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Saab e Airbus podem desenvolver um caça de 6ª Geração

6 de janeiro de 2026
Saab e Airbus podem desenvolver um caça de 6ª Geração. O fracasso do SCAF poderá gerar uma nova parceria entre Airbus e Saab.
Saab e Airbus podem desenvolver um caça de 6ª Geração. O fracasso do SCAF poderá gerar uma nova parceria entre Airbus e Saab.

Saab e Airbus podem desenvolver um caça de 6ª Geração. A Saab e Airbus estão conversando sobre uma parceria que visa desenvolver um novo caça de combate caso o programa europeu Future Combat Air System (FCAS) ou SCAF (Système de Combat Aérien du Futur) continue paralisado, ou seja, cancelado.

Para o chanceler alemão Friedrich Merz, era essencial chegar a um acordo sobre o futuro do sistema Combat Air of the Future (SCAF – Système de Combat Aérien du Futur) antes do final do ano. O presidente francês Emmanuel Macron compartilhava desse objetivo, considerando-o um “teste de credibilidade”.

A declaração reforça temores de que o esforço europeu para criar um sucessor comum para Rafale e Eurofighter acabe fragmentado em iniciativas paralelas, com impactos diretos sobre a autonomia estratégica do continente.

A ideia foi revelada em entrevistas com CEO da Airbus e da Saab, em um evento da indústria europeia no final de 2025, focado na exploração de aeronaves não tripuladas para apoiar a atual geração de jatos de combate tripulados, como o Eurofighter Typhoon (Airbus) e o Saab Gripen E, o qual ambas as empresas estão trabalhando em conjunto.

Fontes da indústria, no entanto, afirmaram que, se bem-sucedido, este projeto também poderia servir de catalisador para uma cooperação mais ampla em matéria de poder aéreo, especialmente caso o problemático projeto do caça FCAS entre a França e seus parceiros, Alemanha e Espanha, fracasse.

Questionado se a Airbus já havia entrado em contato com a Saab sobre uma possível união de forças caso o FCAS falhasse, o CEO da Saab, Micael Johansson, afirmou que as empresas já mantinham um bom relacionamento por meio do sistema de guerra eletrônica Arexis da Saab, que equipa os Eurofighters alemães. Ele acrescentou: “Discutimos se podemos fazer algo no âmbito dos veículos não tripulados que complemente nossos caças tradicionais”.

Questionado no mesmo evento sobre essas declarações, o CEO da Airbus, Guillaume Faury, confirmou as conversas, que não haviam sido divulgadas anteriormente, e afirmou que as empresas mantêm fortes relações nas áreas de eletrônica e mísseis.“Vemos boas perspectivas para continuar trabalhando com eles em sistemas não tripulados – isso é algo que estamos discutindo com eles, e que não está relacionado ao FCAS”, disse ele.“Veremos como será o programa no futuro. Mas hoje, as discussões que estamos tendo são diretamente entre a Airbus e a Saab, sem relação com outros projetos.”

As recentes reuniões entre autoridades francesas, alemãs e espanholas não permitiram que se chegasse a uma decisão sobre o futuro do SCAF. “Ao contrário das expectativas iniciais, nenhuma decisão final foi tomada ainda sobre a continuação do projeto SCAF até o final do ano, como foi planejado”.

Diante disto, não é segredo que a Alemanha está buscando um plano B. Uma solução seria participar do Programa Global de Aviação de Combate (GCAP), um projeto concorrente ao SCAF, liderado pelo Reino Unido, Itália e Japão. Outra é estabelecer cooperação com a Suécia.

Em dezembro passado, o grupo sueco Saab e a Airbus expressaram o desejo de estabelecer uma parceria na área de drones de combate colaborativos (CCA). Posteriormente, em uma entrevista recente ao jornal Frankfurter Allgemeine Zeitung, o CEO da Saab, Michael Johansson, expressou sua abertura à colaboração com a indústria alemã para desenvolver um novo caça.

Assim, quando questionado se seu grupo poderia firmar uma parceria com a Airbus Defence & Space caso a França e a Alemanha decidissem encerrar o SCAF, Johansson respondeu que:

“A Saab possui certamente as capacidades necessárias. Estamos preparados para desenvolver um caça conjunto com os alemães, desde que ambos os governos assumam um compromisso político claro. Outra condição essencial é que possamos continuar a construir caças de forma independente e não ceder metade das nossas capacidades a outra empresa. Tenho a certeza de que a opinião alemã é semelhante: a cooperação não deve significar uma dependência total um do outro”, declarou o CEO do grupo sueco.

Em relação às questões de propriedade intelectual, Johansson explicou que o objetivo não é “adotar uma abordagem protecionista à tecnologia, mas priorizar a transparência”. Ele acrescentou: “A divisão de responsabilidades deve refletir claramente as vantagens da Saab e da Airbus Defence, com cada empresa contribuindo com sua expertise. Se ambas as empresas tiverem acesso a esse conhecimento técnico, elas manterão plenamente suas capacidades.”

Estimando que o desenvolvimento de um novo caça “indubitavelmente levaria dez anos”, o CEO da Saab sugeriu que a “primeira etapa de cooperação” com a Alemanha deveria se concentrar no “desenvolvimento” de drones. “Nesse caso, estamos falando de um prazo de entrega de quatro a cinco anos”, afirmou. “Acredito que essa capacidade seja extremamente importante para complementar o Gripen e o Eurofighter no futuro. Já estamos em negociações com a Airbus Defence sobre isso”, concluiu.

Vale lembrar que a Administração Sueca de Material de Defesa [FMV] já encomendou à Saab estudos conceituais para o desenvolvimento de um caça de nova geração, no âmbito do programa conceitual “Futuros Sistemas de Combate Aéreo”.

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