An A-10 Thunderbolt II fires the GAU-8 Avenger 30mm gun at a target at the Grayling Air Gunnery Range during Northern Strike 2016, Aug. 10, 2016. Northern Strike 16 is a National Guard Bureau-sponsored exercise uniting approximately 5,000 Army, Air Force, Marine, and Special Forces service members from 20 states and three coalition countries during the first three weeks of August 2016 at the Camp Grayling Joint Maneuver Training Center and the Alpena Combat Readiness Training Center, both located in northern Michigan. The exercise strives to provide accessible, readiness-building opportunities for military units from all service branches to achieve and sustain proficiency in conducting mission command, air, sea, and ground maneuver integration, and the synchronization of fires in a joint, multinational, decisive action environment. (Michigan National Guard photo by Master Sgt. David Kujawa/Released)
Ucrânia: USAF não vai doar seus A-10 Warthogs. Nos últimos dias, face a Guerra na Ucrânia, muitas informações sobre ações e apoio ao país do leste europeu tem sido ventiladas na mídia. Algumas reais, outras especulações. Um delas seria o repasse de aeronaves a Força Aérea da Ucrânia, em sua maioria de origem russa como os MiG-29 já operados pela Ucrânia. Outras de origem americana, como o de enviar um lote de Republic A-10C Thunderbolt II (Warthogs).
Apesar dos pedidos de ex-oficiais de defesa dos EUA para que a USAF transfira algumas de suas aeronaves de ataque A-10A/C Warthog para a Ucrânia, não há planos para os aviões destruidores de tanques sejam enviados a guerra.
O secretário da USAF, Frank Kendall, disse que “não está ciente de nenhum plano atual, ou mesmo de qualquer discussão de um plano para colocar em campo ou fornecer A-10 aos ucranianos“. A declaração foi feita durante uma mesa redonda com repórteres no Simpósio Air Force Association’s Air Warfare.
Questionado, posteriormente, durante a mesma mesa redonda, o chefe do Estado-Maior da Força Aérea, General CQ Brown, deu uma resposta semelhante: “Não estou ciente de quaisquer discussões ou planos dentro da Força Aérea dos Estados Unidos para fornecer A-10 para a Ucrânia”, disse ele.
À ideia de fornecer os A-10, foi rapidamente posta na mesa, assim que imagens de uma longa fila de tanques russos e outros veículos de combate e logísticos foram flagrado por satélites, dirigindo-se para Kiev e outras grandes cidades. A visão destes comboios agrupados, andado livres pelas estradas, mostrou que a aviação ucraniana não tinha mais capacidade de realizar ações ar-solo. Seus Su-24 e 25 provavelmente estavam sem capacidade e/ou o espaço já havia sido dominado pelos russos.
Isto fez com que vários meios de comunicação publicaram artigos de opinião de ex-oficiais dos EUA que defendiam que a USAF fornecesse à Ucrânia o A-10, uma aeronave talhada exatamente para esse fim.
A situação é no mínimo curiosa. Porque apesar da vontade d comunidade internecinal de ajudar, a USAF é a única operadora do A-10 e, para ele ser implantado na Força Aérea da Ucrânia, necessitaria um tempo para formar pilotos, mecânicos e armeiros. Tempo que hoje, não existe.
O uso de pilotos ou voluntários americanos, como a imprensa americana cogitou, criaria uma situação delicada para a OTAN, que hoje, está muito reticente em entrar diretamente no conflito. Há informações não confirmadas que, em intercâmbios, pilotos ucranianos teriam feita treinamento no A-10. Mas não se sabe mais dados de que tipo de treinamento e se for confirmado, onde eles estariam? Estariam vivos? Aptos a operar as aeronaves?
Philip Breedlove, ex-General da USAF e chefe do Comando Europeu dos EUA, e Kurt Volker, representante especial dos EUA para as negociações da Ucrânia de 2017 a 2019, escreveram que a USAF poderia transferir qualquer A-10 para a Ucrânia como excesso de equipamentos de defesa, o que é controverso. O principal impasse é que é exigido por lei, manter todos os 281 Warthogs atualmente em seu inventário em serviço. Embora seja previsto que 42 A-10 sejam desativados no ano Fiscal 2022 (FY22), o National Defense Authorization Act (NDAA) do FY22 no final do ano passado incluiu um adendo que proibiu quaisquer reduções.
Mesmo que os EUA queiram a transferência dos A-10 para a Ucrânia, pode ser tarde demais para ter um impacto em uma guerra contra a Rússia, disse Richard Aboulafia, especialista aeroespacial da AeroDynamic Advisory. “Muitas pessoas, compreensivelmente, veem aquela coluna russa indo para Kiev e ouvem aquele barulho característico do A-10 BRRRT”, disse ele ao Breaking Defense. “Mas treinar equipes não é um processo de duas horas ou dois dias. Torná-los proficientes e, portanto, ajudá-los a sobreviver contra alvos que estarão atirando de volta, leva semanas e, mais provavelmente, meses. E se os russos realmente levarem a sério o comprometimento de sua força aérea e alcançarem a superioridade aérea total, esses A-10 simplesmente seriam destruídos pouco depois de decolarem”, disse ele.
@CAS