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África do Sul burla sanções da ONU e entrega quatro helicópteros Gazelle para a Líbia

29 de outubro de 2025
"Jogada" do Il-76 russo para levar os Gazelles da África do Sul para a Líbia. Foto: redes sociais.
África do Sul burla sanções da ONU e entrega quatro helicópteros Gazelle para a Líbia.. A “jogada” do Il-76 russo para levar os Gazelles da África do Sul para a Líbia. Foto: redes sociais.

África do Sul burla sanções da ONU e entrega quatro helicópteros Gazelle para a Líbia. Pelo menos quatro helicópteros leves Aérospatiale Gazelle foram transferidos da África do Sul para o Exército Nacional Líbio (LNA), violando os embargos de armas das Nações Unidas (ONU).

Segundo informações, os Gazelle foram levados do Aeroporto Internacional de Lanseria, na África do Sul, para a Líbia no dia 18 de setembro, pelo cargueiro Ilyushin 76 da companhia russa Abakan Air (RA-76445).

Gazzele, matrícula sul-africana ZU-RLD, foi visto com a matrícula da Líbia cobrindo a marca civil. Fotos: redes sociais.

Para burlar os embargos, oficialmente plano de voo do Il-76 tinha como destino final Amã, na Jordânia, com uma escala técnica de reabastecimento em Nairóbi, no Quênia. Em voo, o avião desviou sua rota para Benghazi, o principal reduto do LNA no leste da Líbia, onde está localizada a Base Aérea de Benina.

Os quatro helicópteros entregues para a Líbia são antigos Gazzeles desativados pelo Reino Unido e França. Eles foram desmilitarizados e enviados para a África do Sul e com matrículas civis, e entre eles dois foram identificados: ZU-R00, ZU-RLD, ZU-HBH e ZU-RZR.

Por serem “aeronaves civis”, provavelmente eles não estavam sob o foco do Comitê Nacional de Controle de Armas Convencionais (NCACC) da África do Sul. Isso permitiu que fossem enviados para destinos sob embargo. Eles teriam sido vistos sobrevoando Benghazi, ainda com identificações civis sul-africanas cobertas por adesivos da bandeira Líbia.

ZU-HBH foi outro Gazelle visto com a matrícula da Líbia. Fotos: redes sociais.

O Exército Francês operou a variante SA 342M do Gazelle, um helicóptero de ataque antitanque equipado com mísseis e canhões de 20 mm. Relatos sugerem que os helicópteros destinados ao LNA foram reequipados com blindagem e metralhadoras montadas nas portas, retornando à função de ataque leve e reconhecimento.

A operação clandestina causou uma reação política na África do Sul, com o deputado Chris Hattingh, membro do Comitê Permanente Conjunto de Defesa, questionando o Ministro da Presidência, Khumbudzo Ntshavheni, responsável por observar o NCACC.

O deputado Hattingh afirma que os helicópteros, projetados para uso militar, deveriam ser controlados pela Lei Nacional de Controle de Armas Convencionais da África do Sul. Ele afirmou que liberar o transporte dos Gazelle para a Jordânia, mas realmente entregues na Líbia, constitui um claro desvio que a lei.

Outro Gazelle sul-africano, ZU-RZR, entregue para a Líbia. Foto: redes sociais.
Outro Gazelle sul-africano, ZU-RZR, entregue para a Líbia. Foto: redes sociais.

O Departamento de Transportes da África do Sul (DoT) está revisando todos os voos do Il-76 da TransAvia Export deste ano para determinar se outros ativos foram exportados de forma semelhante. O Conselho de Segurança da ONU renovou o embargo de armas à Líbia em maio de 2025, e delegados franceses na ONU pediram total cumprimento em 14 de outubro de 2025.

Da mesma forma, aeronaves Gazelle registradas na África do Sul também operavam em Moçambique há alguns anos, nas mãos de empreiteiros militares privados. Uma delas foi abatida em 2020.

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