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 Julho de 2018

Editorial

Existem cinco maneiras para que um país em apuros se torne equilibrado economicamente: o primeiro exige o aumento de taxas, tributos e impostos. Através deles são repassados à população o custo da origem de seu desequilíbrio. Já o segundo incorre na impressão e resultante aumento do meio circulante, o que todos sabemos gera inflação. Em terceiro lugar, aparece uma solução mais drástica, o confisco, que resulta na perda imediata da credibilidade do governo. A quarta maneira de equilibrar rapidamente as contas do Estado é a tomada de empréstimos junto a banca internacional ou interna. Trata-se de medida perigosa devido à prática que aquele segmento tem de escravizar governos em apuros e com falta de crédito. A quinta e última maneira de aprumar a economia de uma nação em crise é a mais óbvia de todas. Mas é também a mais rara. Consiste simplesmente na realização de cortes em áreas nas quais gastos desnecessários esvaziam os seus cofres afetando diretamente a economia.

Foi com esta certeza em mente que reagimos à pergunta de um dos principais executivos da indústria de defesa que recentemente indagou qual seria o legado do atual Alto-Comando da Força Aérea Brasileira, haja visto que os anteriores haviam adquirido capacidades palpáveis no mercado. Fossem elas aeronaves, estruturas, sistemas ou capacidades operacionais específicas.

Diante da mais longa crise econômica que assola o País. Da incerteza em relação ao que vem pela frente a nível interno ou internacional. E da clareza com que enxerga sua realidade econômica, o atual comando da Força Aérea resolveu investir em duas vertentes que visam um único resultado entre o hoje e 2041, quando ela completará 100 anos de existência.

Ambas fazem parte do Programa Dimensão 22, cujo nome define de imediato a área de atuação da Força Aérea Brasileira permitindo definir o que deve defender.

A primeira vertente define com exatidão aonde ela deve atuar. E não é pouco território. Pois são vinte e dois milhões de km2 de espaço aéreo sobre terra e mar. A segunda subdivide em três áreas específicas o como deve atuar para realizar a contento esta missão. E a FAB especificou que para atingir plenamente o seu objetivo deverá ser capaz de Controlar, Defender e Integrar este bem-demarcado espaço aéreo.

Saber que missões são de sua responsabilidade permite à FAB se adequar ao seu orçamento de forma a poder cumprir cada uma com sobra de caixa, ou demandar verbas adicionais para programas cuidadosamente substanciados. Permite ainda vislumbrar como deve se equipar para realizar suas missões específicas afastando aventuras e escolhas de ocasião tão nocivas à formatação de um meio efetivo como é uma força aérea. E finalmente, esta clareza na definição do teatro de operações e de suas atribuições operacionais permitirá um planejamento futuro acurado no qual o foco no setor operativo será sempre a estrela guia dos homens que decidem o futuro da Força, e daqueles que a fazem funcionar no dia a dia.

Num momento em que praticamente todas as instituições e estatais do País se abraçam a soluções e medidas emergenciais para obter caixa para subsistir, a Força Aérea Brasileira caminha para um futuro no qual a definição de suas missões, do seu tamanho e dos incrementos necessários para um crescimento eficiente não demande cortes imprevistos. Neste contexto, fica fácil entender porque as ações de redução de capacidades ociosas ou inadequadas deve preceder a reconstrução de uma nova Força Aérea Brasileira capaz de controlar, defender e integrar eficientemente o Brasil do futuro. Diante desta realidade, podemos responder a questão que nos foi colocada com tranquilidade e certeza; Nenhum outro legado chega à altura...

 


Índice

Royal Air Force        
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100 anos defendendo o Reino!
Por: Rudnei Dias da Cunha

No dia 1o de abril de 1918, era criada no Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda a Royal Air Force (RAF, Força Aérea Real), como a terceira Força Armada daquele país. Assim como os selos britânicos, é a única força aérea do mundo que não traz em sua designação a sua nacionalidade e, no entanto, seu nome e sigla são suficientes para identificá-la. Sua primazia como a primeira força aérea a ser criada, independente do Exército Britânico e da Marinha Real, foi fruto da necessidade de se fazer melhor uso dos meios aéreos disponíveis à Grã-Bretanha durante a I Guerra Mundial.   Pág. 38

Taktisk Utprovning JAS 39        
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O Esquadrão de Avaliação da Força Aérea Sueca
Por: Texto e fotos: Stefan DEGRAEF/Edwin BORREMANS

Extremamente organizada, a Suécia possui uma unidade cuja função é avaliar, desenvolver e homologar novas aeronaves, sistemas e táticas. Atualmente envolvida quase que exclusivamente no caça Saab JAS 39 Gripen, a Taktisk Utprovning é composta de pilotos escolhidos a dedo entre os caçadores da Flygvapnet. Após avaliarem os sistemas existentes ou em desenvolvimento para o Gripen, eles determinam como estes vetores serão empregados em combate e padronizam o seu uso nas diversas unidades de primeira linha. Viaje até a Suécia com Stefan Degraef e Edwin Borremans para conhecer esta pequena porém imprescindível unidade que é fundamental para o sucesso do novo caça que em breve protegerá o país.   Pág. 20

Com o WAD nas mãos        
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Um piloto de provas conhece de perto a nova aviônica do Gripen
Por: Luiz Alberto Madureira

No mês em que foi entregue o modelo “C”, estivemos em Porto Alegre, na sede da AEL Sistemas para conhecer o atual estágio do display panorâmico - WAD (Wide Area Display) que equipará a frota de Saab JAS 39 Gripen E/F da Força Aérea Brasileira. O WAD modelo “C” será empregado nos ensaios em voo da versão brasileira do Gripen, designados como F-39 E/F. A ideia é apresentarmos sob a ótica de um experiente piloto de provas, o conceito WAD e quais são as inovações que ele trará para a nossa Aviação de Caça.   Pág. 30

Integrar        
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A FAB diminuindo o país continente
Por: Leandro Casella

Controlar. Defender. Integrar. Estas são as diretrizes que a Força Aérea Brasileira elegeu como seu foco operacional na Campanha Dimensão 22. Desde o início do ano, a Revista Força Aérea vem fazendo uma análise de cada uma destas diretrizes, mostrando qual a sua importância e como elas são cumpridas. Fechando a trilogia, é a vez de integrar, que pode ser traduzida como a porção social da FAB, pois todos dos dias, em algum ponto deste país, militares e aeronaves da FAB estão trabalhado para prover bem-estar a população brasileira.   Pág. 54

IFF – Identification Friend or Foe        
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Separando os amigos dos inimigos
Por: Carlos Lorch

Desenvolvido durante a Segunda Grande Guerra, o sistema IFF – Identificação Amigo ou Inimigo tornou-se um equipamento não só padrão, mas essencial na guerra moderna, que tem por objetivo não só identificar potenciais inimigos, mas evitar situações de “blue on blue” (fogo amigo). Com a entrada na era BVR e com a futura operação do F-39 o Brasil começa a entender e verificar a importância do IFF no atual cenário da guerra moderna, passando com isto a iniciar um projeto de desenvolvimento de um IFF 100% nacional.   Pág. 66

Attack Assad        
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O Ataque à Síria
Por: Rudnei Dias da Cunha

Estados Unidos, França e Reino Unido lançaram, no dia 14 de abril de 2018, um ataque aeronaval contra três instalações nas quais, segundo eles, o governo sírio produz armas químicas.   Pág. 72

                                                                                                                                                                                                               

 
 

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