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Forças Armadas destroem mais uma pista de pouso clandestina em Roraima

17 de fevereiro de 2026
Forças Armadas destroem mais uma pista de pouso clandestina em Roraima. Fotos: EB.
Forças Armadas destroem mais uma pista de pouso clandestina em Roraima. Fotos: EB.

O Exército Brasileiro participou, entre os dias 3 e 6 de fevereiro, de duas grandes ações de combate ao garimpo ilegal na terra indígena Yanomami, no Estado de Roraima. Transportados por aeronaves da Força Aérea Brasileira, militares realizaram a interdição de uma pista de pouso clandestina e a inutilização de materiais utilizados por garimpeiros ilegais na região.

A operação foi conduzida pelo Comando Operacional Conjunto Catrimani II, uma iniciativa que inclui Forças Armadas, órgãos de segurança pública e agências governamentais em coordenação com a Casa de Governo no Estado de Roraima. O objetivo da ação é agir de modo preventivo e repressivo contra o garimpo ilegal, os ilícitos transfronteiriços e os crimes ambientais na terra indígena Yanomami. 

Ações

A pista clandestina era utilizada como ponto estratégico para o transporte de suprimentos relacionados à extração ilegal. Para interditá-la, os militares do Exército utilizaram 400 kg de explosivos. Já os materiais foram encontrados em uma operação de vasculhamento a pé no Alto Uraricoera. A ação resultou na inutilização de três motores, um equipamento de sucção, uma lixadeira, uma máquina de solda e dois motores de barco. Os resultados demonstram a efetividade da integração entre as Forças Armadas e da atuação coordenada no combate ao garimpo ilegal na terra indígena Yanomami. 

Desde o início das ações em março de 2024, o Comando Conjunto contabilizou cerca de 328 prisões e conduziu a inutilização de 778 acampamentos clandestinos, 78 pistas de pouso ilegais e 45 aeronaves. As ações resultaram, também, na apreensão e inutilização de 232 kg de mercúrio, elemento tóxico utilizado na exploração do ouro, e de 236 mil litros de óleo diesel utilizados nos garimpos ilegais.

Para apoiar os esforços do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) na reestruturação de Unidades Básicas de Saúde Indígena (UBSI), o Comando Conjunto também realizou diversas ações de apoio logístico, como a entrega de telhas, placas fotovoltaicas e insumos necessários para adequação das infraestruturas de atendimento à saúde indígena. Tais apoios têm a finalidade de assegurar a continuidade e a integridade dos serviços de saúde prestados na terra indígena Yanomami.

As ações reforçam a proteção às comunidades indígenas que vivem na região, todas diretamente afetadas pelos danos sociais, sanitários e culturais provocados pelo garimpo ilegal, e a preservação da Floresta Amazônica, que vinha sendo prejudicada pela atividade criminosa. 

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