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Esquadrão Guará transportou 120 órgãos dos 232 transportados pela FAB em 2025

8 de janeiro de 2026
Esquadrão Guará transportou 120 órgãos dos 232 transportados pela FAB em 2025. Fotos: FAB.
Esquadrão Guará transportou 120 órgãos dos 232 transportados pela FAB em 2025. Fotos: FAB.

Esquadrão Guará transportou 120 órgãos dos 232 transportados pela FAB em 2025. Ao longo de 2025, as aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB) transportaram 232 órgãos para transplantes em todo o território nacional. Desse total, 120 órgãos foram levados pelo Sexto Esquadrão de Transporte Aéreo (6º ETA) – Esquadrão Guará, sediado em Brasília (DF).

Desta forma, o Esquadrão Guará superou seu recorde anterior de 110 órgãos transportados em 2022, consolidando-se como a que mais realiza esse tipo de missão na FAB e atuando de forma decisiva para que doações se transformem em novos começos para pacientes que aguardam por transplantes.

Seja dia ou noite, as Unidades da FAB cumprem, silenciosa e incansavelmente, uma de suas missões mais nobres: salvar vidas. Fotos: FAB.
Seja dia ou noite, as Unidades da FAB cumprem, silenciosa e incansavelmente, uma de suas missões mais nobres: salvar vidas. Fotos: FAB.

“As aeronaves do 6º ETA cruzaram todas as regiões do Brasil, somando 693 horas de voo dedicadas exclusivamente a essas missões de elevado valor humanitário. O esforço operacional envolveu uma frota diversificada, 347 horas com o U-100 Phenom; 226 horas com o C-97 Brasília; 71 horas com o C-98 Caravan e 47 horas com o C-95 Bandeirante. Entre essas, o U-100 Phenom destacou-se como a aeronave mais empregada, graças à sua velocidade, autonomia e confiabilidade, características essenciais quando o tempo é o principal adversário”, destacou o Comandante do Esquadrão, Tenente-Coronel Aviador Daniel Rodrigues Oliveira. 

Em 2025, o Esquadrão Guará transportou 38 corações, 64 fígados, 8 pulmões, 8 rins, além de 1 baço e 1 linfonodo. Órgãos que cruzaram os céus do Brasil para devolver a milhares de brasileiros a oportunidade de recomeçar, celebrar novas datas e construir futuros que antes pareciam impossíveis.

Em 2025, o Esquadrão Guará registrou 126 acionamentos, mas nem todas as solicitações resultam em missão, devido a vários fatores como condições meteorológicas, quadro clínico do paciente ou viabilidade médica. Foto: FAB.
Em 2025, o Esquadrão Guará registrou 126 acionamentos, mas nem todas as solicitações resultam em missão, devido a vários fatores como condições meteorológicas, quadro clínico do paciente ou viabilidade médica. Foto: FAB.

Por trás de cada voo, há tripulações altamente treinadas e comprometidas com a missão de salvar vidas. A Tenente Aviadora Karoline Ribeiro Loureiro destacou-se como a piloto com maior número de missões de transporte de órgãos no ano, totalizando 24 voos, simbolizando a dedicação diária dos militares que, muitas vezes, deixam suas próprias famílias para garantir que outras tenham a chance de permanecer juntas. 

“O transporte de órgãos é, entre todos os voos que realizamos, o mais gratificante. Não levamos apenas o órgão em si, mas a esperança de uma nova vida e a renovação de toda uma família. Sinto-me extremamente honrada por ter participado de tantas missões desse tipo em 2025 e tenho muito orgulho de fazer parte do Esquadrão Guará, contribuindo para salvar tantas vidas”, disse a Aviadora.

Cadeia de Acionamento

A missão de Transporte de Órgãos, Tecidos e Equipes (TOTEQ) começa quando a Central Nacional de Transplantes (CNT) é informada sobre a disponibilidade de um órgão. Após verificar a logística com companhias aéreas comerciais, a CNT aciona a FAB sempre que necessário. A pronta-resposta da Força Aérea é decisiva para o sucesso dessas operações. Em Brasília (DF), o Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE) avalia qual unidade aérea será empregada, garantindo que cada minuto seja aproveitado em favor da vida.

Cadeia de Acionamento para a missão de transporte de órgãos. Fonte: FAB.
Cadeia de Acionamento para a missão de transporte de órgãos. Fonte: FAB.

Aparato Legal

Esse trabalho é amparado pelo Decreto nº 9.175/2017, que estabelece a obrigação de a FAB manter uma aeronave disponível para atender às demandas do Ministério da Saúde (MS). Além disso, o Sistema Nacional de Transplantes (SNT) conta com o apoio da Força Aérea para o transporte de equipes médicas, que podem ser mobilizadas em menos de duas horas para realizar a coleta de órgãos. O Centro de Gerenciamento da Navegação Aérea (CGNA), pertencente ao Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), atua na coordenação da distribuição aérea dos órgãos em todo o Brasil, garantindo integração e eficiência.

Fonte: FAB

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