

Chineses criticam empresário americano por comentários sobre o caça furtivo J-35A. A mídia estatal chinesa criticou Palmer Luckey, fundador da empresa americana de defesa Anduril Industries, depois que ele questionou publicamente as capacidades do caça furtivo chinês J-35 durante uma visita ao Singapore Airshow 2026.
O americano publicou uma imagem nas suas redes sociais em que aparece usando uma fita métrica em um modelo do J-35A exposto no estande da Corporação da Indústria de Aviação da China (AVIC). “Não estou convencido de que o J-35 chinês se comparasse ao modelo real”, escreveu Luckey. Seu comentário rapidamente chamou a atenção, provocando uma resposta contundente do jornal estatal chinês Global Times.

Analistas militares chineses ouvidos pelo Global Times consideraram a ação de Luckey como pouco sérias e sem méritos técnicos. O especialista Zhang Xuefeng afirmou que medir um modelo em escala com uma fita métrica não fornece nenhuma informação significativa sobre o desempenho real ou as características de projeto de uma aeronave de combate.
O J-35A exibido pela AVIC no Singapore Airshow era um modelo em escala 1:2, portanto, não era uma aeronave em tamanho real. “Isto é mais como uma performance artística”, disse Zhang, acrescentando que medições precisas da aeronave exige ferramentas adequadas e acesso a dados de projeto confidenciais.
Além do modelo do J-35A, a fabricante chinesa levou outras maquetes de várias escalas para exposição na feira aeroespacial de Singapura, entre as quais incluíam o caça furtivo J-20, a aeronave de transporte Y-20, o helicóptero Z-20 e uma do caça J-10CE, cuja versão foi desenvolvida para exportação.

Comentaristas chineses também usaram o episódio para fazer referência a incidentes passados envolvendo o F-35, de fabricação americana. Um comentário amplamente compartilhado citou a queda de um F-35C da Marinha dos EUA no Mar da China Meridional em janeiro de 2022, sugerindo sarcasticamente que a aeronave americana possuía “capacidades subaquáticas”. O Global Times classificou esses comentários como uma zombaria às críticas americanas, e não como uma comparação técnica.
A publicação também citou Wang Yongqing, especialista-chefe do instituto de projeto do J-35A e acadêmico da Academia Chinesa de Engenharia, que descreveu anteriormente a aeronave como um elemento central do sistema de combate furtivo e contra-furtivo da China. Wang afirmou que o J-35A foi projetado principalmente para missões de superioridade aérea, com capacidades secundárias de ataque, e tem como objetivo engajar alvos aéreos e de superfície em ambientes contestados.
Segundo Wang, o J-35A foi projetado para operar além do alcance de detecção de caças de gerações anteriores e para depender de táticas coordenadas e compartilhamento de informações ao enfrentar aeronaves de nível semelhante. Essas afirmações, no entanto, não foram verificadas de forma independente fora de fontes oficiais chinesas.

O Global Times também questionou a autoridade de Luckey para avaliar aeronaves de combate tripuladas, observando que a Anduril se concentra em sistemas não tripulados, sensores e plataformas autônomas, em vez do desenvolvimento de caças tripulados.
Fundada em 2017 por Luckey, a Anduril se tornou uma importante fornecedora de sistemas autônomos e munições de ataque de precisão para as forças armadas dos EUA e seus aliados, incluindo Taiwan, o que gerou críticas de Pequim. Em janeiro de 2025, o Ministério do Comércio da China incluiu a Anduril em sua Lista de Entidades Não Confiáveis em resposta a essas vendas.
A troca de opiniões públicas ressalta a crescente sensibilidade em torno das aeronaves de combate de próxima geração, à medida que a China amplia a exposição internacional de seus programas de caças furtivos e figuras da defesa dos EUA examinam esses esforços mais abertamente.
Fonte: Global Times
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