

Rússia exportou cerca de US$ 15 bilhões em equipamentos militares para 30 países em 2025. O presidente russo, Vladimir Putin, confirmou que o país exportou em 2025 cerca de US$ 15 bilhões em equipamentos de defesa para 30 nações aliadas. O anúncio foi feito em 30 de janeiro, durante a reunião da Comissão de Cooperação Técnico-Militar com Estados estrangeiros.
Em seu discurso, Putin afirmou que o sistema de cooperação técnico-militar da Rússia continua funcionando apesar do que descreveu como uma crescente pressão de países ocidentais com o objetivo de interromper o comércio de defesa com os aliados russos.

“Observo que, no período anterior, o sistema de cooperação técnico-militar continuou sua operação sob difíceis condições. A pressão dos países ocidentais sobre nossos parceiros para desacelerar ou interromper seus laços comerciais com a Rússia, não só permaneceu, como aumentou”, disse Putin.
Apesar disso, Putin afirmou que os contratos de exportação russos foram, em grande parte, cumpridos conforme o planejado. “No ano passado, foram entregues produtos militares russos a mais de 30 países, e a receita em moeda estrangeira ultrapassou os 15 bilhões de dólares”, afirmou.
Segundo Putin, essas receitas permitem à Rússia financiar a modernização de empresas da indústria de defesa, expandir a capacidade de produção e financiar futuros programas de pesquisa. Ele acrescentou que uma grande parte da produção nas fábricas de defesa é destinada à produção civil, além de sistemas militares.
O presidente russo também afirmou que uma carteira substancial de novas encomendas de exportação foi garantida no ano passado. “Os volumes de exportações militares, de acordo com o plano de 2026, que estamos finalizando e aprovando hoje, devem aumentar”, disse Putin.
O comunicado do Kremlin afirmou que a Rússia está atualmente implementando ou desenvolvendo mais de 340 projetos técnicos-militares conjuntos com 14 países. Putin disse que a cooperação nesses programas irá aprimorar os equipamentos existentes e levará ao desenvolvimento de novos sistemas destinados aos mercados globais.

As autoridades russas não divulgaram um detalhamento das entregas por país, mas dados comerciais de código aberto e relatórios de defesa indicam que a geografia das exportações de armas da Rússia mudou desde 2022. Os países africanos agora representam uma parcela crescente das vendas russas, particularmente aqueles sujeitos a sanções internacionais ou com acesso limitado a equipamentos de defesa ocidentais.
Os dados da indústria também mostram uma mudança na composição das encomendas de exportação russas. Os sistemas relacionados à aviação representam agora uma parcela maior dos contratos, incluindo aeronaves de combate, jatos de treinamento, veículos aéreos não tripulados e serviços relacionados ao espaço. Ao mesmo tempo, as exportações de veículos blindados e sistemas de mísseis diminuíram acentuadamente em comparação com os níveis pré-guerra.
A reunião ocorreu em um momento em que a Rússia continua priorizando a produção de defesa para atender às necessidades militares internas, ao mesmo tempo em que mantém as exportações como fonte de receita e influência internacional. Moscou tem reiteradamente afirmado que as vendas externas permanecem uma ferramenta estratégica para sustentar sua indústria de defesa e financiar sua capacidade industrial a longo prazo.
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