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Edição nº 121  
 Janeiro de 2020

Editorial

A população mundial cresce em um bilhão de habitantes a cada 11 anos. No entanto, os recursos naturais são finitos, e, com algumas exceções, caminham rapidamente para a escassez. Some-se a isto as agressões que o meio ambiente vem sofrendo de multidões despreparadas e de governos pouco atuantes, e se desenha nitidamente um mundo no qual o patrimônio deixado pela natureza para a sobrevivência da espécie testemunhará uma acirrada disputa pelo que resta do planeta.

A solução não virá do abandono, garantido pela ideia da preservação pura e simples, modelo que já se demonstrou ineficiente, mas pelo desenvolvimento sustentável, com base científica como preconiza o atual governo brasileiro.

Se o país não defender sua soberania e a capacidade de autogestão de suas áreas naturais, em breve aqueles que defendem o inaceitável modelo da globalização ou aqueles que almejam as riquezas naturais de áreas ainda preservadas, como a Amazônia Brasileira, logo partirão para cima daquilo que pertence aos mais de 210 milhões que integram o povo brasileiro.

Não é de hoje que líderes de países hegemônicos vêm declarando que a Amazônia não pertence ao Brasil, mas ao mundo. Geralmente com informações inverídicas como a pecha de “pulmão do mundo” ou lar de “culturas milenares”. Por sorte a comunidade científica responsável tem colocado estas falácias abaixo. E há décadas, integrantes do meio acadêmico e das Forças Armadas Brasileiras vêm alertando para esta realidade.

Pois os anos se passaram, a população seguiu crescendo, e os recursos continuaram sendo exportados para sociedades mais avançadas por governos menos comprometidos com a nação.

Mas a situação atual exige medidas mais firmes, garantindo o desenvolvimento da região de forma responsável e a presença definitiva do Estado.

Neste início de século é fundamental que as Forças Armadas Brasileiras, tendo consolidado sua capacidade dissuasória sobre o território nacional, se debrucem sobre a Amazônia, ocupando-a de forma abrangente e eficiente.

Para tal, precisam continuar a formar um órgão calçado em meios modernos e com pessoal preparado, completando-se num único vetor de defesa capaz de prover a real dissuasão frente à qualquer força interessada em desafiar a soberania do país.

Para tal, é fundamental que ao invés de duplicidade exista a complementação. Em vez de doutrinas específicas ocorra a padronização. E que meios e vetores venham a se completar, aumentando a capacidade do todo em benefício de cada uma das forças individuais.

Para um observador externo, que por não ser do sistema talvez não conheça a fundo o que ocorre em determinada força – como é o autor deste - chamam a atenção vetores que não cabem em determinada força (provavelmente inserido ali por ingerência da classe política), mas que seriam melhor aproveitados por outra força.

Alguns exemplos: helicópteros de ataque serviriam melhor ao Exército do que à Força Aérea, haja visto que seu uso é o de prover poder de fogo em grande escala em benefício do ataque em massa. Por sua vez, aeronaves de transporte são extremamente bem aproveitadas pela Força Aérea que, em os havendo em maiores números, poderia garantir o serviço necessário ao Exército, sem que este precise se embrenhar no intricado mundo das prateleiras de reposição, do treinamento especializado e do convívio com um sistema de aviação civil cada vez maior. No ambiente marítimo, a missão de patrulha, busca antissubmarino, esclarecimento, ataque antissuperfície e antipoluição se integram com enorme facilidade à engrenagem naval montada pela Marinha, enquanto para qualquer outra força nada mais é do que uma capacidade atuando de forma solitária.

Além desses exemplos existem outros, que, se forem implementados, complementariam a capacidade sistêmica de cada uma das forças e da defesa em si, fazendo sobrar orçamento para tarefas de enorme importância estratégica como a montagem de um sistema espacial, a guerra cibernética e a vigilância absoluta do mar territorial brasileiro.

 


Índice

OFitter!!!        
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Os únicos Su-22 da OTAN
Por: Piotr Butowski

Os icônicos caças-bombardeiros Suhkoi Su-22 chegaram à marca de três décadas e meia a serviço da Força Aérea Polonesa, sendo hoje os únicos Fitters que ainda estão em serviço nas fileiras da OTAN - Organização do Tratado do Atlântico Norte.   Pág. 34

Petróleo no Mar        
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Acidente ou Eco-Terrorismo na costa do Brasil?
Por: Carlos Lorch e Anastácio Katsanos

Os incidentes graves de derramamento de toneladas de óleo cru por um petroleiro em alto-mar, que afetou todo o litoral nordeste do Brasil, acenderam questões importantes não só de como prevenir e evitar este tipo de desastre usando os mais modernos meios, mas, principalmente, de como distinguir o que é acidente de um deliberado ecoterrorismo.   Pág. 16

Expandindo Capacidades        
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Desenvolvendo Simulação no Brasil
Por: Leandro Casella & Rudnei Dias da Cunha

A AEL Sistemas desenvolveu e implantou um Laboratório de Treinamento e Simulação (T&S) para fomentar suas competências técnicas e poder demonstrar suas capacidades tecnológicas, possibilitando, assim, aumentar a interação com os clientes em busca de soluções de treinamento sintético de voo ou de plataformas de superfície para aplicações militares.   Pág. 24

Torre Remota        
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Santa Cruz em operações de última geração
Por: Marcelo Mendonça

– PRIMAV é o Jambock 09 no ponto de espera da pista 23, pronto. – Jambock 09 sua aeronave é a primeira a ser controlada pela torre remota de Santa Cruz. Um marco para a Força Aérea Brasileira e para o Brasil. – Jambock 09 está ciente. É uma honra participar deste momento histórico! A fonia ocorrida na manhã de 18 de outubro de 2019 entre a controladora da torre da Ala 12 em Santa Cruz (R-TWR SC) e o F-5EM FAB 4836 do 1o GAVCA marcou o início de uma nova era no controle de tráfego aéreo do país. Uma era dominada pela alta tecnologia que atende pelo nome de Torre de Controle Remota ou R-TWR.   Pág. 54

Guerra Assimétrica        
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Nova Tendência para um Mundo Superpovoado
Por: Santiago Rivas

A América Latina está experimentando hoje, na própria carne, o que era antes apenas uma experiência distante, presente em lugares como Ucrânia e Síria. Hoje a faixa entre a esquerda e a direita está passando para um nível de maior atividade e violência, especialmente no Equador, Colômbia, Chile e Bolívia com uma participação mais aberta e direta de Cuba e Venezuela.   Pág. 64

Azules y Colorados        
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Guerra no Rio da Prata
Por: Santiago Rivas

Entre 1962 e 1963, uma crise interna nas Forças Armadas da Argentina levou a um confronto que chocou todo o país, que passou a temer que o conflito levasse a nação a uma guerra civil.   Pág. 70

                                                                                                                                                                                                               

 
 

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