

USAF negou ter recebido caças F-35 sem radares. Após vazar a informação que os caças F-35 estavam sendo entregues sem radar, a USAF veio a público e negou ter recebido qualquer caça F-35A do lote 17 sem radares instalados.
A declaração surge após reproduzirmos parte de um artigo da TWZ sobre um relatório recente, ainda não confirmado, de que as Forças Armadas dos EUA estariam recebendo F-35 sem radar desde junho passado, devido a problemas relacionados ao novo radar AN/APG-85. Que alguns F-35 teriam sido entregue com lastros no nariz. No início desta semana, o Escritório do Programa Conjunto F-35 (JPO) se recusou a confirmar ou negar essa informação, alegando “medidas de segurança reforçadas”.
“Os caças F-35A do lote 17 da Força Aérea dos EUA estão sendo entregues equipados com radares APG-81”, disse um porta-voz da Força Aérea 18 de fevereiro. “A Força Aérea está trabalhando com o Escritório do Programa Conjunto F-35 Lightning II para entregar os F-35 com radares APG-85, e os planos, capacidades e cronogramas de modernização permanecem classificados para manter a segurança do programa.”
Desde 2023, a Northrop Grumman vem desenvolvendo o APG-85 como substituto do radar AN/APG-81, atualmente utilizado em todas as variantes do F-35. O novo radar faz parte do pacote de modernização Block 4, de caráter crítico, que sofre com atrasos e aumento de custos. O Block 4 também deverá incluir, futuramente, substitutos para o Sistema de Abertura Distribuída (DAS) AN/AAQ-37 e o Sistema de Alvo Eletro-Óptico (EOTS), além de um novo conjunto de guerra eletrônica e diversas outras capacidades aprimoradas. No passado, a Força Aérea descreveu o pacote de guerra eletrônica, que estará diretamente integrado ao APG-85, como uma prioridade máxima.
“A Lockheed Martin tem entregado caças F-35 às forças armadas desde junho passado sem radares, incluindo todos os F-35A”, noticiou o Defense Daily na semana passada, citando uma fonte anônima. “As entregas de F-35 para unidades americanas em campo desde junho passado vieram com os suportes APG-85, que não são compatíveis com o APG-81.”
“As entregas dos F-35 sem radar não afetaram as vendas para nações parceiras estrangeiras que possuem o APG-81 em seus jatos, disse a fonte”, acrescentou a reportagem. “Sem radar, foi necessário adicionar peso extra no nariz da aeronave para equilibrá-la durante o voo. Os F-35 sem radar puderam voar, desde que acompanhados por outros F-35, conectados por rádio e equipados com o APG-81”, disse a fonte.
Um relatório separado publicado no ano passado, também aponta para um problema de retrocompatibilidade e a possível necessidade de redesenhar toda a parte dianteira da fuselagem para acomodar tanto o APG-81 quanto o APG-85.

Como detalhamos em nosso artigo de ontem, há dúvidas adicionais sobre o andamento geral do trabalho no APG-85 e no restante do pacote de modernização do Bloco 4, bem como sobre o cronograma atual para a entrega dessas capacidades. A integração do APG-85, assim como o novo conjunto de guerra eletrônica e muitas outras melhorias, estão diretamente interligadas à necessidade de maior capacidade de geração de energia auxiliar e de refrigeração térmica . Essas demandas devem ser atendidas, pelo menos em parte, por um projeto de modernização do motor que, por sua vez, já está atrasado.
O objetivo inicial era que os F-35 com o pacote completo de melhorias do Bloco 4 começassem a chegar este ano. Um relatório de setembro de 2025 do Escritório de Responsabilidade Governamental (GAO), um órgão de fiscalização do Congresso, afirmou que esses planos foram revisados para priorizar uma parte reduzida do pacote de atualizações, mas que o cronograma ainda sofreu um atraso de pelo menos cinco anos.
O programa F-35 continua a enfrentar custos crescentes associados à operação e manutenção dos caças. No total, o custo do programa, desde o início do desenvolvimento na década de 1990 até o fim do ciclo de vida previsto para a aeronave na década de 2070, é estimado em aproximadamente US$ 2,1 trilhões.
Em suma, mesmo que os F-35 não estejam sendo entregues sem radares atualmente, ainda existem desafios significativos para o pacote de modernização Block 4 e para o restante do programa Joint Strike Fighter.
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