

O Gabinete do Controlador aprovou a aquisição de 17 caças Gripen para a Colômbia. A aprovação foi concedida após uma análise abrangente e sob rigorosas condições de confidencialidade, após a verificação de que o processo estava conforme os padrões de segurança nacional e os parâmetros de transparência exigidos.
O Controlador Geral da República deu sinal verde para a aquisição de 17 caças Gripen, após uma análise minuciosa e sob a proteção dos protocolos de segurança nacional. A decisão surgiu da necessidade urgente de modernizar a frota aérea para substituir os atuais caças Kfir, num processo marcado pelo sigilo e pelo acesso exclusivo a documentos classificados como secretos e ultrassecretos pelo órgão de supervisão. Contudo, o governo de Gustavo Petro foi criticado por priorizar essa opção em detrimento dos F-16 de fabricação americana.
Segundo a Controladoria, o contrato foi avaliado em € 3,135 bilhões, apresentando preço fixo e projeções de entrega acelerada, condições consideradas cruciais para a preservação das capacidades estratégicas do país.
Entre os elementos abordados na fase final da avaliação, a Controladoria anunciou que, devido à dimensão financeira do acordo, manterá uma supervisão periódica da sua implementação até o primeiro semestre de 2026. Da mesma forma, o órgão de supervisão indicou que não encontrou inconsistências em nenhuma fase da estruturação do contrato ou nos procedimentos de seleção.
O processo de seleção foi realizado por meio de contratação direta, um mecanismo legalmente permitido para o setor de Defesa, e aprovado após a avaliação de opções de fabricantes dos Estados Unidos, França, Espanha e Suécia.
As Dúvidas
A aquisição de 17 caças suecos pelo governo de Gustavo Petro levantou questionamentos sobre o processo de seleção e o custo das aeronaves, especialmente em comparação com outras alternativas, como os F-16 americanos e os Rafale franceses. Por isso, a Controladoria-Geral da República está solicitando uma revisão detalhada dos estudos que levaram o Ministério da Defesa a optar por essa alternativa.
O órgão de supervisão reconheceu a necessidade de adquirir os caças devido à obsolescência dos IAI Kfirs C10/12. No entanto, persistem dúvidas em relação ao contrato de 16,5 trilhões de pesos (€ 3,1 bilhões/US$ 4,387 bilhões) para a renovação da frota da Força Aeroespacial nos próximos anos.
Vale lembrar que a Saab assinou em 14 de novembro um contrato com o governo colombiano envolvendo a encomenda de 17 aeronaves de combate Gripen E/F. O acordo inclui 15 aeronaves de combate Gripen E (monoposto) e duas aeronaves de combate Gripen F (biposto), bem como equipamentos e armamentos associados, treinamento e serviços, com as entregas ocorrendo entre 2026/2030. Inclusive, a encomenda final contemplou um exemplar a mais que originalmente estava previsto, quando da divulgação do acordo em abril de 2025.
O Gripen E/F foi escolhido para substituir os IAI Kfir C-10/12 da Fuerza Aeroespacial Colombiana (FAC), adquiridas em segunda mão na década de 1980, superando os concorrentes Lockheed Martin F-16C/D e Dassault Rafale. O contrato inclui produção das aeronaves na Suécia e no Brasil.
O resultado
Segundo o Gabinete do Controlador Geral, apenas as propostas da Saab (Suécia) e da Dassault (França) forneceram informações técnicas e financeiras suficientes para uma comparação justa. Nessa análise, a proposta sueca destacou-se pelo menor custo, melhores garantias de orçamentos futuros e prazos de entrega mais curtos.A análise técnica da Força Aeroespacial Colombiana destacou o Gripen por seus baixos custos operacionais, capacidade de operar em pistas curtas e despesas reduzidas de manutenção – crédito: Tom Little/REUTERS
Conforme a análise técnica realizada pela Força Aeroespacial Colombiana (FAC), dividida em nove variáveis e 157 subvariáveis, a proposta do Gripen obteve a maior pontuação em aspectos como o menor custo por hora de voo, a facilidade de operação em pistas curtas ou estradas e o menor custo de manutenção devido à sua configuração monomotor. O Gabinete do Controlador constatou que o pacote oferecido pela Suécia inclui, além das aeronaves, programas de treinamento técnico-operacional, apoio logístico e armamento estratégico de última geração
Um ponto destacado pela Controladoria é o regime de compensação (offset), estruturado para não aumentar o valor do contrato. Assim, 85% desses benefícios terão uma componente social gerida pelo Ministério do Comércio, enquanto 15% serão destinados ao fortalecimento da indústria aeronáutica nacional e das capacidades da Força Aeroespacial.
Em relação ao acordo financeiro, o contrato estipula um pagamento inicial de 40% a ser efetuado entre 2026 e 2031, e o saldo restante de 60% a ser pago na entrega, entre 2028 e 2032. Todo o processo será coberto por garantias de desempenho e qualidade, bem como por cláusulas penais de acordo com a legislação colombiana.
O Ministério da Defesa, chefiado por Pedro Arnulfo Sánchez, respondeu às observações do Controlador, celebrando as conclusões apresentadas pelo órgão de supervisão e confirmando que se trata de uma medida que “responde a uma necessidade estratégica da Nação”.
“A aquisição dessas 17 aeronaves, que certamente protegerão as gerações dos próximos cinquenta anos, e cuja aquisição também é acompanhada de apoio logístico, treinamento, transferência de tecnologia e compensações que têm impacto social, confirma que o processo realizado no âmbito do Ministério da Defesa foi transparente, correto e conforme as necessidades da Nação”, afirmou Sánchez. O ministro Pedro Arnulfo Sánchez enfatizou que a aquisição da aeronave garantirá a segurança nacional, além de apoiar as causas sociais do país – crédito do Ministério da Defesa.
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FONTE: infobae.com.
@CAS