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Edição nº 117  
 Maio de 2019

Editorial

Após uma década de relativa tranquilidade no que diz respeito ao uso de aeronaves de combate à nível real, o mundo vem testemunhando o retorno do vetor aéreo às páginas dos órgãos de notícias. Seja através das ações de Tornados Britânicos lançando mísseis MBDA Brimstone antes de serem aposentados, da US Navy testando o JASSM em combate real. Do batismo de fogo do Lockheed F-35 inicialmente pela Força Aeroespacial Israelense e logo em seguida pelos Marines norte-americanos. De caças sauditas bombardeando alvos diariamente no Iêmen a aeronaves Indianas realizando ataques na fronteira com o Paquistão. Ao mesmo tempo chamam a atenção o enorme salto dos mísseis de vários tipos que, com versões cada vez mais modernas restringem porções maiores do espaço aéreo ou são empregados cada dia mais no ataque a alvos civis e militares mundo afora, bem como na missão antimíssil. Hoje, poucos são os conflitos em que os primeiros passos não são dados com mísseis cada vez mais precisos. Na eterna corrida da capacitação, que envolve a guerra convencional moderna, as novas tecnologias e capacidades são introduzidas cada vez mais rapidamente nos sistemas, sensores e contramedidas, exigindo dos operadores uma velocidade de adaptação ao campo de batalha nunca antes vista.

Uma vez escolhidos os vetores que equiparão determinada força, é fundamental que se desenvolva acuradas táticas de emprego, capazes de permear sua comunidade de operadores como segunda natureza, e de forma padronizada. Assim, a compra de novos equipamentos – dependente sempre, do tamanho do orçamento disponível – deixa de ser o ponto focal sendo substituída pelo desenvolvimento da doutrina de emprego a fim de garantir ao seu operador a absorção de 100% de suas capacidades.

Não basta possuir um sistema de armas. Para que seja eficiente, ele precisa caber dentro da arquitetura definida pela força para a qual foi julgado essencial e que, por sua vez, faz parte da própria estrutura nacional de defesa que reúne todos os meios capazes de garantir a força do país.

E para isto é fundamental que novos sistemas sejam absorvidos com total compreensão de seus operadores no que diz respeito aos seus detalhes operacionais, logísticos, de treinamento, industriais e de continuidade.

Para tal, é fundamental um detalhado acompanhamento do que está acontecendo com aquele sistema em outros teatros de operações que podem ou não possuir características parecidas as do operador atualizado. Chega-se a este patamar de atualização do conhecimento através do uso do sistema, é claro, mas também por um prévio rol de atividades que antecedem até mesmo a sua chegada através de intercâmbios, eventos que garantem a troca de experiências, participação como observadores de operações nacionais ou multinacionais, grupos de trabalho focados no assunto e outros olhando para a frente visando até mesmo o término da vida útil do sistema em questão ou mudanças na dinâmica da guerra que recomendem qualquer tipo de correção de proa.

Mas não bastam estes elementos de aquisição humana de conhecimento. É fundamental que eles alimentem um órgão de simulação e aferição, através da pesquisa operacional que garanta o discernimento coletivo da força padronizando este conhecimento.

Esta combinação, acurada, liderada por órgãos que sabem exatamente como irão abraçar o problema, e receber as informações a ele oferecidas, é que produzirão o discernimento necessário para que a força esteja dotada de vetores e competências 100% capazes de garantir a maior probabilidade de sucesso no campo de batalha ou nas outras missões de sua competência.

É este processo que irá garantir que, ao invés de se aventurar no lançamento de novos programas, alguns contemplando pequenos números de aeronaves tampão, a força se concentrará naqueles que realmente farão a diferença.

 


Índice

Tornado        
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Semeando Ferro e Fogo nos Céus do Planeta!
Por: Rudnei Dias da Cunha

Após 40 anos de serviço, o Panavia Tornado sai de cena, deixando a linha de voo na Royal Air Force (RAF). Nascido na Guerra Fria, o Tornado foi empregado em combate nos principais conflitos das últimas décadas, sobre o Iraque, Afeganistão e Síria; estimado pelas suas tripulações como uma plataforma de combate confiável e potente, a sua retirada de serviço foi ditada por razões econômicas, já que a RAF está comprometida com a colocação em serviço do F-35B Lightning II e a operação do Eurofighter Typhoon, já em andamento.   Pág. 38

Em Prontidão        
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A Aviação Militar na América do Sul
Por: Leandro Casella

Traçamos um perfil do atual estágio da aviação militar na América do Sul, mostrando seus atuais vetores, capacidade de combate e eventuais necessidades operacionais. De um modo geral, as Força Aéreas do continente são pequenas, enxutas e possuem um sintoma em comum: restrições orçamentárias, o que não impede que várias delas tenham bons níveis operacionais.   Pág. 18

Novos Tempos        
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Mudanças Extremas na Indústria Aeroespacial Brasileira
Por: Eduardo Marson Ferreira

Depois de tempos difíceis e complicados, política e economicamente, o país começa a retomar o caminho – ainda que lentamente –, do crescimento com boas perspectivas futuras. A indústria aeroespacial sempre teve um papel importante nesta engrenagem e por isso elencamos neste artigo qual será o seu papel, seus desafios e quais serão os rumos que a indústria poderá seguir nos anos.   Pág. 48

Wildcat!!        
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Vetor de Ataque de Terra e Mar!
Por: Leandro Casella

Herdeiro da linhagem de helicópteros navais Westland Lynx, o Leonardo Wildcat entrou em serviço em 2014 no Reino Unido. Ágil, veloz, bem armado e com uma aviônica no estado da arte, o Wildcat é um helicóptero multipropósito, capaz de cumprir tarefas de combate tanto embarcado, como no campo de batalha, além de missões SAR, C-SAR e MEDEVAC, entre outras. Por ter o DNA do Lynx, naturalmente ele se apresenta como a primeira opção para substituir gradualmente a frota de Lynx e Super Lynx espalhada pelo mundo.   Pág. 56

Missão Secreta        
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A Incrível Tentativa da FAB de Adquirir Jatos Chineses
Por: Marcelo Mendonça

Dezembro de 1986. O pequeno caça em delta rasga os céus no fim de tarde. As condições climáticas se deterioram rapidamente e o piloto tenta estabelecer contato com o controlador de voo para conseguir um pouso seguro, sem sucesso. O piloto está em terras estrangeiras e o controlador responsável pela sua área não fala inglês. Completamente sem apoio radar e orientação do solo, que era a regra na região, ele tenta regressar com sua aeronave para pouso. Nos comandos está o então Tenente-Coronel Aviador Silvio Potengy, comandante do 1o Grupo de Aviação de Caça (1o GAVCA) e um dos mais experientes pilotos de Northrop F-5E Tiger II da Força Aérea Brasileira. Sob risco iminente de se espatifar contra o solo por pane seca, caso ele não encontre uma alternativa. Era um voo de avaliação visando a uma possível aquisição de uma nova aeronave por parte da FAB, que havia sido designada como “Operação Chá”.   Pág. 70

                                                                                                                                                                                                               

 
 

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