

Caças do Japão interceptaram aeronave espiã russa IL-20 perto do país. O Japão confirmou a interceptação de uma aeronave reconhecimento IL-20 da Força Aeroespacial da Rússia, durante um voo de vigilância próximo fronteira oeste do país no dia 23 de janeiro de 2026. A informação foi confirmada por Shinjiro Koizumi, Ministro da Defesa do Japão.
Em um comunicado divulgado na sexta-feira, Koizumi afirmou que a aeronave russa voou da direção continental para o Mar do Japão, seguiu para sudoeste, depois mudou de rumo ao largo da costa da província de Kyoto, antes de retornar para noroeste em direção ao continente. Caças japoneses do Comando de Defesa Aérea do Norte da Força Aérea de Autodefesa e de outras unidades foram acionados em resposta ao voo.
A aeronave foi identificada como sendo um Ilyushin 20 (codinome OTAN “Coot-A”), uma plataforma de inteligência de sinais usada pela Força Aérea Russa. Com seus sensores e equipamentos especiais, os ‘Coot-A” coletam emissões eletrônicas de radares terrestres, de aeronaves e de navios de guerra, permitindo acesso a informações detalhadas das redes de defesa aérea e de comandos estratégicos em território estrangeiro.

O Ministério da Defesa do Japão divulgou também o mapa da rota realizada pelo IL-20, que entrou pelo oeste na área do Mar do Japão, voou para o sul paralelamente à costa japonesa e, em seguida, alterando o curso próximo a Kyoto antes de deixar a região. As autoridades japonesas afirmaram que a aeronave não violou o espaço aéreo nacional, mas sua proximidade com o Japão acionou os procedimentos de defesa aérea.
“Isso ocorre após recentes voos de bombardeiros estratégicos e caças russos Tu-95 sobre o Mar do Japão”, disse Koizumi, acrescentando que a Rússia continua com operações militares ativas ao redor do país. O recente voo se encaixa no aumento da atividade aérea e de inteligência russa de longo alcance perto do país, iniciado em 2022. Essas missões frequentemente ocorrem em com a China, aumentando a pressão sobre a defesa aérea japonesa.
A resposta da Força Aérea de Autodefesa incluiu o rastreamento da aeronave ao longo de sua rota, monitorando o seu comportamento, emissões e manobras. Autoridades afirmaram que esses dados servem para identificar mudanças nas táticas e avaliar os riscos potenciais à segurança do espaço aéreo japonês.
O Ministério da Defesa e as Forças de Autodefesa afirmaram que continuarão monitorando de perto os movimentos militares russos próximos do espaço aéreo do Japão e manterão um alto nível de prontidão para responder a quaisquer abordagens futuras.
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