

Irlanda restringe os voos militares do Reino Unido no seu espaço aéreo. O Ministério da Defesa do Reino Unido confirmou que aeronaves militares britânicas não podem mais operar no espaço aéreo soberano irlandês para fins operacionais sem autorização expressa do Governo irlandês.
E o resultado de um acordo de intercepção aérea entre os dois países celebrado recentemente. O Ministro da Defesa, Al Carns, afirmou que o acesso ao espaço aéreo irlandês é tratado por meio de processos diplomáticos estabelecidos, conforme as normas internacionais.
“O acesso ao espaço aéreo irlandês é gerido através dos canais diplomáticos existentes, conforme as normas internacionais, sendo a autorização solicitada e concedida para aeronaves estatais sob condições específicas”, afirmou. Carns acrescentou que as aeronaves militares do Reino Unido não operam no espaço aéreo soberano irlandês sem a prévia aprovação política de Dublin.
“Aeronaves militares do Reino Unido não entram no espaço aéreo soberano da Irlanda para fins operacionais sem o prévio e expresso acordo do Governo irlandês”, afirmou.
Durante grande parte do período pós-guerra, existiu um entendimento que permitia à Royal Air Force (RAF) interceptar aeronaves na Região de Informação de Voo (FIR) sob responsabilidade da Irlanda, que não conseguiam se comunicar com o controle de tráfego aéreo civil ou estavam sem plano de voo, sendo consideradas tráfegos suspeitos ou ilícitos.
A RAF fazia o papel de QRA (Alertar de Reação Rápida) para a Irlanda, cujo Irish Air Corps não possuia e não possui capacidade para isto. Os vetores mais próximos são os oito PC-9M do Flying Training School, usados para treinamento de pilotos em Baldonnel, que tem capacidade apenas para atuar como aeronaves de interceptação de tráfegos leves. Mas que hoje são usados apenas para instrução de pilotos.

O ministro afirmou que as questões relativas ao acesso ao espaço aéreo soberano são, em última instância, da competência de cada Estado, acrescentando que as perguntas sobre a regulamentação irlandesa devem ser dirigidas às autoridades irlandesas.
A questão surge em meio a uma longa discussão sobre como a segurança aérea é gerenciada na Irlanda, que opera há décadas sem uma capacidade de interceptação de jatos de combate capaz de responder a aeronaves não identificadas de alta velocidade. O aumento de atividades de aeronaves russas na região, fez o parlamento britânico questionar o Ministério da Defesa sobre como proteger a região. Parlamentares do Reino Unido sugerem um novo acordo que permita a RAF proteger esta fatia do espaço aéreo, sob uma parceria governamental.
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