

Dúvidas sobre os motores dos caças furtivos J-35 que operam a bordo do porta-aviões Fujian da China. Especialistas militares estão colocando em dúvidas a capacidade operacional dos motores WS-21 que equipam os caças furtivos chineses J-35A que operam a bordo do porta-aviões Fujian (18). A informação foi publicada em uma reportagem do jornal sul-coreano Chosun Ilbo.
Recentemente a emissora estatal chinesa CCTV exibiu imagens mostrando os caças J-35A operando a bordo do Fujian, o terceiro e mais novo porta-aviões da Marinha Chinesa e o primeiro equipado com sistema de catapultas eletromagnéticas.

Com base nesse vídeo – especialmente as imagens de câmeras de segurança – analistas ouvidos pelo jornal sul-coreano questionaram o desempenho dos motores WS-21 que atualmente equipam os caças furtivos chineses e que estariam apresentando restrições devido a contínuos problemas de desempenho.
O comentarista militar especializado em assuntos navais, Haixian Xianfeng, disse: “De acordo com estimativas de especialistas nacionais, o caça J-35 pode operar por apenas sete minutos e a uma distância máxima de 900 km do porta-aviões”. A declaração, citada pelo Chosun Ilbo, indica autonomia e tempo de permanência limitados em operações de longas distâncias.

Segundo a reportagem, os analistas disseram que os J-35 já deveriam estar equipados com os novos motores WS-19, em desenvolvimento desde 2017. O projeto estaria enfrentando problemas de engenharia, o que ainda impede de ser utilizado operacionalmente.
Com base nas imagens da CCTV, os analistas sugerem que os J-35A embarcados no Fujian estariam usando os motores WS-21. Essa antiga versão é conhecida por seu baixo desempenho, fator crítico para operações embarcadas em porta-aviões, especialmente nas decolagens de convés, mesmo com o auxílio das catapultas.

A reportagem do Chosun Ilbo observou que a indústria de motores aeronáuticos da China já investiu mais de US$ 40 bilhões entre 2010 e 2020. Apesar desses esforços, o desenvolvimento de modernos motores, especialmente para caças de alta performance, continuam sendo um desafio para o setor de defesa chinês.
Desenvolvido com base no caça furtivo embarcado americano F-35C, o caça naval Shenyang J-35A foi projetado para equipar a crescente frota de porta-aviões da Marinha Chinesa. Eles irão operar nas alas embarcadas dos porta-aviões da classe Fujian, os quais são equipados com catapultas eletromagnéticas e que permite o lançamento de aeronaves mais pesadas.
A função operacional do J-35A é fornecer defesa aérea à frota, capacidade de ataque e potencial projeção de poder a partir de grupos de ataque de porta-aviões. No entanto, as limitações de autonomia sugerem restrições às operações sustentadas distantes, um problema que a indústria aeronáutica chinesa trabalha para solucionar.
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