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O Paquistão quer trocar caças JF-17 por dívida com a Arábia Saudita

17 de janeiro de 2026
O Paquistão quer trocar caças JF-17 por dívida com a Arábia Saudita. Foto: PAF.
O Paquistão quer trocar caças JF-17 por dívida com a Arábia Saudita. Foto: PAF.

O Paquistão quer trocar caças JF-17 por dívida com a Arábia Saudita. O Paquistão e a Arábia Saudita estão em negociações para converter cerca de US$ 2 bilhões em empréstimos sauditas em um acordo para a compra de caças PAC/CIAC JF-17 Thunder.

O relatório surge num momento de aprofundamento da cooperação militar entre a Arábia Saudita e o Paquistão, após a assinatura de um pacto de defesa mútua entre os dois países em 2025. O pacto foi firmado depois de Israel ter lançado ataques aéreos surpresa contra alvos do Hamas no vizinho Catar.

Acredita-se também que exista um acordo pelo qual a Arábia Saudita tenha acesso a algumas armas nucleares paquistanesas, que, segundo informações, os sauditas ajudaram a financiar na década de 1970. Desde 2018, a Arábia Saudita tem fornecido assistência financeira reiterada ao Paquistão. Atualmente, o Paquistão continua a enfrentar graves dificuldades financeiras.

Uma fonte da Reuters afirmou que as negociações se limitam ao fornecimento dos caças leves JF-17 Thunder, fabricados em parceria entre China e Paquistão. Uma segunda fonte indicou que os caças são a principal opção, e que outras questões também estão sendo discutidas. Outra fonte afirmou que o negócio é de mais de US$ 4 bilhões, com mais US$ 2 bilhões e outros US$ 2 bilhões referentes quitação do empréstimo.

O Thunder foi desenvolvido em conjunto pela China e pelo Paquistão como uma solução de baixo custo para a Força Aérea Paquistanesa, que enfrentava dificuldades financeiras. As fuselagens são fabricadas e montadas no Paquistão utilizando componentes chineses.

O Paquistão tem tentado encontrar mercados de exportação para seu caça JF-17 e já vendeu aeronaves para a Nigéria, Azerbaijão e, mais recentemente, para o Exército Nacional Líbio, baseado no leste da Líbia, sob o comando do senhor da guerra General Haftar.

O Paquistão também está em negociações para vender seus JF-17 para Bangladesh, que também considera adquirir aeronaves Eurofighter mais avançadas. Desde os confrontos de 2025 entre a Índia e o Paquistão, o país promove o JF-17 como um caça comprovado, embora o J-10 chinês seja considerado hoje o principal caça paquistanês.

Não está claro qual será o papel do JF-17 na Força Aérea Real Saudita, que já opera Eurofighter Typhoon e F-15SA. A Arábia Saudita possui uma frota de caças Panavia Tornado obsoletos que serão aposentados nos próximos anos. Sabe-se que o país está negociando a compra de 54 caças Dassault Rafale, além de 48 caças americanos F-35, enquanto a Boeing também oferece o F-15EX.

Não está claro como os Estados Unidos reagiriam se a Arábia Saudita comprasse o JF-17, de fabricação parcialmente chinesa, já que os Estados Unidos normalmente se abstêm de vender seus F-35 para países que operam caças e sistemas de defesa aérea chineses ou russos.

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