U.S. Air Force F-22 Raptors, and French Air and Space Force Rafales perform a flyover at the Battle of Yorktown Victory Monument wreath laying ceremony which serves as a way to commemorate those who fought and died during the battle for U.S. independence at Yorktown in 1781, Yorktown, Virginia, July 6, 2021. U.S. Air Force Chief of Staff, Gen. Charles Q. Brown, Jr. alongside French Air and Space Force Chief of Staff, General Philippe Lavignere represented their respective countries and services during the event. (U.S. Air Force photo by SSgt. Don Hudson)
USAF: orçamento FY23 será de US$ 169,5 bilhões. O orçamento do Departamento da Força Aérea, divulgado hoje, inclui US$ 169,5 bilhões para USAF, US$ 24,5 bilhões para a Força Espacial e US$ 40,2 bilhões em gastos “não azuis” que são cobrados da USAF, mas pagam por projetos classificados fora do o Departamento. Esses números representam um crescimento real de cerca de 8% quando comparados com o pedido da USAF no FY22 e incluindo uma taxa de inflação estimada de 2,2%, disse o Major-General James Peccia, vice-secretário assistente de orçamento da USAF.
Tanto para a Força Aérea quanto para a Força Espacial, a pesquisa, desenvolvimento, teste e avaliação (research, development, test and evaluation – RDT&E) surgiram como o principal vencedor de financiamento no orçamento deste ano, saltando de US$ 40,1 bilhões solicitados na solicitação de orçamento do FY22 para US$ 49,2 bilhões no EF23.
Mas enquanto o RDT&E conquistou a maior fatia do bolo, os movimentos maiores e mais controversos são encontrados na conta de compras de US$ 29,3 bilhões do departamento – incluindo US$ 1,7 bilhão para comprar um número não especificado de bombardeiros B-21 e a decisão da USAF de diminuir o número de F-35 em favor da compra de mais F-15EX. No total, ela solicitará 33 F-35A por US$ 4,5 bilhões (15 a menos quando comparado ao FY22). Enquanto isso, planeja comprar 24 caças F-15EX por US$ 1,4 bilhão, dobrando o número adquirido se comparado ao ano fiscal anterior. A Força Aérea optou por aumentar a aquisição de F-15EX para que pudesse substituir seus F-15C/Ds o mais rápido possível e diminuir a aquisição de F-35 até que o bloco 4 do F-35 estivesse maduro.
A USAF pretende vender mais 269 aeronaves no FY23 – muito mais do que o os 200 aviões que pediu para desativar no ano passado. O objetivo é livrar-se do equipamento antigo para concentrar os recursos no amanhã. A lista de aeronaves destinadas ao cemitério inclui 119 aeronaves cujas aposentadorias foram previamente informadas ao Congresso. No entanto, as 150 aeronaves restantes provavelmente surpreenderão o Capitólio, pois contém vários tipos de aeronaves que não foram alvos de desinvestimento até então.
O inventário de ISR da USAF sofrerá um grande impacto, com a saída dos oito E-8C JSTARS, deixando apenas quatro aeronaves em serviço, que serão aposentados no FY24. Além disso, 15 aviões de alerta aéreo antecipado e controle (AWACS) E-3 Sentry sairão de cena. Atualmente, a USAF mantém 31 E-3, que serão aposentados à medida que uma aeronave sucessora seja entregue. Provavelmente está será o E-7 Wedgetail.
As aeronaves táticas também reduzirão significativamente. Pela primeira vez, USAF quer aposentar 33 F-22A Block 20, que não estão capazes de realizar missões de combate e no qual precisaria US$ 1,8 bilhão para manter elas operacionais nos próximos oito anos, data que está prevista a saída dos F-22.
Também é esperada a venda de um total de 103 F-16C/D, continuando o desinvestimento do ano passado de F-15 e F-16s antigos. Além destes é previsto a aposentadoria de 50 aeronaves de treinamento T-1 Jayhawk, que são usadas para ensinar pilotos de mobilidade de graduação antes de se mudarem para plataformas como o C-17 ou o KC-10. Outro planejamento importante é continuar a aposentar parte de sua frota de reabastecedores KC-135 e KC-10 a medida que o Boeing KC-46 entra em serviço retirando um total de 10 KC-10 e 13 KC-135 no FY23. Serão ainda desativados 10 C-130H, um EC-130H e três EC-130J, além de 12 HH-600G Pave Hawks, que serão substituídos por novos HH-60Ws.
E, finalmente – como já tradição – a USAF tentará mais uma vez de aposentar alguns de seus A-10C. A proposta é retirar 21 A-10C operados pela Guarda Nacional Aérea de Indiana, que receberá os F-16C/D como substitutos. Ainda há 281 A-10 no inventário da USAF.
Outra redução vai acontecer na frota de Aeronaves Remotamente Pilotadas (ARP). A USAF pretende descarregar 100 Reapers do Bloco 1 MQ-9, que seriam enviados a uma organização governamental.
@CAS