

Esquadrão Guará transportou 120 órgãos dos 232 transportados pela FAB em 2025. Ao longo de 2025, as aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB) transportaram 232 órgãos para transplantes em todo o território nacional. Desse total, 120 órgãos foram levados pelo Sexto Esquadrão de Transporte Aéreo (6º ETA) – Esquadrão Guará, sediado em Brasília (DF).
Desta forma, o Esquadrão Guará superou seu recorde anterior de 110 órgãos transportados em 2022, consolidando-se como a que mais realiza esse tipo de missão na FAB e atuando de forma decisiva para que doações se transformem em novos começos para pacientes que aguardam por transplantes.

“As aeronaves do 6º ETA cruzaram todas as regiões do Brasil, somando 693 horas de voo dedicadas exclusivamente a essas missões de elevado valor humanitário. O esforço operacional envolveu uma frota diversificada, 347 horas com o U-100 Phenom; 226 horas com o C-97 Brasília; 71 horas com o C-98 Caravan e 47 horas com o C-95 Bandeirante. Entre essas, o U-100 Phenom destacou-se como a aeronave mais empregada, graças à sua velocidade, autonomia e confiabilidade, características essenciais quando o tempo é o principal adversário”, destacou o Comandante do Esquadrão, Tenente-Coronel Aviador Daniel Rodrigues Oliveira.
Em 2025, o Esquadrão Guará transportou 38 corações, 64 fígados, 8 pulmões, 8 rins, além de 1 baço e 1 linfonodo. Órgãos que cruzaram os céus do Brasil para devolver a milhares de brasileiros a oportunidade de recomeçar, celebrar novas datas e construir futuros que antes pareciam impossíveis.

Por trás de cada voo, há tripulações altamente treinadas e comprometidas com a missão de salvar vidas. A Tenente Aviadora Karoline Ribeiro Loureiro destacou-se como a piloto com maior número de missões de transporte de órgãos no ano, totalizando 24 voos, simbolizando a dedicação diária dos militares que, muitas vezes, deixam suas próprias famílias para garantir que outras tenham a chance de permanecer juntas.
“O transporte de órgãos é, entre todos os voos que realizamos, o mais gratificante. Não levamos apenas o órgão em si, mas a esperança de uma nova vida e a renovação de toda uma família. Sinto-me extremamente honrada por ter participado de tantas missões desse tipo em 2025 e tenho muito orgulho de fazer parte do Esquadrão Guará, contribuindo para salvar tantas vidas”, disse a Aviadora.
Cadeia de Acionamento
A missão de Transporte de Órgãos, Tecidos e Equipes (TOTEQ) começa quando a Central Nacional de Transplantes (CNT) é informada sobre a disponibilidade de um órgão. Após verificar a logística com companhias aéreas comerciais, a CNT aciona a FAB sempre que necessário. A pronta-resposta da Força Aérea é decisiva para o sucesso dessas operações. Em Brasília (DF), o Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE) avalia qual unidade aérea será empregada, garantindo que cada minuto seja aproveitado em favor da vida.

Aparato Legal
Esse trabalho é amparado pelo Decreto nº 9.175/2017, que estabelece a obrigação de a FAB manter uma aeronave disponível para atender às demandas do Ministério da Saúde (MS). Além disso, o Sistema Nacional de Transplantes (SNT) conta com o apoio da Força Aérea para o transporte de equipes médicas, que podem ser mobilizadas em menos de duas horas para realizar a coleta de órgãos. O Centro de Gerenciamento da Navegação Aérea (CGNA), pertencente ao Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), atua na coordenação da distribuição aérea dos órgãos em todo o Brasil, garantindo integração e eficiência.
Fonte: FAB
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