

Operação Hawkeye: EUA ataca alvos do Estado Islâmico na Síria. Forças Militares dos Estados Unidos recentemente lançaram novos ataques aéreos contra posições do Estado Islâmico na Síria. De acordo com as autoridades americanas, a ação ocorreu sob a nova fase da Operação Ataque Hawkeye, que visa neutralizar remanescentes do grupo terrorista na região.
Entre 27 de janeiro e 2 de fevereiro, aeronaves americanas alvejaram cinco alvos específicos do Estado Islâmico na Síria. “Foram lançadas cerca de 50 munições contra uma instalação utilizada como centro de comunicações do grupo terrorista, um centro logístico e locais de armazenamento de armas”, afirmou o Comando Central dos EUA (CENTCOM), no comunicado divulgado em 4 de fevereiro.
Os ataques aéreos foram conduzidos por helicópteros AH-64 Apache, drones MQ-9 Reaper e aviões de combate, disse um oficial dos EUA à revista Air & Space Forces, sem especificar quais modelos de aeronaves de asa fixa foram utilizadas. Em operações recentes contra o Estado Islâmico na Síria a USAF usou caças F-15E Strike Eagle e aviões de jatos de ataque A-10 Thunderbolt II. Os Apaches realizaram grande parte dos ataques recentes, afirmou um oficial.
“Atacar esses alvos demonstra nosso foco e determinação contínuos em impedir o ressurgimento do Estado Islâmico na Síria. Operar em coordenação com as forças da coalizão para garantir a derrota definitiva do Estado Islâmico, torna os Estados Unidos, a região e o mundo mais seguros”, disse o Almirante Brad Cooper, Comandante do CENTCOM.

A Operação Hawkeye Strike foi lançada após uma emboscada em 13 de dezembro de 2025 que matou dois soldados da Guarda Nacional do Exército de Iowa e um intérprete americano. O atirador tinha ligações com o Estado Islâmico e também havia trabalhado para as forças de segurança do governo sírio, disseram autoridades americanas.
As forças americanas, baseadas na guarnição de Al Tanf, no leste da Síria, estavam reunidas com membros do governo sírio perto da cidade de Palmira, na região central do país. O responsável pelo ataque foi morto no incidente. Militares dos EUA afirmaram a morte do planejador do ataque, Bilal Hasan al-Jasim, durante um ataque aéreo realizado em 16 de janeiro no noroeste da Síria. O homem era filiado à Al-Qaeda, atuava como líder e planejador de ataques e mantinha ligações diretas com o atirador do Estado Islâmico, disse os CENTCOM.
O autoproclamado califado do Estado Islâmico foi derrotado em 2019, mas o grupo vem tentando retornar desde então, principalmente após os recentes confrontos no país. No final de 2024, as forças rebeldes lideradas por Ahmed al-Sharaa assumiram o controle da maior parte do país e derrubaram o ditador sírio Bashar Al-Assad. Os EUA têm tentado construir relações com o novo governo sírio, liderado por Sharaa, que agora é o presidente do país.
O nordeste da Síria é uma região predominantemente curda, que ainda era controlada pelas Forças Democráticas da Síria (FDS), aliada dos EUA contra o Estado Islâmico. No mês passado, Sharaa lançou uma ofensiva contra as FDS, forçando um cessar-fogo mediado pelos EUA, no qual os curdos cederam grande parte do território ao atual governo sírio. O enviado dos EUA à Síria, Tom Barrack, afirmou que a necessidade das FDS havia “praticamente desaparecido”.
A pressão contra as FDS levou o grupo a se retirar dos centros de detenção que abrigavam milhares de combatentes do Estado Islâmico. Em 21 de janeiro, as forças armadas americanas iniciaram rapidamente uma operação para transferir até 7.000 detidos para prisões controladas pelo Iraque, do outro lado da fronteira, a fim de impedir que os combatentes do Estado Islâmico escapassem e retomassem suas atividades. A primeira leva de cerca de 150 detidos foi transferida por meio de um avião C-17 da Força Aérea dos EUA. A transferência dos detidos ainda está em andamento por terra e ar.
A Operação Hawkeye Strike faz parte da Operação Inherent Resolve, a campanha americana contra o Estado Islâmico lançada há mais de uma década. A Hawkeye Strike permanece em andamento e é um esforço que inclui ataques à infraestrutura do Estados Islâmico e seus líderes, a fim de manter a pressão militar sobre a o grupo. O CENTCOM afirma ter matado ou capturado mais de 50 membros do ISIS nos dois meses desde o início das missões da Operação Hawkeye Strike.
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