

Wildcat realizou simulações de ataques com mísseis Martlet contra alvos móveis utilizando dados em tempo real fornecidos por drones Puma e Providence. Helicópteros Leonardo Wildcat HMA2 da Royal Navy utilizaram, pela primeira vez, dados em tempo real de múltiplos sistemas não tripulados para identificar e alvejar um veículo em movimento durante testes no Reino Unido.
A demonstração contou com um Wildcat do 815 Naval Air Squadron (815 NAS) recebendo informações quase instantâneas de dois pequenos drones de vigilância e de sensores terrestres adicionais, permitindo que a tripulação rastreasse um alvo móvel além da linha de visão, por meio de uma rede digital distribuída.

Os testes, conhecidos como Eagles Eye, foram conduzidos a partir do aeródromo de Predannack, na Península de Lizard, na Cornualha, e focaram na integração de aeronaves tripuladas com sistemas não tripulados, utilizando uma rede de comunicação em malha com múltiplos nós. Conforme a RN, essa abordagem permite que helicópteros recebam e compartilhem dados por meio de uma rede resiliente, capaz de redirecionar informações caso nós individuais sejam interrompidos.
O Tenente-Comandante Rhydian Edwards, Commanding Officer of the Wildcat Maritime Force, afirmou que a atividade representou uma mudança significativa na forma como a aviação naval pode operar.

“Transformamos um helicóptero Wildcat em um centro de comando voador. Pela primeira vez, durante uma missão, uma tripulação da Marinha Real enviou e recebeu dados em tempo real de vários drones de dentro da aeronave, por uma rede de nós”, disse ele.
Ele acrescentou que o objetivo não se limitava a tipos específicos de drones, mas sim a demonstrar um método escalável de conexão de múltiplos sistemas. “O importante aqui é que nós de dados remotos foram usados para enviar e receber informações de qualquer sistema na rede MESH, levando-as instantaneamente para a aeronave e, ao mesmo tempo, estabelecendo as bases para assumir o controle desses sistemas quando taticamente apropriado”, explicou Edwards.
Durante os testes, a tripulação operou a aeronave não tripulada RQ-20 Puma, que está em serviço com o 700X NAS há vários anos, enquanto também recebia vídeo ao vivo de um UAS Providence, operado por parceiros da indústria. A imagem combinada dos sensores permitiu que a tripulação detectasse e compartilhasse dados do alvo antes de simular o engajamento com o sistema de mísseis Martlet do Wildcat.

Uma rede mesh (malha) difere das arquiteturas de comunicação tradicionais por ser descentralizada, permitindo que a informação trafegue por múltiplas rotas em vez de um único nó de comando. A RNl afirma que isso proporciona maior resiliência e reflete lições observadas em conflitos em curso, particularmente na Ucrânia, onde redes semelhantes têm sido amplamente utilizadas.
A Royal Navy afirmou que os resultados dos testes do Eagles Eye irão orientar as táticas e o desenvolvimento futuros, com o próximo grande teste planejado para ocorrer durante exercícios na Noruega. Lá, espera-se que as tripulações do Wildcat trabalhem em conjunto com a Marinha Real Norueguesa para aprimorar os conceitos de operação conjunta, tripulada e não tripulada, contra embarcações de ataque rápido e outras ameaças marítimas assimétricas.

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