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EUA aumenta a pressão militar contra o Irã

26 de janeiro de 2026
EUA aumenta a pressão militar contra o Irã. USS Abraham Lincoln. Foto: USN.
EUA aumenta a pressão militar contra o Irã. USS Abraham Lincoln. Foto: USN.

EUA aumenta a pressão militar contra o Irã. Nos últimos cinco dias, os Estado Unidos realizou uma grande movimentação de aeronaves, suprimentos e efetivos para a região do Oriente Médio, dando nítida impressão que uma ação militar poderá ocorrer contra o regime dos aiatolas.

Deslocamento de aeronaves KC-135.

Desde o dia 20/01, diversos aviões-tanque KC-135R Stratotanker da USAF decolaram de bases na Califórnia e no Maine em direção à Europa, com vários deles destinados à Base Aérea de Morón, na Espanha. Após os KC-135 seguiram para o Oriente Médio, para bases no Catar e Jordânia.

Missões de reconhecimento com apoio dos KC-135. FR24.
Missões de reconhecimento com apoio dos KC-135. FR24.

No dia seguinte, dois KC-135R foram vistos sobrevoando o Golfo Pérsico, juntamente com um drone de reconhecimento MQ-4, ao sul do Irã. Estas ações de vigilância se repetiram ao longa dos últimos dias. Além disto, aeronaves E-3C e RC-135W, também foram registradas pelos sites de monitoramento, voando na região do Golfo Pérsico e também próximo da costa da Síria. Dentre os voos visto sobrevoando o Golfo Pérsico, também pode-se notar voos do UAV MQ-4C Triton da US Navy (matrícula: 169602), aeronave de patrulha marítima P-8A Poseidon da US Navy.

UAV MQ-4C Triton da US Navy. Foto: USN.
UAV MQ-4C Triton da US Navy. Foto: USN.

Além das aeronaves de reabastecimento em voo, diversos C-17 fizeram uma espécie de “ponte aérea” entre os EUA — Europa — Oriente Médio, levando ao que tudo indica suprimentos, armamento e equipamentos para a região. Os voos entre a RAF Lakenheath e Muffawaq, na Jordânia e Al-Udeid, no Catar, continuaram sendo operados por aeronaves C-17. Em um movimento muito similar ao que precedeu o araque ao Irã em junho de 2025, na Operação Martelo da Meia-Noite. Mais de 35 voos de C-17 foram registrados nos últimos dias.

F-15E do 494th FS chegando a Base Aérea de Al-Udeid, no Catar. Foto: USAF.
F-15E do 494th FS chegando a Base Aérea de Al-Udeid, no Catar. Foto: USAF.

25 aviões-tanque KC-135R já posicionados na Base Aérea de Al-Udeid, no Catar. A base no Catar, que abriga vários ativos dos EUA, também recebeu no dia 23/01 quatro caças Typhoon da RAF, totalmente armados com mísseis Meteor e ASRAAM e pods de mira Litening, sinalizando uma maior prontidão em meio ao aumento da presença militar dos EUA e às tensões regionais com o Irã. Em 18 de janeiro, a USAF deslocou 10 F-15E do 494th FS da 48th FW da RAF Lakenheath para Al-Udeid. O US CENTCOM confirmou que a presença do F-15 aumenta a prontidão para o combate e promove a segurança e a estabilidade regional.

Deslocamento em massa de KC-135 para Europa e, após, Oriente Médio. FR24.
Deslocamento em massa de KC-135 para Europa e, após, Oriente Médio. FR24.

Dois aviões-tanque de reabastecimento aéreo dos EUA estão no ar para dar suporte a um drone MQ-4C, realizando vigilância marítima em tempo real de ampla área — o que sugere um aumento da prontidão, possivelmente para dissuasão, planejamento de contingência ou monitoramento de ameaças potenciais, como a atividade naval iraniana e a segurança das rotas marítimas no Estreito de Ormuz.

Imagem

Pelo lado iraniano, um UAV de vigilância da Guarda Revolucionária Islâmica observado operando sobre o Golfo Pérsico. A atividade destaca a crescente consciência operacional de ambos os lados, com vigilância aérea constante à medida que as movimentações de forças continuam. A situação está em constante evolução e sendo acompanhada de perto.

Após a Europa, Lakenheath, o destino eram bases no Catar e Jordânia.
Após a Europa, Lakenheath, o destino eram bases no Catar e Jordânia.

A mídia oficial do Irã, informou que irá afundar o porta-aviões americano USS Abraham Lincoln e seu grupo de ataque com mísseis hipersônicos enquanto a frota americana se aproxima do território iraniano. O Ministério da Defesa do Irã também emitiu uma ameaça direta a Israel. A afirmação pública do Ministério da Defesa do Irã avisa que a força de mísseis de Teerã cresceu em quantidade e qualidade em comparação com a “guerra dos 12 dias” e diz que sua defesa antimíssil agora é mais eficaz.

Distância percorrida pelo CVN 72.
Distância percorrida pelo CVN 72.

Devido a questões de segurança, nos último dias, Israel voltou a vivenciar uma onda de cancelamentos de voos, com diversas companhias aéreas cancelando voos de e para o país. Entre as companhias aéreas que cancelaram voos até o momento, estão Lufthansa, KLM, Air France e outras, provavelmente devido a avaliações de segurança. Também foram relatados cancelamentos em algumas rotas para Dubai e Arábia Saudita. Catar, Israel, Emirados Árabes Unidos e Jordânia reforçaram as defesas.

Na madrugada de domingo 18/01, o porta-aviões USS Abraham Lincoln (CVN-72) e seus navios de escolta, os destróieres da classe Arleigh Burke, USS Spruance (DDG-111), USS Michael Murphy (DDG-112) e USS Frank E. Petersen, Jr. (DDG-121), iniciaram sua travessia rumo oeste, em direção ao Oceano Índico, pelo Estreito de Malaca.

Vídeo USN.

Navegando a aproximadamente 20 nós, o Grupo de Ataque do Porta-Aviões Lincoln percorreu quase 5 mil quilômetros, chegando na Área de Responsabilidade do Comando Central dos EUA (US CENTCOM) na madrugada de 25 de janeiro, próximo à costa do Irã. Com isto, as aeronaves da Carrier Air Wing Nine (CVW-9) da US Navy embarcada no USS CVN 72, passam a estar dentro do alcance dos principais alvos dentro do Irã.

Como a tradicionalmente as operações americanas no exterior não operaram sem o apoio de porta-aviões, a chegada do CVN-72 coloca um elemento crucial a cena da crise no Irã. Os EUA passam a estar com todas as ferramentas para uma ação contra o Irã.

Situação no Irã

Os protestos contra o regime seguem, com a população querendo mudanças e o regime dos aiatolás sufocando a revolta com muita força. Os protestos começaram no dia 28 de dezembro, quando lojistas e comerciantes de Teerã foram às ruas e fecharam seus estabelecimentos, devido à crise econômica. Em pouco tempo, os protestos se transformaram em manifestações políticas e por liberdade de âmbito nacional, envolvendo cidades por todo o país e amplos segmentos da sociedade.

Os protestos foram reprimidos fortemente pelo regime, com censura, retirada da internet do ar, prisões e muitas execuções. O Centro Internacional para Direitos Humanos no Irã informou que pelo menos 43 mil pessoas foram mortas nos protestos contra o regime do país. A análise foi feita com base em investigações realizadas, pesquisas de campo, verificação de imagens e vídeos recebidos e entrevistas com diversas fontes dentro do Irã.

No dia 24/01 houve um ligeiro aumento na conectividade no último dia está sendo visto como uma tentativa limitada do regime de flexibilizar os bloqueios a sistemas governamentais e econômicos essenciais. Mas ativistas afirmam que civis aproveitaram a brecha para cavar túneis através da rede e divulgar imagens explícitas da repressão para o mundo, juntamente com indícios do colapso da bolsa de valores de Teerã.

Um advogado iraniano em Teerã afirma que milhares de detidos, muitos deles jovens, estão sendo mantidos em condições precárias em instalações semelhantes a grandes armazéns e estão sendo condenados à morte sem um julgamento justo. Ele diz que as execuções estão sendo realizadas em grupo, com a autoridade forense do Irã confirmando posteriormente as causas das mortes. Ele acrescenta que as execuções continuam porque não há um sistema judiciário funcional capaz de impedi-las, e as alegações provocaram indignação nas redes sociais.

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