

Protheus, o helicóptero não tripulado britânico, realiza seu primeiro voo. O primeiro helicóptero autônomo em escala real do Reino Unido voou pela primeira vez na Cornualha, marcando um importante marco nos planos da Royal Navy para uma frota híbrida.
Em 16 de janeiro foi realizado o voo inaugural do Proteus, o primeiro helicóptero de tamanho normal (escala 1/1) verdadeiramente autônomo do Reino Unido, partindo do aeródromo de Predannack, na Península de Lizard.
Projetado e fabricado em Yeovil pela Leonardo, o helicóptero está sendo desenvolvido para a Royal Navy como um demonstrador de tecnologia no âmbito de um programa de 60 milhões de libras esterlinas destinado a integrar aeronaves não tripuladas juntamente com plataformas tripuladas em futuras alas aéreas navais.
O voo ocorreu após semanas de testes em solo nas instalações da Leonardo em Yeovil, onde os motores, sensores e sistemas autônomos da aeronave foram testados antes de sua decolagem. Durante o voo, o Proteus operou seus próprios controles de voo sem um piloto humano a bordo, enquanto era monitorado de perto por pilotos de teste em solo para garantir a segurança.

O objetivo do Proteus é demonstrar como grandes helicópteros autônomos poderiam apoiar uma futura marinha híbrida, realizando tarefas como patrulha marítima e guerra antissubmarino, liberando aeronaves tripuladas para outras missões. O conceito está alinhado com a estratégia Atlantic Bastion, que visa garantir a segurança do Atlântico Norte por meio de uma rede integrada de navios, submarinos, aeronaves tripuladas e sistemas não tripulados.
Ao contrário de drones menores já em serviço na Marinha Real Britânica, o Proteus representa uma mudança radical em tamanho e capacidade. Com uma carga útil de mais de uma tonelada, o helicóptero foi projetado para operar em condições marítimas desafiadoras, incluindo mar agitado e ventos fortes, transportando sensores ou equipamentos de missão sem colocar a tripulação em risco.

Mais testes de voo são esperados, visto que a Marinha Real Britânica e a Leonardo continuam a explorar como os helicópteros autônomos podem ser integrados às futuras operações marítimas e ao planejamento de defesa da OTAN.
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