

Estados Unidos ataca Caracas e retira Maduro do poder. Os Estados Unidos atacaram a Venezuela e depuseram o ditador Nicolás Maduro, na madrugada deste sábado (3/01), disse o presidente Donald Trump, na intervenção mais direta de Washington na América Latina desde a invasão do Panamá em 1989. A operação Absolute Resolve (Resolução Absoluta) é parte da Operation Southern Spear (Operação Lança do Sul).
Na madrugada de 3 de janeiro, o EUA disparam uma ação militar (Absolute Resolve) contra a capital venezuelana — Caracas, com ataques aéreos a vários alvos estratégicos. Quatro alvos foram confirmados, veja mapa abaixo. Porém, outros pontos também foram atingidos. Dados de geolocalização aberta, indicam que as forças americanas atacaram pelo menos 13 alvos em Caracas, durante uma operação para capturar o líder da Venezuela. Afora isto, outros alvos foram anulados ao largo da região norte do país.
Era um ato já previsível, visto a mobilização militar feita pelos EUA. Nenhum estado mobiliza tantos recursos e ativos, só para impressionar. Portanto, a chance de um ataque era real. O prelúdio foi feito antes do natal (provável 24/12), quando os EUA atacaram um porto remoto na Venezuela, que supostamente era um depósito de drogas usado pela organização criminosa Tren de Aragua.
Os ataques são o resultado de um cerco iniciado em agosto de 2025, quando os EUA enviaram uma força de ataque para Porto Rico, sediando ela em três aeroportos e ao lago da costa da Venezuela, no Mar do Caribe, com vasos de guerra da US Navy.

Além do aeroporto José Aponte de la Torre Airport (RVR/TJRV), em Ceiba, onde fica a Estação Naval de Roosevelt Roads, aeronaves foram postadas no aeroporto internacional de Luis Muñoz Marín em San Juan (BQN/TJBQ) e no Aeroporto Internacional Luis Muñoz Marin (SJU/TJSJ). Além disto, grupo de batalha do navio de assalto USS Iwo Jima (LHD 7) e do porta-aviões USS Gerald R. Ford (CVN-78), que entrou no Mar do Caribe em 16 de novembro, também fortaleceram o poder americano na região. De agosto de 2025 a 2 de janeiro de 2026, 35 embarcações foram destruídas em ataques aéreos, matando 115 pessoas. Todos foram acusados de estar traficando drogas para os EUA. Além disto, três pretoleiros foram abordados e detidos pelos EUA.

Em BQN estão aeronaves MQ-9A, CV-22B/MV-22B, HC-130J e MC-130J; em SJU P-8A, E-11A e EC-130J e em RVR o maior efetivo com F-35A/B, F-22A, AV-8B, EA-18G, KC-130J, MV-22B, CH-53E, AH-1Z e UH-1Y. Já o Grupo de Batalha do LDH 7 possui a bordo aeronaves F-35B, AH-1Z, CH-53E e MV-22B. Já o CVN 78 possui aeronaves F/A-18E/F, EA-18G, E-2D, MH-60S/R e C-2A, todos da Carrier Air Wing Eight (CVW-8).

O presidente Trump afirmou que o presidente venezuelano Nicolás Maduro Moros e sua esposa — Cilia Adela Gavidia Flores de Maduro, foram “capturados e retirados do país” na madrugada de sábado, confirmando um “ataque em larga escala” dos EUA, que gerou rápida condenação e preocupação em todo o mundo. Segundo Donald Trump, Maduro foi levado para o navio da US Navy USS Iwo Jima (LDH 7) postado no Caribe. Não houve perdas de vidas ou equipamentos americanos. Ele assistiu ao vivo a toda a ação e teceu vários elogios as forças armadas dos EUA.

Também informou que não houve mortos, apenas feridos venezuelanos. A Venezuela, por outro lado, afirma que houve vários mortos. Fontes afirma que há mais de 90 feridos. Trump também confirmou em entrevista, que irá tomar as decisões sobre o futuro da Venezuela e garantir a estabilidade da região e gerir o petróleo com empresa americanas, algo que gerou uma onda de repercussões. Trump disse que “fará o povo da Venezuela rico e próspero”.
Repercussões
A Rússia e o Irã estão entre as muitas nações que reagiram rapidamente aos ataques militares dos EUA contra a Venezuela e ao anúncio do presidente Trump sobre a captura do líder daquele país latino-americano, Nicolás Maduro. O Brasil também está entre as nações contrárias a ação dos EUA.

O Irã condenou o ataque, classificando-o como uma “violação flagrante da soberania nacional e da integridade territorial” da Venezuela, segundo a agência de notícias AFP. O Irã, que enfrenta protestos da população por problemas sérios econômicos e que poderá ter ser regime alterado em 2026.
Presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, descreveu ação americana como ‘ataque criminoso’.
O Ministério das Relações Exteriores da Rússia acusou os EUA de “um ato de agressão armada contra a Venezuela. Isso é profundamente preocupante e condenável”, afirmou em comunicado, segundo a agência de notícias Reuters. Logo a seguir, surgiu a informação que Vladimir Putin ofereceu asilo a Nicolás Maduro em território russo, como fez com o ex-ditador da Bashar al-Assad, derrubado do poder em dezembro de 2024.

A China também se manifestou, condenando, o ataque. “A China está profundamente chocada e condena veementemente o uso da força pelos EUA contra um país soberano e o uso da força contra o presidente de um país [Nicolás Maduro]”, diz a nota do Ministério das Relações Exteriores da China. O país da Ásia tem grande interesse na Venezuela, o qual importa 45% do petróleo que consome. Os EUA, por exemplo, importam apenas 28%. Um eventual controle por empresas americanas do petróleo venezuelano, pode prejudicar a China.

O secretário de Estado Marco Rubio indicou que “não prevê nenhuma outra ação na Venezuela”. O governo Trump acusa Maduro há tempos de tráfico de drogas e de colaboração com gangues consideradas organizações terroristas, acusações que Maduro nega. Maduro está sendo levado para Nova Iorque, onde foi acusado pelo tribunal de Manhattan. Será julgado por narcoterrorismo.
Captura de Maduro
Segundo informações iniciais, o ditador e sua esposa foram capturados no Fort Tiuna (ou Complexo Militar do Forte Tiuna) uma importante instalação militar em Caracas. Ele foi abordado ainda no quarto, por volta das 2h horário local, por tropas da 160th Special Operations Aviation Regiment (Airborne) — 160th SOAR(A) — Night Stalkers, empregando vários helicópteros MH-47G e MH-60M Pave Hawk.
O 160th SOAR (A) foi criado há 30 anos, sendo uma unidade aerotransportada de elite, que abriga os melhores pilotos de helicóptero do Exército Americano. Conhecidos como “Night Stalkers” (Perseguidores da Noite), regimento possui quatro batalhões, dois baseados em Fort Campbell, Kentucky, um em Hunter Army Airfield, Geórgia, e um em Fort Lewis, Washington. Eles operam uma variedade de helicópteros, incluindo MH-60 Black Hawks, MH-47 Chinooks, MH-6 Little Birds e sua configuração de assalto, o AH-6. As aeronaves mais novas do SOAR incluem a versão SOF do helicóptero de transporte pesado Chinook, o MH-47G, e a versão mais recente do helicóptero utilitário Black Hawk, o MH-60M. Ambos usados hoje na Venezuela.

Vários vídeos nas redes sociais mostram explosões, mísseis e helicópteros de combate são vistos circulando na madrugada sobre Caracas e região. Informações preliminares mostram que os ataques aéreos foram feitos por drones MQ-9, caças F/A-18E/F, com apoio aéreo de outras aeronaves, como E-2D, E-3G, F-22A, F-35A/B. B-1B e aeronaves de inteligência e reconhecimento, RE-135W, EC-130J, E-11A e EA-18G. As ações coordenadas entre USMC, US Navy, USAF, CIA e outras agências ainda não são claras, mas a operação foi considerada um sucesso, pois em pouco mais de 4 horas, os alvos foram atingidos e o objetivo: “Sequestrar MADURO”, foi atingido. Há registros sendo a primeira vez que o drone RQ-170 teria sido usado nas ações.
Os primeiros relatos dão conta que os HM-60M e MH-47G voaram a 500 ft dentro da Venezuela rumo a Caracas, sendo protegidos pelas demais aeronaves. Segundo o General Dan Caine, as defesas da Venezuela foram aniquiladas, abrindo espaço para que os helicópteros do 160th SOAR chegassem ao local onde Maduro estava. Segundo ele, houve troca de tiros com a segurança bolivariana, que chegaram a atingir um dos helicópteros, que continuou operando, regressando ao Iwo Jima. Tropas do SOAR e da Força Delta invadiram o local, pegaram Maduro e sua esposa e concluíram a exfiltração de volta ao USS Iwo Jima.

Segundo Trump, houve resistência da segurança e Maduro tentou fugir, se refugiando em uma sala segura, com portas de aço, que foi destruída e invadida, onde ele foi preso. O tempo de entrada, captura e saída do local foi de 47 segundos. Do LDH 7, ele e sua esposa foram levados de helicóptero para a Base Naval da Baía de Guantánamo, em Cuba. De lá um Boeing 757-223 do Department of Justice – DOJ (N874TW), operando com; o código-rádio “JENA1” decolou de Guantánamo para o Aeroporto de Stewart (KSWF) em Nova Iorque, onde pousou por volta das16h32 local. De lá seguiram de helicórtero para o DEA (Drug Enforcement Administration), onde ambos foram autuados. Após, novamente de helicóptero (três aeronaves), Maduro e sua esposa foram enviados ao centro de detenção em Nova York, no fim da noite do sábado – 3/01.

Não há reportes de que a Fuerza Aérea Venezuelana (FAV) ou Aviação Militar Bolivariana (AMB) tenha reagido, e sequer decolado uma aeronave para se opor ao ataque. Algo similar ao que aconteceu com a Islamic Republic of Iran Air Force (IRIAF), que não reagiu aos ataques israelenses em junho de 2025, na Operação Leão Ascendente, feita pelas Israel Defense Forces (IDF).
Nem mesmo existem informações, até o momento, de que o sistema de defesa aérea, tão alardeados por Maduro, tenham sido usados. Poucas imagens que circulam nas redes sociais, mostram que lançadores de mísseis S-300V e Buk-M2 foram destruídos. Ataques a pontos estratégicos foram feitos. Informações não confirmadas, apontam que sete aeronaves F-16A/B e Su-30MkV2 teriam sido destruídas ou danificadas em solo.
Vale lembrar que os Su-30Mk2 estão sediados na Base Aérea de Barcelona (SVBC) no Grupo Aéreo de Caza Libertador 13 com três esquadrões e na Base Aérea de El Sombrero (SVCZ) com dois esquadrões. Já os F-16 estão na Base Aérea de El Libertador AB, em Maracay — Palo Negro (SVBL), com dois esquadrões do Grupo Aéreo de Caza 16.
OEA afirma que 8 milhões de venezuelanos saíram do país desde a assunção de Maduro ao poder. A saída vem na onda de perseguições políticas e uma crise sem precedentes econômica que destruiu o país. Como medida de evitar o êxodo, o Governo da Venezuela, através da Vice-Presidente Delcy Rodríguez, determinou o fechamento das fronteiras com a Colômbia e o Brasil.
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