

USS Abraham Lincoln se aproxima da costa do Irã. Segue a movimentação de tropas, navios e aeronaves para o Oriente Médio, mostrando que uma ação militar contra o Irã por parte dos EUA não foi descartada.
Na madrugada de domingo, o porta-aviões USS Abraham Lincoln (CVN-72) e seus navios de escolta, os destróieres de mísseis guiados da classe Arleigh Burke, USS Spruance (DDG-111), USS Michael Murphy (DDG-112) e USS Frank E. Petersen, Jr. (DDG-121), iniciaram sua travessia rumo oeste, em direção ao Oceano Índico, pelo Estreito de Malaca.

Navegando a aproximadamente 20 nós, o Grupo de Ataque do Porta-Aviões Lincoln deverá alcançar a Área de Responsabilidade do Comando Central dos EUA (US CENTCOM) até 25 de janeiro, provavelmente se posicionando no Mar Arábico, próximo à costa do Irã.
No dia 18/01 também foram registrados o envio de 11 F-15E da 48th FW da RAF Lakenheath (EGUL)/Inglaterra para a Base Aérea Muwaffaq Salti (MSAB)/Jordânia, com apoio de aeronaves C-17 e de 4 KC-135R. Além destes, vários aviões de transporte C-17, KC-135 e KC-46, tem sido vistos na região, mostrando movimentos parecidos com as ações de junho de 2025, na Operação Midnight Hammer – o ataque americano as instalações nucleares do Irã.

Tudo isso acontece enquanto o presidente Donald Trump pondera os próximos passos após, supostamente, ter cancelado uma operação contra o Irã. Trump ameaçou repetidamente o regime iraniano devido à brutal repressão contra manifestantes antigovernamentais, que deixou milhares de mortos, mas recuou após ser informado de que as mortes cessariam.
Ele também prometeu aos manifestantes que ajuda estava a caminho. No entanto, o governo parece, agora, preferir uma solução diplomática. Segundo relatos, os planejadores militares dos EUA solicitaram mais tempo para se preparar, enquanto Trump sofre forte pressão de Israel e dos países do Golfo para não atacar, por receio de instabilidade regional.
Como os EUA não devem fazer nenhum movimento sem a presença dos porta-aviões e o CVN-72 só deve chegar ao Oceano índico no dia 25/01, até lá tudo deve ficar no modo diplomático + dissuasão.
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