

CIA contesta a alegação russa de um ataque drones contra Putin. O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, afirmou que a Ucrânia atacou em 29/12 uma das residências do presidente Vladimir Putin na região de Novgorod, porém sem provas cabais. Agora a CIA diz que isto não aconteceu e questiona a narrativa russa.
Autoridades de Moscou, incluindo o ministro das Relações Exteriores, Sergey Lavrov, alegaram que 91 drones de longo alcance foram lançados e interceptados antes de atingirem seu alvo, descrevendo o incidente como uma escalada por parte de Kiev e uma prova de intenções hostis durante as negociações de paz mediadas pelos EUA.
O Ministério da Defesa da Rússia divulgou imagens que, segundo ele, mostram destroços de um drone ucraniano abatido, carregado com explosivos. Autoridades afirmaram ter recuperado dados de rota que indicam uma trajetória de voo em direção a uma residência presidencial e declararam que o material será fornecido a Washington como prova.
A Ucrânia rejeitou veementemente a história, classificando-a como uma invenção destinada a interromper as negociações e justificar futuras operações russas. Autoridades ucranianas enquadraram a alegação como uma ação de desinformação planejada para influenciar a opinião internacional e pressionar os parceiros ocidentais. Diversos governos europeus emitiram avaliações semelhantes, descrevendo a acusação como estrategicamente planejada e sem respaldo em informações disponíveis.
Até 31 de dezembro, as agências de inteligência dos EUA avaliaram que o ataque não teve como alvo Putin ou qualquer uma de suas residências, de acordo com uma reportagem exclusiva do The Wall Street Journal. O jornal informou que uma revisão da Agência Central de Inteligência (CIA) não encontrou evidências de uma tentativa de assassinato.
Alguns oficiais americanos sugeriram que a Ucrânia poderia estar operando drones contra um objetivo militar diferente na mesma região, embora isso não tenha sido confirmado publicamente e informações de fontes abertas não tenham verificado essa alegação de forma independente.
Os comentários iniciais do presidente dos EUA, Donald Trump, após uma conversa com Putin, pareceram simpáticos à versão de Moscou. Após informações adicionais da inteligência americana, sua postura pública mudou para o ceticismo, com o presidente supostamente alertando que elementos da narrativa russa arriscavam obstruir os esforços de paz em andamento.
Apesar de Zelensky ter dito em seu discurso de final de ano que 90% do acordo de paz estava pronto, muitos analistas veem com ceticismo o fim da guerra, pois para eles, Putin não quer o fim do conflito, sem antes conquistar seus objetivos: anexar a Ucrânia.
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