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EUA e Israel atacam o Irã!

28 de fevereiro de 2026
EUA e Israel atacam o Irã. Uma coluna de fumaça se eleva após uma explosão em Teerã. Foto: Getty Images.
EUA e Israel atacam o Irã. Uma coluna de fumaça se eleva após uma explosão em Teerã. Foto: Getty Images.

EUA e Israel atacam o Irã! Na madrugada de 28/02 no Brasil (manhã no Irã), um ataque conjunto dos EUA e Israel foi disparado contra o Irã, em uma ação já prevista, visando eliminar lideranças, alvos nucleares, bases e sistemas de defesa, com o objetivo de gerar a queda do regime iraniano dos Aiatolás.

Os ataques aéreos empregaram aeronaves e mísseis desde o amanhecer. As ações aéreas foram contínuas e, até as 13h (Brasília) 19h30 em Terrã, os ataques seletivos continuavam por parte da USAF e principalmente da IAF. Segundo relatos publicados em redes sociais, cidadãos da Síria relataram intenso movimento aéreo sobre o país e rastro de trilhas de mísseis vindo dos dois lados. Os EUA confirmaram que as ações serão seletivas e contínuas pelos próximos dias, com pausas para reagrupar. Serão feitas ações em etapas, já planejadas, mas não é previsto prolongar o conflito, que deve ser resolvido em menos de 10 dias.

Forças de Defesa de Israel atacam centenas de alvos no oeste do Irã como parte da Operação Leão Rugindo. Fonte IDF.

Os ataques vieram logo após o aviso repetitivo a alguns dias de várias embaixadas de vários países, especialmente a dos EUA, que recomendavam a saída dos seus cidadãos do Irã e de países da região. Isto foi visto como um aviso final, após o envio desde o início do ano, de dezenas de ativos militares para a Europa, Oriente Médio e regiões adjacentes.

Apesar de notícias de que havia um progresso nas negociações, e que haveria uma nova rodada de conversas entre EUA e Irã até o dia 9/03, os EUA e Israel abriram uma janela de “oportunidade” de ataque, para retirar o regime do Irã do poder. Como nas operações no Irã (2025) e Venezuela (2026), o ataque foi num final de semana, para aproveitar a “baixa da guarda”. Os ataques ocorreram após meses de “planejamento conjunto e minucioso”, conforme as Forças de Defesa de Israel (IDF).

Via X – MenchOsint

Os ataques foram feitos com mísseis de cruzeiro, disparados de navios da US Navy e aéreos, feitos por aeronaves da USAF e da Israeli Air Force (IAF). Caças americanos como F-35, F-15E e F-16 e israelenses F-16D/I, F-15I e F-35I participaram das ações. Segundo informações, os F-22A e F-35 da USAF e F-15C israelenses forneceram superioridade aérea, impedindo que a IRIAF tivesse algum protagonismo. Algo que, até agora, não se tem informação de que caças da IRIAF (Islamic Republic of Iran Air Force) tenham decolado.

Israel batizou a ação como Operação Roaring Lion (Leão Rugindo). Segundo o IDF, 200 caças participaram da operação, sendo a maior operação já feita por Israel em um dia. Mais de 500 alvos foram atacados pela IAF. Já os EUA — que denominara como Operation Epic Fury’ (Operação Fúria Épica) – afirmam que empregaram 250 aeronaves entre caças, aeronaves de REVO e especializadas, que foram usadas nos ataques.

F-15E da 48th FW da USAF operando a partir da Jordânia em janeiro de 2026. Foto: USAF.
F-15E da 48th FW da USAF operando a partir da Jordânia em janeiro de 2026. Foto: USAF.

O pacote de ataque que veio do Mar Mediterrâneo e vários países do Oriente Médio usaram o espaço aéreo da Síria e do Iraque como ponto de reabastecimento em voo. Os EUA confirmaram que as aeronaves KC-46A e KC-135R mantiveram pontos de reabastecimento em voo sobre os dois países citados para atender aeronaves da USAF e IAF. Não foi confirmado, mas é provável que aeronaves KC-130J do USMC estavam na área para assistir as aeronaves F/A-18E/F e EA-18G da US Navy vindas do porta-aviões Abraham Lincoln (CVN 72), operando no Mar Vermelho. O USS Gerald R. Ford  (CVN 78) havia chegado ao largo de Israel ontem (25/02). As imagens eram de que estava indo atracar, o que denota que ele não teria sido usado nos ataques de hoje.

Aeronaves da USAF saíram das bases Ali Al Salen (Kuwait), Prince Sultan (Arábia Saudita), Al Udeid (Catar), Al-Dhafra (EAU), Muwaffaq Salti (Jordânia) e Muharra (Bahrein). Os caças da USAF estão postados na Jordânia, Catar e EAU. Já os reabastecedores estão espalhados por várias bases, inclusive fora do Oriente Médio, em bases como Aviano, Lajes, Creta, Akrotiri e até na Alemanha.

Cerca de 12 KC-46A estão posicionados em Lajes - Açores. Foto: Kurt Mendonça.
Cerca de 12 KC-46A estão posicionados em Lajes – Açores. Foto: Kurt Mendonça.

Não há informações oficiais se caças da US Navy dos porta-aviões CVN 72 e CVN 78 participaram dos ataques. Informações não confirmadas indicam que apenas o CVN 72 tenha agido. Os alvos foram essencialmente estratégicos. Isto incluiu bases militares, sítios de mísseis (SAM e balísticos), fábricas de mísseis, quartéis da IRGC, aeroportos e as instalações nucleares. Neste caso, foram atacadas novamente as usinas de Fordow, Natanz e Esfahan, que foram alvos em 2025 das ações de Israel (Leão Ascendente) e dos EUA (Martelo da Meia-Noite).

F/A-18E Super Hornet do VFA-37, pousa no USS Gerald R. Ford (CVN 78). Foto: US Navy.
F/A-18E Super Hornet do VFA-37, pousa no USS Gerald R. Ford (CVN 78). Foto: US Navy.

Vários mísseis atingiram a Rua da Universidade e a área de Jomhouri, em Teerã, informou a agência de notícias Fars. Fumaça foi vista subindo na cidade, de acordo com um correspondente da Al Jazeera no local. A Cruz Vermelha diz que mais de 20 províncias foram atingidas, com mortos e feridos entre civis.

Além dos alvos estratégicos, os ataques visaram eliminar os líderes do regime do Irã. Ataques — creditados à IAF, visaram bunkers, prédios do governo e sede de instituições. Informações que circulam na imprensa israelense e em algumas fontes governamentais dizem que o local onde o Líder Supremo Ali KKhamenei,de 86 anos, foi atacado e que ele teria sido ferido e morto.

Via X. Ataque a Teerã no dia 28 de fevereiro.

A informação ainda não pode ser confirmada, neste momento. Informações preliminares indicam que alguns líderes foram mortos, entre eles o Comandante do IRGC e o Ministro da Defesa. Israel confirmou que o aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã, e o presidente Masoud Pezeshkian foram alvos do ataque. Há pouco, imagens mostram que o Beyt-e Rahabari (Casa do Líder), onde o Líder Supremo Ali Khamenei estaria, foi parcialmente destruído.

Imagens do Beyt-e Rahabari (Casa do Líder) antes e depois do ataque. Foto: via X.
Imagens do Beyt-e Rahabari (Casa do Líder) antes e depois do ataque. Foto: via X.

As Forças de Defesa de Israel (IDF) publicaram o seguinte no X, declarando:

O Estado de Israel lançou um ataque preventivo contra o Irã. O Ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, declara estado de emergência especial e imediato em todo o país. O Estado de Israel iniciou um ataque preventivo contra o Irã para eliminar ameaças dirigidas contra o Estado de Israel. Como resultado, lançamentos de mísseis e drones contra o Estado de Israel e sua população civil são esperados em um futuro muito próximo. Portanto, de acordo com sua autoridade sob a Lei de Defesa Civil, o Ministro da Defesa, Israel Katz, assinou uma ordem especial determinando a imposição de um estado de emergência especial na área de segurança interna em todo o Estado de Israel, com efeito imediato. As instruções do Comando da Defesa Civil e das autoridades devem ser seguidas, e os indivíduos devem permanecer em áreas protegidas.

Trump solicita mudança de regime.  O presidente Donald Trump descreveu a campanha militar dos EUA como “massiva e contínua” e alertou que vidas americanas podem ser perdidas. Ele também solicitou aos iranianos que “tomem o controle do seu governo”.

Após os ataques, o Irã fechou seu espaço aéreo. Porém, os espaços aéreos da Jordânia, Iraque, Síria e Kuwait estavam fechados hoje. Quase todas as companhias aéreas cancelaram seus voos para a região, por motivos de segurança. Vários voos para a região estavam em rota na hora do início dos ataques, acabaram retornando ou alternando. No Brasil, os voos que haviam saído de São Paulo/GRU e Rio de Janeiro/GIG para o Oriente Médio (Doha e Dubai) retornaram.

Espaço aéreo fechado sobre o Irã, Iraque e Síria. Print das 12h horário de Brasília, sábado, 28/02/2026. FR24.
Espaço aéreo fechado sobre o Irã, Iraque e Síria. Print das 12h horário de Brasília, sábado, 28/02/2026. FR24.

O Irã revidou atacando 9 países da região como retaliação, em especial Israel e países que têm bases americanas no Oriente Médio. Jordânia, Catar, Emirados Árabes Unidos e Bahrein foram os principais alvos, mas mísseis e drones foram usados contra o Iraque, Arábia Saudita e o Kuwait.

Vários países protestaram contra os ataques, como Rússia, China e Brasil.

Governo apelou para que as partes envolvidas nos ataques “respeitem o Direito Internacional e exerçam máxima contenção”, conforme nota do Itamaraty. O Ministério das Relações Exteriores emitiu alerta na manhã deste sábado (28) recomendando que cidadãos brasileiros evitem viajar para:

  • Irã
  • Israel
  • Catar
  • Kuwait
  • Emirados Árabes Unidos
  • Bahrein
  • Jordânia
  • Iraque
  • Líbano
  • Palestina
  • Síria

O ministério orienta os brasileiros que já estão nestes países a procurar, em caso de ataques ou bombardeios, abrigo, estações de metrô, viadutos ou estacionamentos subterrâneos. Os contatos das embaixadas dos países estão disponíveis em uma página do governo brasileiro.

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