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Edição nº 118

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Edição nº 118  
 Julho de 2019

Editorial

Ao contrário de outros setores da sociedade que transformaram um pequeno, porém necessário contingenciamento em interesseiro ato político, as Forças Armadas encararam um corte momentâneo de seu orçamento, com o estoicismo dos que colocam o bem coletivo acima de tudo.

É evidente que tal medida não pode ter agradado os Chefes Militares, porém tal afirmação pode apenas ser inferida uma vez que não se ouviu qualquer reclamação advinda das forças de terra, mar ou ar. Por mais que qualquer corte afete a capacidade de o País se adequar às medidas necessárias para garantir de forma apropriada a sua defesa.

No caso dos meios aéreos, especificamente os da Força Aérea Brasileira, os cortes podem vir a afetar de forma marcante o planejamento futuro da condução da guerra aérea, uma vez que os dois principais pilares da estruturação aeroespacial poderão ficar temporariamente comprometidos. Tanto o caça F-39 Gripen E quanto o transporte KC-390 devem acompanhar um cronograma pré-planejado para que estejam na rampa na hora e nas quantidades certas.

Num recente documento apresentado pelo Ministro da Defesa, intitulado “O Cenário Atual e As Forças Armadas” discute-se a Reestruturação das Forças. Ali, figuram os valores pagos por cada projeto de cunho estratégico até meados do ano passado e os valores ainda a pagar. No que tange ao Gripen E, cerca de R$ 4.0 bilhões já foram pagos e, no caso do KC-390, o custo de desenvolvimento já foi liquidado.

É hora portanto de priorizar as ações, o treinamento e o orçamento para fazer cumprir este compromisso hercúleo, deixando de lado qualquer nova empreitada por mais atraente que seja. E é exatamente o que vem fazendo seu novo comando, liderado pela visão de seu atual comandante, homem extremamente discernente pragmático e realista. Nota-se que, assim como ocorre no campo de batalha, a Força Aérea seguirá seu planejamento de longo prazo aguardando o momento oportuno para engendrar usa necessidades mais prementes. Tendo definido os caminhos a seguir, a nível estratégico, a Força precisa se preparar para adquirir de forma plena não apenas os meios necessários, dos quais os dois citados acima são os principais, mas o preparo de seu pessoal para adota-los tão logo sejam adquiridos e entregues.

Por mais que outras soluções operacionais sejam importantes, podem, em sua grande maioria, ser distribuídas ao longo do tempo, uma vez que não é possível possuir tudo de uma só vez.

Sistemas de armas aeroespaciais são caros, assim como o arcabouço necessário para encaixa-los à arquitetura da força. E o caminho traçado talvez frustre aqueles que desejam novos meios e capacidades a cada rodada do ano. Mas, como se convém dizer, o ótimo é inimigo do bom, e o bom voo é sempre reto e nivelado. A parcimônia como já está sendo conduzida a Força Aérea é um presságio para o avanço que o País precisa. Principalmente neste momento de turbulência.

 


Índice

Os Tigres do Reino        
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A Royal Thai Air Force Modernizandos Seus F-E/F
Por: Leandro Casella

Em 2017 a Royal Thai Air Force (RTAF) deu início à segunda fase da modernização de sua frota de caças Northrop F-5T Tigris (F-5E/F) – adotando um padrão muito similar aos nossos F-5M. Com a modernização eles passam a ser designados F-5ST Super Tigris.   Pág. 32

O NH-90 no País do Mar        
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Asas Rotativas da Marinha Holandesa
Por: Jeroen van Veenendaal

Fomos à Holanda, mais precisamente à Estação Naval Aérea de De Kooy conhecer um pouco das operações dos NHIndustries NH-90 NFH (NATO Frigate Helicopters) e TNFH (Tactical NATO Frigate Helicopters) empregados pela Real Marinha Holandesa (Royal Netherlands Navy – RNLN).   Pág.  20

Novos Sensores Novas Armas        
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Vida Nova Para os Helicópteros do Exército Brasileiro
Por: João Paulo Moralez

Depois de passar por um importante processo de modernização de seus sistemas, a frota de HA-1 Fennec deverá receber, a curto prazo, novos armamentos, sensores de aquisição de alvos e de levantamento de inteligência, incrementando ainda mais a capacidade de cumprir missões de reconhecimento e ataque. Os HM-1 Pantera, hoje cumprindo tarefas de emprego geral, também deverão ser contemplados com essas novas capacidades, ampliando assim o seu leque de atuação.   Pág. 46

Voyager!        
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O Airbus MRTT da RAF
Por: Leandro Casella

Vamos conhecer um pouco mais do atual estágio de produção e operação do Airbus Military A330 Multi-Role Tanker Transport (MRTT), em especial da versão britânica designada Voyager KC.2 e KC.3. A Royal Air Force, que é hoje a maior operadora do “avião-tanque” da Airbus, emprega as aeronaves arrendadas de uma empresa privada – a Air Tanker, que usa parte da frota de Voyager para voos comerciais.   Pág. 56

O Último Round!        
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O A-7 Vought Corsair II na Guerra do Golfo - Janeiro 1991
Por: Marcelo Ribeiro da Silva

Em cerca de 25 anos de operação, os A-7 Corsair II reforçaram sua fama como vetores resistentes em uma importante operação do século 20, saindo de cena com uma performance acima da média, e de dar inveja ao seu irmão mais novo que acabava de chegar.   Pág. 68

                                                                                                                                                                                                               

 
 

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