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Edição nº 119

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Edição nº 119  
 Outubro de 2019

Editorial

Desde 20 de dezembro de 1989 na Operação Just Cause, quando forças norte-americanas invadiram o Panamá e levaram preso o General Manuel Noriega, as ações aéreas mais sensíveis tiveram como pilares a tecnologia da furtividade – ou stealth, em inglês. Inicialmente caças Lockheed F-117, depois os Lockheed F/A-22 Raptor e Lockheed F-35 Lightning II, foram o esteio do planejamento ofensivo da USAF toda vez que ocorreu a necessidade de penetrar em espaço aéreo inimigo para atacar alvos estratégicos.

Ocorre que nenhuma tecnologia é eterna e os principais inimigos em potencial dos americanos, os russos e chineses, vêm há anos buscando soluções tecnológicas para se defender de aeronaves protegidas pela furtividade, seja através de radares capazes de detectar as formas específicas destes aviões ou de mísseis com grande velocidade e alcance capazes de alargar as distâncias nas quais são iniciadas as penetrações de seus territórios o que permite que ganhem tempo para reagir como podem. Para tal, estes países investiram bilhões de dólares em armas antiaéreas de última geração, uma área na qual são imbatíveis tecnologicamente. Além de melhorar suas defesas antiaéreas, os chineses, principalmente, desenvolveram mísseis de cruzeiro, balísticos ou com velocidade hipersônica para afastar as forças-tarefa nucleadas em porta-aviões dos americanos para longe de sua costa reduzindo o potencial de ataque de suas aeronaves tripuladas. Além de defender suas zonas litorâneas, estes países podem usar estas armas ofensivamente disparando-as de aeronaves, submarinos ou navios camuflados como navios portacontentores e assim atingir alvos nos Estados Unidos continentais.

Diante destas medidas paliativas, e de grande efetividade, o avião tripulado perde muito de sua letalidade o que vem fazendo com que a USAF busque novas soluções.

A resposta parece vir do programa Loyal-Wingman, ou Ala Leal em português. Nele, a furtividade é substituída pela massa provida por grandes números de atacantes visando saturar as defesas antiaéreas do inimigo e assim recuperando a superioridade aérea. No novo programa da USAF um número de aeronaves não tripuladas baratas e descartáveis acompanhará caças pilotados às dezenas confundindo e derrotando os sensores do inimigo. Estas aeronaves, são muito mais baratas do que os caças F/A-18, e F-35 que irão acompanhar. Podendo estar armados com mísseis ar-ar, bombas ou equipados com aparelhos de guerra eletrônica ou de vigilância, podem fazer qualquer missão que hoje é realizada por aeronaves com pilotos a bordo.

Como as potências de que estamos falando são nucleares, no caso das aeronaves armadas, basta que uma consiga penetrar o espaço aéreo do inimigo para conseguir o efeito desejado. Isto aumenta enormemente o número de alvos com os quais a defesa antiaérea precisa se preocupar. Em nível defensivo estes aviões também trazem grandes benefícios, pois podem proteger não somente os caças que irão acompanhar, mas aeronaves capitais como os E-3 Sentry ou E-7 Wedgetail de alarme e alerta em voo ou P-8 de patrulha marítima e ataque antinavio/submarino. Dotados de inteligência artificial, os Loyal-Wingmen podem voar como se fossem alas perfeitos, sempre mantendo a separação e jamais atrapalhando as aeronaves que estiverem acompanhando. No caso dos aviões atualmente em desenvolvimento pela Boeing para este programa, que, de acordo com a nova visão entre as forças aéreas avançadas deve produzir aeronaves operacionais numa fração do tempo atual de desenvolvimento e a um fragmento do preço, eles medirão cerca de 11,7 m e terão um alcance de mais de 2.000 milhas náuticas. Quando entrarem em cena a velocidade hipersônica e as armas de energia dirigida (laser), a capacidade de milhares destes aviões penetrando o espaço aéreo de uma nação hostil crescerá de forma exponencial.

É mais um passo para a robotização da guerra aérea.

 


Índice

Rotores Verde-Oliva        
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100 Anos da Aviação do Exército
Por: João Paulo Moralez

Em 2019 o Exército celebra o centenário da sua Aviação Militar. Ao longo dessa trajetória, as asas da Força Terrestre deixaram um legado para o país e as suas ações continuam beneficiando a nação como um todo, seja na manutenção da soberania, no apoio à população ou no desenvolvimento tecnológico.   Pág. 32

Operadores        
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O Gripen ao Redor do Mundo
Por: Carlos Lorch

Prestes a vermos a nova geração de JAS39 entrar em serviço nas Forças Aéreas da Suécia e do Brasil, apresentamos o atual estágio operacional das Forças Aéreas que empregam o caça Saab Gripen fora a Suécia pelo mundo.   Pág. 20

HMS Queen Elizabeth        
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O Novo Porta Aviões da Royal Navy
Por: David Oliver

Planejado para entrar em serviço operacional no próximo ano, o HMS Queen Elizabeth (R08) é o primeiro de uma nova classe de porta-aviões britânicos encomendada em 2008, ao custo de mais de £6 bilhões. Com 280 m e deslocando até 65 mil toneladas, o R08 irá empregar, junto com seu irmão o Prince of Wales (R09) os novos Lockheed F-35B britânicos.   Pág. 46

Lançar, Suprir, Resgatar        
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50 Anos de Esquadrão de Transporte Aéreo - ETA
Por: Leandro Casella

Meio século atrás surgia no seio da Força Aérea Brasileira (FAB) os Esquadrões de Transporte Aéreo (ETA). Pela primeira vez, a Força Aérea passava a ter uma real capacidade de pronta resposta em qualquer parte de país à crescente demanda por voos logísticos e de integração. Os ETA não só descentralizaram a Aviação de Transporte, mas se tornaram ao longo dos anos unidades multipropósito cumprindo toda gama de missões. Meio século depois, estas pequenas e versáteis unidades continuam sendo importantes para a estrutura da FAB.   Pág. 56

Malta!        
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A Resistência da Ilha-Fortaleza
Por: Rudnei Dias da Cunha

Malta sofreu mais de 3.000 ataques aéreos entre 1940 e 1943, nos quais foram lançados sobre uma área de menos de 3 km2 aproximadamente 15.000 toneladas de bombas. Os combates aéreos que lá se desenrolaram deram à ilha a alcunha de “Paraíso dos Pilotos de Caça”.   Pág. 66

                                                                                                                                                                                                               

 
 

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