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Edição nº 113

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Edição nº 113  
 Outubro de 2018

Editorial

Os processos de aquisição de material militar, sempre dependentes do posicionamento dos políticos bem como de seu tempo de gênese, desenvolvimento e produção são cada vez mais longos. Para se ter uma ideia, o Lockheed Martin F-35 Lightning II, hoje o caça mais moderno entrando em atividade com as principais forças aéreas do planeta, é fruto de um programa que nasceu em 1992. De lá para cá houve mudanças na disponibilidade do orçamento de defesa dos países que o encomendaram, nas necessidades e estratégias das empresas que o levariam ao mercado, diversas crises econômicas e, principalmente, novas maneiras como se passou a conduzir a guerra como os ataques de terroristas e lobos solitários no espaço urbano, e da aparição de novos meios de detecção, de defesa antiaérea e não tripulados no ambiente convencional.

Já o Lockheed Martin F-22 Raptor nasceu em 1981, e entrou em serviço em dezembro de 2005, ou seja, 24 anos após a identificação de sua necessidade. Porém, com a aparição de mísseis antiaéreos de longo alcance extremamente resistentes a contramedidas eletrônicas, e armas com propulsão hipersônica e de energia dirigida (laser), a passos de aparecerem na arena de combate, ele encontra-se diante de um futuro incerto.

Vivemos, no mundo, um período de ruptura gerada pela tecnologia. Em praticamente todas as áreas de atuação humana, não basta mais olharmos para a frente e examinarmos como podemos melhorar sistemas e capacidades já existentes e provadas, se não in loco, ao menos em algum outro lugar. Hoje, é preciso avaliar constantemente as ameaças que nascem com enorme criatividade e rapidez, bem como as tecnologias que vêm revolucionando a maneira como se combate.

Nunca antes foi tão necessário olhar para o futuro próximo com tanta rapidez. Porque a tecnologia, ao contrário daquela existente no passado recente, hoje, aparece na mesma velocidade em que se é capaz de absorver sua existência e imaginar sua aplicação.

Para não ficar defasado, é necessário antes de mais nada acelerar a integração das diversas forças armadas num único e ágil sistema de defesa.

Faz parte deste esforço definir bem a função que cada uma terá no todo, de forma a priorizar a complementaridade entre elas. Sua composição não pode prescindir de uma estratégia nacional ampla que deve ser revisitada à medida que o país modifique sua posição entre as nações.

A própria estratégia trará à tona as táticas necessárias para que cada força cumpra sua parte na busca pelos resultados estratégicos esperados. E, se essa busca pela competividade for objetivo comum, reconhecido como o multiplicador de forças que é, deve naturalmente pôr fim à tão nociva duplicidade de meios que acaba sobrepondo unidades da mesma força na busca de objetivos iguais bem como o dispêndio de verbas nos mesmos vetores e capacidades.

Acabando com a duplicidade, é possível pôr fim à aquisição de meios “de ocasião”, uma alternativa que na maioria dos casos traz mais efeitos negativos do que vantagens, beneficiando apenas mercadores de vetores usados ou países ávidos por conseguirem um “algo mais” por um equipamento destinado ao ferro-velho ou ao cemitério no deserto.

Finalmente, esta guinada para um futuro de complementaridade e maximização permite um novo modelo de indústria que premia não necessariamente a capacidade industrial instalada, mas o “pool” de cérebros existente que é capaz de entender e participar de programas avançados, seja no Brasil ou no exterior.

Um sistema de complementaridade permite que se defina programas particulares que beneficiem uma única força em sua função específica, ou todas, quando conveniente.

Este discernimento nas áreas operacional, científica e industrial permitirá ao país participar de programas internacionais avançados como parceiro de risco e de desenvolvimento ou a aquisição de meios modernos, capazes de empregar ou fazer frente às tecnologias avançadas existentes no mercado num curto espaço de tempo de reação.

Um Ministério da Defesa capaz de montar e fiscalizar este modelo, de viés técnico-operacional, e de ser capaz de mantê-lo à parte da ingerência política é o cimento que falta para o sucesso da obra.

 


Índice

Lightning II IOC!        
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O F-35 Entra em Operação ao Redor do Mundo
Por: Leandro Casella

Onze anos depois de seu primeiro voo, o Lockheed Martin F-35 começa a ganhar as linhas de voo espalhadas pelo mundo e a atingir estágio Inicial de Operação (Initial Operational Capability – IOC). O Relâmpago torna-se uma realidade operacional!   Pág. 32

Hercules al ataque!        
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Improviso no Atlântico Sul
Por: Santiago Rivas

O Brigadier Mayor Alberto Vianna conta, pela primeira vez a história completa do Hercules C-130H argentino modificado para servir como bombardeiro durante a Guerra das Malvinas/Falklands de 1982. Lutando com um bombardeiro improvisado, eles realizaram as missões mais longas da Força Aérea Argentina durante toda a Guerra.   Pág. 22

Uma idéia Ousada        
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Por que não um Componente Aéreo para as Forças de Ação Rápida?
Por: Carlos Lorch

Li recentemente na excelente Revista Aeronáutica um interessantíssimo relato do Tenente-Brigadeiro-do-Ar Masao Kawanami sobre a busca e o resgate de um transporte Curtiss C-46 Commando da Real Linhas Aéreas nas cercanias de Cachimbo, ocorrido no hoje longínquo ano de 1960. Naquela ocasião, já antevendo a dificuldade de deslocamento e resgate em área de floresta cerrada, a FAB optou por transportar um helicóptero Bell H-13 Sioux acomodado no compartimento de carga de uma aeronave Fairchild C-82 Packet até o destacamento de Aeronáutica de Cachimbo onde se encontrava a única pista capaz de recebe-lo nas proximidades do sinistro. Aquela história me fez finalmente resolver colocar no papel uma ideia sobre uma solução parecida, porém com outros objetivos...   Pág. 48

Operation Pocket Money!        
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Semeando Minas Marítimas na Guerra do Vietnã!
Por: Marcelo Ribeiro da Silva

Considerada tardia tanto por muitos militares da época quanto por analistas e pesquisadores das décadas seguintes, a missão de interdição dos portos norte-vietnamitas acelerou as discussões diplomáticas e confirmaram a importância de ataques estratégicos para frear avanços no campo de batalha, mesmo ocorrendo com centenas de quilômetros de distância entre os eventos.   Pág. 58

Joker do Deserto        
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Caças Jordanianos Reforçando a FAB
Por: Leandro Casella

Há 10 anos chegavam ao Brasil os primeiros Northrop F-5E/F do 3o lote, adquiridos da Royal Jordanian Air Force (RJAF). Para trazê-los do Oriente Médio até o Parque de Material Aeronáutico de São Paulo (PAMA-SP), foi criada uma Comissão de Fiscalização e Recebimento (COMFIREM) e montada toda uma estrutura logística, que incluía uma célula dentro da Base H-5 – a Base Aérea Príncipe Hassan (BAPH).   Pág. 70

                                                                                                                                                                                                               

 
 

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