrentando sérios problemas – pois ainda estão em uso antigos Mil Mi-2, Mi-8, Mi-17 e Mi-24 russos. Duas concorrências estão em curso (oito helicópteros para o uso com as forças especiais e quatro para a guerra antissubmarino e o SAR), mas as aeronaves utilitárias, de transporte e de ataque, ainda não têm substitutos em vista.   Pág. 34

Defender!!!        
Clique na Imagem para vê-la Maior
Conheça o Comando de Preparo da Força Aérea Brasileira
Por: Leandro Casella

Controlar. Defender. Integrar. Estas são as diretrizes que a Força Aérea Brasileira elegeu como seu foco operacional na Campanha Dimensão 22. Desde o número anterior de Revista Força Aérea, iniciamos uma análise de cada uma destas missões, mostrando a sua estrutura, como elas são realizadas e sua importância para a FAB e para o país. Depois de controlar, é a vez de defender, atividade que, para muitos, é considerada a missão precípua da FAB. No entanto, proteger e garantir a soberania de um espaço aéreo de 12 milhões de km2 não é uma tarefa fácil. Pelo contrário. Só para termos uma ideia, nosso espaço aéreo é maior do que o de toda a Europa. Defender os céus do Brasil é um desafio continental.   Pág. 20

O Rei dos Mares        
Clique na Imagem para vê-la Maior
O Boeing P-8 Poseidon Revoluciona a Guerra no Mar.
Por: Rudnei Dias da Cunha

Ping! Os ecos captados por uma rede de sonoboias aparecem nas telas dos computadores de missão a bordo de um P-8A da Marinha Norte-Americana voando a 30.000 pés de altitude próximo às Filipinas. Fundindo esses dados com as informações táticas obtidas por um MQ-4C Triton da Força Aérea Real Australiana, vem a confirmação: MADMAN! É um submarino de procedência chinesa que se aproxima de uma força-tarefa naval norte-americana. Um torpedo planador Mk.54 é preparado para engajar a ameaça submarina...   Pág. 48

10 de Dezembro de 1941 - A Batalha da Malásia        
Clique na Imagem para vê-la Maior
O Afundamento do HMS Repulse e Prince of Wales.
Por: Carlos Lorch

É muito comum se ouvir dizer que exércitos treinam para lutar a última guerra. E por mais que isto possa soar como uma contradição, é impressionante como de fato acontece. Talvez o período da história na qual mais isto ocorreu foi no curto hiato entre a Primeira e a Segunda Guerra Mundial quando a guerra estática, conduzida nas trincheiras, sob fogo cerrado de artilharia e metralhadoras era a norma. Quem não se lembra das inúteis cargas de cavalaria do Exército polonês contra as formações blindadas alemãs logo no início do conflito? Ou do enorme valor desperdiçado na construção da formidável Linha Maginot na fronteira franco-alemã, mas que não foi capaz de segurar o Blietzkrieg alemão que simplesmente a circundou, avançando através da floresta das Ardenas, na Bélgica? Pensava-se ainda que os majestosos e pesadamente armados encouraçados e cruzadores seriam capazes de garantir a supremacia de uma nação nos mares, e que eram invulneráveis a ataques aéreos. Mas em 7 de dezembro de 1941, a poderosa frota norte-americana foi vítima de um ataque surpresa conduzido pela aviação japonesa, que a encontrou atracada, no porto, e, portanto, presa fácil para suas bombas e torpedos. Três dias mais tarde, uma surpresa ainda maior aguardava os Aliados, desta vez na costa malaia, no sudeste asiático. Em poucos dias, mais um dogma dos planejadores militares do mundo todo ruía definitivamente.   Pág. 58

Primeiros Passos Escandinavos        
Clique na Imagem para vê-la Maior
Asas fixas na Luftstridsskolan – A Escola de Voo da Força Aérea Sueca
Por: Carlos Lorch

A Luftstridsskolan, ou Escola de Combate Aérea da Força Aérea Sueca, é o local no qual os jovens cadetes da Flygvapnet alçam seus primeiros voos a caminho das cabines dos caças Gripen, dos transportes C-17, C-130, Gulfstream G4/G5 e Saab 340 e dos helicópteros AW-109, Sikorsky Blackhawk, e NH Industries NH-90 que irão voar no futuro. Localizada na Base Aérea de Malmen, próximo à cidade de Linköping, e não muito longe da costa leste do país, e cerca de 200 quilômetros ao sul de Estocolmo, ela se aproveita da topografia plana da região onde fica um complexo aeronáutico de grandes dimensões, que compartilha com a Helikopterflottiljen a frota conjunta de helicópteros das Forças Armadas Suecas e a Unidade de Testes e Avaliações Operacionais da Força Aérea. O que parece ser apenas mais uma escola de formação de pilotos é na verdade uma instituição de ideias avançadas em plena mutação e cujo objetivo é formar a maior parte possível de seus candidatos, transformando-os em pilotos extremamente bem preparados para defender o país.   Pág. 70

                                                                                                                                                                                                               

 
 

Copyright © 1995 - 2018 - Action Editora Ltda. Todos os direitos reservados.
Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem prévia autorização