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Edição nº 115

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Edição nº 115  
 Fevereiro de 2019

Editorial

Ainda não se sabe o que irá acontecer com a metade militar da Embraer. Já se falou na abertura de uma linha em solo norte-americano, da venda dos produtos brasileiros pela gigante norte-americana e pelo desmembramento puro e simples da porção nacional da parcela comercial, a joia da coroa.

Seja qual for a nova configuração da fábrica paulista, o seu desenlace está longe de significar o fim da capacidade brasileira de atuar no mercado aeroespacial e o de suprir a Força Aérea Brasileira com vetores produzidos no país, e dotados de meios capazes de garantir a soberania da força aérea local e sem a ingerência estrangeira.

Porque conforme já afirmamos nestas páginas, mais importante do que a capacidade de fabricação de aeronaves, sensores e equipamentos é o conhecimento que permite aos técnicos e engenheiros brasileiros o discernimento capaz de identificar exatamente aquilo que precisamos, e como adquiri-lo. E isto existe no Brasil muito antes da criação da Embraer, oriunda do ITA e do CTA, que por sua vez possibilitaram a formação da própria Empresa Brasileira de Aeronáutica.

São os laboratórios, a metodologia científica e acima de tudo a vocação tecnológica humana que garantem o conhecimento aeronáutico capaz de reprisar o acervo técnico aeronáutico que já garantiu a presença do Brasil entre as principais potências mundiais do setor.

Se realmente ocorrer a fusão da Embraer – e tudo indica que é o que acontecerá – pode haver quem acredite que a dinâmica de aquisição de equipamentos militares de oportunidade ou os de prateleira, e, portanto, na esperança de que tenhamos perdido o discernimento está muito enganado. Tais vetores trazem consigo problemas de grande monta porque ao invés de priorizar a operação da força, acabam por priorizar a atividade industrial, uma situação inaceitável para um país que deseja operar ao invés de “fazer funcionar”.

Porque afinal de contas, um país que já desenvolveu aparelhos modernos como o A-1, o KC-390, o R/E-99, o A-29, o Gripen E e o WAD, entre outros, sabe distinguir um equipamento de qualidade de produtos menos avançados.

E a tentativa da venda de aviões, sensores e armas que venham sem o acompanhamento do “saber fazer”, ou da transferência de tecnologia, só acarretará uma de duas coisas: a desistência de sua aquisição, e a compra de outros vetores de menor preço de aquisição.

Porque se o país vai comprar equipamentos de menor desempenho ou de prateleira, somente para garantir uma reserva de guerra, optará por algo mais em conta, que pode ser adquirido em maiores quantidades e menor preço.

 


Índice

O SEGUNDO LOTE?        
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Por Que o Brasil Precisa de Mais Caças
Por: Carlos Lorch

Enquanto o Brasil aguarda a chegada de seus futuros caças, fica patente que as quantidades adquiridas, por mais que festejadas não são adequadas para cumprir a contento a missão que lhes é confiada. Por mais que o número pretendido não seja mais do que os cofres públicos, mesmo desta combalida nação podem, de sobra, custear, a tradicional relutância em dotar o país dos meios capazes de garantir o nível de dissuasão que o futuro exigirá, teima em fazer do assunto uma espécie de tabu. Pois o Brasil precisa partir hoje mesmo para o número adequado de caças que sejam capazes de dotar sua Força Aérea de uma capacidade verdadeiramente estratégica. É a hora H para garantir o preparo padronizado de toda a Primeira Linha da FAB, de norte a sul do país. E de aproveitar o auge da produção das aeronaves que hoje corre a pleno vapor, para adquirir um segundo lote na melhor proporção custo-benefício.   Pág. 36

ALGO NOVO NA ARENA!        
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O Combate Dissimilar Mirage EBR/DBR x F-5E/F
Por: Coordenação Carlos Lorch e Leandro Casella

Muito antes da FAB ter sua aviação supersônica padronizada com os F-5M e o combate BVR passar a ser a regra número 1o do combate aéreo, existia uma outra arena, que por cerca de 28 anos dominou os céus de Anápolis. Os combates dissimilares entre F-103 e os F-5, ou simplesmente o Mirage versus o Tigre, surgiu a partir da nova doutrina implementada em 1977 por instrutores da USAF, fruto direto da reequipagem das unidades de Canoas e Santa Cruz com o F-5. A nova doutrina permitiu não só a quebra de paradigmas ao qual a caça estava presa até então, mas, principalmente, abrir as portas para uma nova arena de dogfight, onde os combates saíram do plano horizontal para o vertical.   Pág. 18

O LEGADO        
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Do Tenente-Brigadeiro do Ar Nivaldo Luiz Rossato - Comandante da Aeronáutica
Por: Carlos Lorch

O Tenente-Brigadeiro do Ar Nivaldo Luiz Rossato é um inovador. O que poucos sabiam era que, por detrás de seu espírito revolucionário, existia um competentíssimo gestor capaz não só de transformar uma instituição inteira, mas de redirecioná-la para que esteja pronta para ser ajustada, se adaptando ao futuro. Consciente dos profundos problemas estruturais que sobrecarregavam a Força Aérea Brasileira, Rossato teve a coragem de combinar oito anos em quatro, no intuito de apontá-la para o ano de 2041, quando completará cem anos. Desta forma, foi colocado em prática um ousado projeto de reestruturação que se tornou um legado e tanto e que, se não se caracterizou pela aquisição de meios físicos (não que não os houvesse), permitiu que se definissem no cenário, ocupando espaços cuidadosamente preparados para recebê-los ou descartá-los. Também definiu funções claras para o cumprimento das funções de uma força aérea moderna, eficiente e com os custos cem por cento em dia. Como devem ser as forças aéreas, bem como as demais instituições públicas e privadas.   Pág. 46

O VAGÃO VOADOR        
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A Recuperação do Fairchild C-82 Packet do Museu Aeroespacial
Por: Leandro Casella

Mais de 50 anos depois de ser retirado do serviço ativo, o único Failchild C-82 Packet da América Latina está sendo totalmente restaurado. Em uma iniciativa do diretor do Museu Aeroespacial (MUSAL) – Brigadeiro Lebeis, que descobriu que o nosso C-82 era uma das únicas cinco células existentes no mundo, não só trará o FAB 2202 ao padrão com o qual operou na FAB, mas dará ao MUSAL uma ave rara e, com certeza, cobiçada por diversos museus do mundo.   Pág. 62

VENTO QUE VEM DO LESTE        
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Aeronaves Russas e Ucranianas da Aviación del Ejército Colombiano
Por: Texto e Fotos: Cees-Jan van der Ende e Fred Willemsen

Até algumas décadas atrás, a influência dos Estados Unidos na América Latina era um fator determinante na aquisição de equipamentos militares pela maioria dos países situado ao sul do Rio Grande. Com o declínio do poder americano, russos e ucranianos conquistaram uma participação no mercado latino-americano. Especialmente helicópteros Mil da Rússia e cargueiros Antonov da Ucrânia, que se tornaram populares na região, operando em países como a Colômbia.   Pág. 72

                                                                                                                                                                                                               

 
 

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