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Itália investiga o sumiço de milhares de peças de aeronaves militares e o Brasil está sob suspeita

25 de fevereiro de 2026
Itália investiga o sumiço de milhares de peças de aeronaves militares e o Brasil está sob suspeita. A Força Aérea Italiana desativou seus últimos AMX em 2024. Foto ilustrativa: AMI.
Itália investiga o sumiço de milhares de peças de aeronaves militares e o Brasil está sob suspeita. A Força Aérea Italiana desativou seus últimos AMX em 2024. Foto ilustrativa: AMI.

Itália investiga o sumiço de milhares de peças de aeronaves militares e o Brasil está sob suspeita. A Procuradoria italiana está investigando o suposto desaparecimento de quase 2.500 componentes de caças-bombardeiros Tornado e AMX, bem como de aeronaves de transporte C-130 da Aeronáutica Militare Italiana (AMI). O Brasil poderia ser um dos destinos das peças desaparecidas, avaliadas em aproximadamente € 17 milhões. 

De acordo com o jornal La Repubblica, o caso está sendo conduzido pela Procuradoria de Roma em conjunto com um procurador militar e, aparentemente, envolve cerca de 10 pessoas sob investigação, incluindo altos funcionários de logística da AMI, vários Oficiais e executivos ligados à GE Avio, uma subsidiária da GE Aerospace que atua na manutenção de aeronaves militares na Itália. 

Este amplo círculo de suspeitos indica possíveis problemas sistêmicos na gestão e supervisão do equipamento militar. Entre os itens desaparecidos estão importantes módulos e sistemas eletrônicos utilizado por diversas aeronaves militares, incluindo os jatos Panavia Tornado, AMX e o avião de transporte C-130 Hercules.

Acredita-se que as peças tenham desaparecido entre 2021 e 2023 de um depósito da Força Aérea Italiana em Brindisi, onde a GE Avio tinha um contrato de manutenção de aeronaves militares. Segundo relatos, os investigadores estão reconstruindo a movimentação do estoque e revisando registros de carga e descarga, certificações técnicas e cadeias de responsabilidade. 

Segundo o jornal La Repubblica, uma linha de investigação especulativa sugere que essas peças de aeronaves podem ter sido redirecionadas para a América do Sul, particularmente para o Brasil, onde alguns desses modelos estão em operação. Essa teoria ganha força considerando que a aeronave AMX foi desenvolvida por meio de uma colaboração entre a Itália e o Brasil e é utilizada pela Força Aérea Brasileira.

O suposto crime é tratado como peculato (apropriação indébita de bens públicos que lhes foram confiados por autoridade oficial). A investigação segue sob sigilo e, espera-se que em breve, o resultado seja tornado público.

A Aeronautica Militare afirmou em comunicado divulgado ontem (24/02), que desde o início se disponibilizou “total e imediatamente” às autoridades judiciais, tanto civis quanto militares, fornecendo todo o material útil para esclarecer os fatos. A AMI também afirmou ter criado uma comissão interna para investigar os fatos e que qualquer irregularidade ou conduta imprópria será tratada com rigor.


Nota RFA: Com cerca de 40 anos em operação, o jato de ataque e reconhecimento ítalo-brasileiro AMX está na fase final da sua vida útil. Em 2024, a Itália desativou seus AMX, restando o 1º/10º Grupo de Aviação (1º/10º GAv) “Esquadrão Poker” da Força Aérea Brasileira (FAB) como último operador mundial do jato. A previsão é que os AMX brasileiros sejam aposentados em dezembro de 2027.

EXCLUSIVO: dois AMX da FAB sofrem abalroamento ao pousar em Santa Maria

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