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Edição nº 108  
 Outubro de 2017

Editorial

Depois de embarcar num ousado e necessário plano de reestruturação no qual busca racionalizar a sua estrutura a fim de privilegiar a área operacional, a Força Aérea Brasileira lança o seu conceito estratégico denominado Dimensão 22.

Ao fazê-lo, determina explicitamente a sua área de atuação e as suas missões. Isto permitirá que seja capaz, num passo seguinte, de definir exatamente quais são os meios necessários para cumpri-las.

E isso é importante porque, como já foi dito nestas páginas há algum tempo, é imprescindível que “...as missões determinem os meios” e não o contrário.

Por mais que isso possa parecer óbvio, é impressionante a quantidade de vezes nas quais interferências políticas afetam as ordens de batalha dos setores militares. Isto implica não só a necessidade de operação – por um longo tempo – de vetores que tiram o foco do planejamento das forças em questão, mas também um considerável naco do orçamento, dinheiro que poderia estar sendo melhor empregado.

O conceito Dimensão 22 é importante porque de forma inequívoca define o que os brasileiros devem esperar de sua Força Aérea. E não são poucas as atribuições. Ao divulgá-lo a FAB não deixa brechas para aventuras que podem vir na forma de uma “visão personalista”, “compra de ocasião” ou “ingerência política com outros fins”. São acontecimentos aparentemente impensáveis, mas que surgem com impressionante insistência em todas as áreas de governo.

Finalmente, o Dimensão 22 permite que a Força Aérea defina com exatidão os meios de que necessita para garantir o cumprimento de sua missão no futuro, maximizando o seu orçamento numa visão exclusivamente de custo-benefício.

No que diz respeito aos seus meios aéreos, o Dimensão 22 lista as suas aviações sem fazer qualquer menção à adequação de cada uma ao seu orçamento ou ao cumprimento da missão definida.

Como Revista Força Aérea sempre foi um veículo que busca fazer pensar e discutir, acreditamos que podemos tomar sem ônus, a liberdade de vislumbrar de um ângulo totalmente externo e descomprometido, mais um passo de racionalização que poderá ou não acontecer no futuro.

A FAB evidentemente se sustenta em seus dois principais pilares: a defesa aérea e a aviação de transporte. Ambas baseadas em quase 80 anos de sofrimento e de conquistas. No que tange à defesa aérea a FAB precisa de mais, não de menos. Os 36 caças esperados certamente não dão conta do espaço aéreo a defender. No transporte, talvez exista um excesso de tipos em operação, o que aumenta a necessidade de controle – e dispêndio – logístico, de manutenção e de treinamento. Talvez. Pelo andar da carruagem é possível apostar numa racionalização desta aviação a médio prazo. Uma simplificação certamente norteada pelo fator custo-benefício. A importância da Aviação de Reconhecimento vem crescendo sobremaneira à medida que a necessidade de consciência situacional em tempo real se torna mais urgente. O tempo de decisão joga contra aqueles que têm que tomá-las o que faz com que a informação acurada e onipresente seja sua maior aliada. Trata-se de uma área imprescindível na qual serão mais prováveis investimentos do que cortes, pois ela permite a atuação sistêmica da Força como um todo, apoiando os pilares acima com uma clareza situacional nunca antes vista.

Neste ambiente em que navega a FAB, a aviação de Patrulha Marítima corre o risco de se tornar corpo estranho uma vez que o seu produto final interessa muito mais à outra força que detém os meios de caçar e destruir submarinos e controlar e defender o litoral brasileiro. Num ambiente de pronta resposta e rápida tomada de decisão mais valem as aeronaves de patrulha como parte de um sistema voltado às ações no mar do que naquele preconizado pelo Dimensão 22.

E, no que tange à aviação de asas rotativas convêm questionar se tantas aeronaves de tantos tipos são realmente necessárias. Dentro do conceito divulgado pela FAB, o transporte em massa de tropas e o ataque realizado por helicópteros aparenta não caber, sendo mais pertinentes à outra força cujas atribuições demandam quantidade e abrangência. As missões SAR e C-SAR, específicas de força aérea poderiam ser realizadas com um número menor de tipos e possivelmente de aeronaves.

O Dimensão 22 abre uma nova era para a Força Aérea Brasileira e já vemos movimentos parecidos nas forças coirmãs. São nossas melhores instituições fazendo da crise uma oportunidade.

 


Índice

A Saga do Sapão        
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Cinquentenário do H-1H na Força Aérea Brasileira
Por: Leandro Casella

Seu característico e inconfundível som de “bater de pás”, que o denunciava a quilômetros de distância está prestes a virar história. Isto porque o Bell 205 Iroquios ou Huey, ou simplesmente Sapão na FAB, está prestes se aposentar. Depois de meio século de serviço operacional de grande relevância, o velho H-1H em breve estará saindo de cena para definitivamente virar uma lenda. Na história da Aviação de Asas Rotativas da FAB, nenhum outro helicóptero foi tão importante e tão marcante!   Pág. 34

Dimensão 22        
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Um conceito, múltiplas ações
Por: Coronel Aviador José Frederico Júnior

A Força Aérea Brasileira (FAB) está lançando neste mês de outubro sua campanha institucional “Dimensão 22”, que faz referência aos 22 milhões de quilômetros quadrados de espaço aéreo sob sua jurisdição e naturalmente deixa claro tamanho de sua área de atuação e, também, quais são as suas missões, que na prática visam defender e integrar o país-continente chamado Brasil.   Pág. 26

Spike!        
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Letal e Preciso na Guerra Antisuperfície
Por: Rudnei Dias da Cunha

O Rafael Spike NLOS (Non-Line of Sight – Fora da Linha de Visada) é um dos sistemas de armas para uso ASuW – Anti-Surface Warfare/Guerra Antissuperfície mais eficientes do mercado e desponta como um sério candidato a ser o novo armamento dos nossos AH-11B, versão modernizada dos nossos Super Lynx, que devem entrar em serviço no 1o Esquadrão de Helicópteros de Esclarecimento e Ataque (HA-1) em 2018.   Pág. 50

FAC Fantástica!       
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Voando sobre Selvas e Andes com a Fuerza Aérea Colombiana
Por: Cees-Jan van der Ende

A pós operar o Israel Aerospace Industry (IAI( Kfir C2 e TC7 desde 1989, a Fuerza Aérea Colombiana (FAC) embarcou num importante programa de modernização da sua frota remanescente dos Deltas propulsados pelo General Electric J-79 em 2009. Hoje, a Colômbia possui a única força aérea no planeta que opera estes belos aviões, o que deve continuar enquanto o país precisar deles. Um projeto para substituir os Kfir acaba de ser iniciado. Pudemos dar uma olhada exclusive na Base Aérea “Capitán Germán Olano, localizada em Palanquero. Além dos sofisticados delta, aquela base é também a casa do Douglas/Basler AC-47T “Fantasma” um clássico avião artilhado provado em combate. Estas raras aves ainda compartilham a rampa com o Esquadrão de treinamento que opera uma grande frota de aeronaves Cessna T-37B Tweets que é como estes treinadores são conhecidos localmente.   Pág. 56

S-400 Triunfo!       
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Alcance: 250km. Velocidade: Mach 6.2!
Por: David Oliver

Em novembro de 2015, a Rússia deslocou uma bateria de mísseis S-400 para proteger a sua base aérea na província síria de Latakia depois que um de seus aviões Su-24M de ataque foi derrubado por um caça F-16C turco próximo à fronteira entre a Síria e a Turquia, durante a campanha russa contra o chamado Estado Islâmico do Iraque e do Levante (ISIL).   Pág. 68

Orientales no Continente Negro!        
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A Fuerza Aérea Uruguaya na África!
Por: Javier Bonilla

Há quase 15 anos, helicópteros ostentando orgulhosamente a bandeira do Uruguai vêm voando com grande destaque nos complexos cenários africanos, nos quais a FAU, além de administrar aeroportos em zonas de conflito, eventualmente também realiza voos com aeronaves C-130 Hercules atendendo a acordos USAS para a ONU.   Pág. 74

                                                                                                                                                                                                               

 
 

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