

Typhoon FGR4 da RAF atacam o Daesh na Síria com Paveways IV. Na noite de sábado, 3 de janeiro de 2026, aeronaves Typhoon FGR4 da Royal Air Force (RAF) realizaram um ataque aéreo de alta precisão contra um complexo de túneis fortificados do Daesh (Estado Islâmico) no leste da Síria.
Conduzido como parte da Operação Shader, a longa campanha britânica contra os remanescentes do Estado Islâmico, o ataque foi realizado em coordenação com aeronaves francesas e utilizou munições guiadas de precisão Paveway IV para neutralizar a infraestrutura subterrânea reforçada no terreno complexo.
Operando a partir de uma base avançada e apoiados por um avião-tanque Voyager, caças Typhoon FGR4 da RAF atacaram uma instalação subterrânea do Daesh (Estado Islâmico), que se acredita servir como centro logístico e de comando para o reagrupamento de elementos insurgentes. Localizado em uma área remota perto do vale do rio Eufrates, o local estava sob constante vigilância da coalizão, sendo confirmado que continha múltiplos túneis reforçados com concreto, enterrados sob espessas camadas de areia e rocha.
Um elemento crucial para o sucesso do ataque foi o uso em combate da Paveway IV, uma bomba inteligente de 226 kg (500 lb) de projeto britânico, desenvolvida pela Raytheon UK. Essa munição avançada possui sistema de guiamento duplo, combinando navegação inercial assistida por GPS para aquisição de alvos em todas as condições climáticas com guiamento a laser semiativo para ataques de alta precisão contra ameaças dinâmicas ou camufladas. Seu sistema de espoleta modular permite configurá-la para impacto, explosão aérea ou detonação retardada, tornando-a uma das armas de precisão mais adaptáveis do arsenal da OTAN.
Nessa missão, as tripulações dos caças Typhoon da RAF empregaram o modo de guiamento a laser do Paveway IV, utilizando pods de mira Litening III para adquirir e localizar visualmente as entradas dos túneis com precisão métrica. As bombas foram programadas com espoletas de ação retardada, permitindo que penetrassem as entradas reforçadas dos túneis antes da detonação. Essa configuração maximiza a destruição interna, explorando o espaço confinado para amplificar os efeitos da explosão e da sobrepressão, ideal para colapsar túneis e eliminar ocupantes em estruturas fechadas.
A capacidade destrutiva do Paveway IV nesta configuração é considerável. Com uma ogiva de fragmentação de alto explosivo, ele pode destruir estruturas de concreto armado e alvos enterrados em um raio de explosão de aproximadamente 10 a 15 metros, dependendo do ângulo de impacto e da composição do solo. Quando usado em cenários subterrâneos, a detonação retardada da arma garante que a explosão ocorra na estrutura, gerando uma sobrepressão letal e um colapso estrutural muito maior do que uma detonação na superfície poderia produzir. Neste caso, foi relatado o colapso de vários poços de túnel, tornando todo o complexo inoperável.
As avaliações iniciais dos danos de combate, apoiadas por imagens de drones ISR, indicam que o ataque teve um efeito altamente confiável em todos os alvos pretendidos. Imagens em tempo real capturaram subsidência significativa e colapso visível nos pontos de entrada do túnel. Todas as aeronaves da RAF envolvidas retornaram à base sem incidentes e não foram relatadas vítimas civis, confirmando o baixo impacto colateral da munição e sua eficácia específica para a missão.
Esta operação destaca a transformação do Typhoon FGR4 em uma plataforma de ataque de linha de frente capaz de realizar missões independentes de penetração profunda. Originalmente desenvolvido como um caça de superioridade aérea, a variante FGR4 agora integra sistemas de ataque ao solo, aviônica digital avançada e munições de precisão, tornando-o uma das aeronaves multifuncionais mais capazes da Europa. Sua compatibilidade com o míssil Paveway IV permite ataques de precisão repetidos em ambientes austeros com apoio terrestre mínimo e alta autonomia.
Autoridades da RAF destacaram a importância estratégica da missão como parte de uma estratégia antiterrorista mais ampla que mantém o foco no Oriente Médio, mesmo com a mudança nas prioridades de defesa do Reino Unido para ameaças de países vizinhos na Europa Oriental e na região Indo-Pacífica. A operação também ilustra a crescente independência tática do poder aéreo europeu, com forças britânicas e francesas realizando ataques simultâneos, porém coordenados, sem o apoio aéreo dos EUA.
Para a Royal Air Force (RAF), este destacamento reafirma o valor da Paveway IV como uma munição adaptável e comprovada em combate, capaz de atender às necessidades do campo de batalha moderno, desde missões de contra-insurgência até ataques de precisão em zonas de conflito. À medida que o Daesh e outros atores não estatais dependem cada vez mais de infraestruturas fortificadas e ocultas, a capacidade de destruir estrategicamente nós subterrâneos com uma bomba de 226 kg que equilibra precisão e poder destrutivo continuará sendo um componente vital do arsenal operacional da RAF.
Os planejadores de defesa britânicos estão atualmente analisando dados da missão para refinar os perfis de ataque futuros e garantir a prontidão contínua para ataques semelhantes contra alvos de alto valor. O sucesso da operação de 3 de janeiro ressalta não apenas a eficácia do poder aéreo britânico, mas também a necessidade constante de capacidades de ataque soberanas que possam gerar impacto estratégico com precisão tática.
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