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Edição nº 114  
 Dezembro de 2018

Editorial

No que diz respeito às principais forças aéreas do mundo, muito se fala desta ou daquela. Do poderio aeroespacial da Rússia, da supercapacidade da China, da grande força aérea indiana, cujas compras de aeronaves são sempre nas centenas quando não passam de um milhar. Ou na poderosa aviação da Coreia do Sul composta de aeronaves modernas e bem armadas.

Quando o mundo fazia a contagem regressiva para a Primeira Guerra do Golfo em janeiro de 1991 não houve quem não previsse uma surpresa da “poderosa e experiente Força Aérea Iraquiana” contra às forças da coalizão.

Sempre que a USAF, a Força Aérea Americana, participa de um conflito, os especialistas de plantão não se furtam a prever a debacle de sua aviação de combate, sacando da manga razões e capacidades pelas quais esta ou aquela arma aérea aplicará uma memorável derrota aos pilotos daquele país.

Mas isto só dura até que a primeira manete é empurrada para além do limite entre a potência militar e a pós-combustão. Quando isso ocorre, e as poderosas armadas da USAF, da Navy dos Marines e do US Army deixam o chão para atacar o inimigo, o jogo passa a ser outro.

Sim, porque os Estados Unidos possuem cerca de 25% de todos os aviões de combate do planeta. E seria preciso que as seis armas aéreas mais numerosas seguintes se juntassem para igualá-los em termos de números. E ainda nem entramos no quesito tecnologia, outra área na qual os norte-americanos superam o resto do mundo com sobras. Somente no nível de comparação numérica, os americanos possuem cerca de 13.500 aviões de combate de todos os tipos. Os russos têm 3.900 e os chineses outros 3.000. É uma proporção no mínimo desigual.

E é para estarem sempre prontos para atuar de forma eficiente e vencer, que os Estados Unidos mantêm um preparo constante de sua estrutura aeroespacial militar. É na formação de sua Ordem de Batalha e seu diuturno preparo, que inclui treinamento, manutenção e atualização tecnológica, que depende o seu desempenho num conflito. Por que este não avisa quando vai ocorrer, e ao contrário do que acontecia no passado, o poderio nacional não se forma no meio dele. Hoje, a aquisição dos meios demora demais.

Portanto, uma arma aérea precisa estar pronta e operacional antes de qualquer emergência, e para tal é preciso definir exatamente o que precisa ter – nem mais e nem menos do que o orçamento nacional e o nível de preparo necessário exigem e permitem. Uma vez decididos esses quesitos, - e as próprias forças aéreas são as únicas instituições capazes de mensurar estes fatores de forma realista e responsável, - é preciso que haja uma mobilização nacional para garantir que o país esteja adequadamente equipado e treinado para reagir de forma imediata a qualquer ameaça.

O Brasil adquiriu recentemente um novo caça que eleva o status de sua força aérea e de sua indústria aeroespacial de defesa para um novo patamar. Ao todo, foram adquiridos 36 aviões, o suficiente para equipar três esquadrões de baixa carga hoje considerados comuns em tempo de paz. Ao todo, essas aeronaves irão substituir cerca de 90 aviões de geração anterior.

Ocorre que o governo, ainda não definiu a aquisição de um importantíssimo segundo lote, capaz de equipar a Força Aérea Brasileira inteira com um vetor único, padronizado e na quantidade correta para preencher o nível operacional que necessita. Ao invés de se alongar e correr o risco de esperar mudanças fundamentais no programa levado a cabo na Suécia, ou ver a Força Aérea ser forçada a optar por uma improdutiva solução intermediária, é importante diminuir o hiato entre o lote já encomendado e um novo lote o mais imediatamente possível para que o país possa se preparar militar e economicamente para que esteja adequadamente aparelhado para qualquer emergência na arena aérea. Essa padronização trará economia para a indústria, a operação, o treinamento e a manutenção de toda a frota de combate da FAB que poderá olhar para o futuro com a tranquilidade de quem sabe que está adequadamente equipada para os entreveros do presente.

 


Índice

Tigres das Neves        
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Os F-5E/F da FACh
Por: Santiago Rivas

Sediado atualmente em Punta Arenas, no extremo austral do Chile, com os seus Northrop F-5E/F, o Grupo de Aviación No 12 é a unidade de caça operacional situada mais sul do mundo. Apesar de estarem em serviço há quatro décadas, os Tigres da Fuerza Aérea de Chile continuam cumprindo seu papel de proteger o espaço aéreo do país e formar novos pilotos de caça para a FACh.   Pág. 34

A Próxima Rodada        
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A Visão da Saab Diante do Futuro da Aviação de Combate
Por: Carlos Lorch

Como será a futura geração de aeronaves de combate? Neste artigo acompanhamos a evolução dos vetores de caça ao longo da história recente e como vem se alinhavando a 6a geração e o que podemos esperar em termos de HMI – Interface-Humano-Máquina.   Pág. 22

Stealth!        
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Invisível ao radar
Por: Reis Friede e Nathalia Ferreira (Coparticipação)

Desde que surgiu, a tecnologia stealth ou seja, a capacidade de se tornar “invisível” ao radar das aeronaves tem revolucionado a guerra aérea. Desenvolvida como um contraponto à tecnologia de detecção radar, a capacidade stealth, que na prática se traduz como furtividade, surgiu com aeronaves como o Lockheed F-117 e hoje já é dominada não só pelos americanos, mas também começa a ser empregada por russos e chineses.   Pág. 48

Os Reis das Regiões Polares        
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A 109th Airlift Wing, Hercules sobre esquis
Por: Rogier Westerhuis

O 139th Airlift Squadron, parte da 109th Airlift Wing da Guarda Aérea Nacional de Nova Iorque é, provavelmente, a única unidade aérea que opera nas duas extremidades da Terra, o Ártico e a Antártida. A Ala apoia atividades da Fundação Nacional de Pesquisa nas duas regiões polares, as áreas mais inóspitas e geladas do planeta. Nesta reportagem, viajamos até a Groenlândia para conhecer um pouco mais os desafios e as missões desta unidade aérea fora do comum.   Pág. 60

Jericho! - 18 de fevereiro de 1944        
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O Ataque à Prisão de Amiens
Por: Carlos Lorch

“Se for um sucesso será uma das operações mais satisfatórias da guerra. E se você não fizer mais nada na sua vida inteira, ainda poderá dizer que este foi o trabalho mais importante que jamais terá feito” – Percy Charles Pickard, Comandante da Ala 140 e da Operação Jericho.   Pág. 72

                                                                                                                                                                                                               

 
 

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