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Dinamarca aumenta presença militar na Groenlândia em meio ao impasse com os EUA

17 de janeiro de 2026
C-130J-30 B-537 da RDAF em Nuuk na noite de 15/01/2026, trazendo militares da Dinamarca. Foto: AFP via RL.
C-130J-30 B-537 da RDAF em Nuuk na noite de 15/01/2026, trazendo militares da Dinamarca. Foto: AFP via RL.

Dinamarca aumenta presença militar na Groenlândia em meio ao impasse com os EUA. A Dinamarca está intensificando sua atividade militar na Groenlândia e pode enviar aeronaves de combate para lá, em meio ao interesse do governo dos EUA em adquirir a ilha.

Antes das reuniões entre autoridades dinamarquesas, groenlandesas e americanas em Washington, no dia 14 de janeiro, o presidente Trump escreveu nas redes sociais que a Groenlândia é “vital” para a segurança nacional e para o futuro sistema de defesa antimíssil Domo Dourado. A OTAN deveria liderar o processo para que os EUA “a conquistem”, e se os EUA não adquirirem a Groenlândia, alertou Trump, a China ou a Rússia o farão.

A maior ilha do mundo – a Groeêndia, está sendo disputa pelos EUA e a Dinamarca.

O governo dinamarquês afirma que o aumento da sua presença militar na Groenlândia se dá em estreita cooperação com os aliados da OTAN e pode ser atribuído a “tensões de política de segurança” que se estendem ao Ártico. Copenhague não menciona os EUA como a razão para a maior presença militar, mas o governo do presidente Donald Trump não escondeu o seu desejo de obter a Groenlândia, aparentemente para fins de segurança nacional. Nas últimas semanas, houve uma intensificação dessa retórica.

Mas tanto autoridades dinamarquesas quanto groenlandesas afirmaram que a ilha não está à venda. “A Groenlândia não será propriedade dos EUA. A Groenlândia não quer ser governada pelos EUA e não, quer se unir aos EUA”, declarou o primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, em 13 de janeiro.

Diversos membros da OTAN estão enviando pequenos contingentes de tropas para a Groenlândia para um exercício militar conjunto, na sequência de tensas conversas na Casa Branca sobre o desejo dos EUA de anexá-la. A Dinamarca, responsável pela defesa da Groenlândia, a Alemanha, a França, a Suécia e a Noruega, confirmaram planos para enviar pessoal militar à ilha pouco povoada esta semana na chamada “Operation Arctic Endurance” (Operação Resistência Ártica). A Alemanha, por exemplo, disse que ela e outros países enviariam uma equipe à Dinamarca para seguirem juntos à Groenlândia em 16 de janeiro, como demonstração de apoio. 

O primeiro voo de militares da Dinamarca para a Groelândia foi o DAF5347.
O primeiro voo de militares da Dinamarca para a Groelândia foi o DAF5347.

Na noite de 15/01, horário local, um avião de transporte C-130J (B-537) da Royal Danish Air Froce (RDAF) pousou no Aeroporto de Nuuk, onde desembarcou um número não divulgado de militares dinamarqueses. Outro voo foi feito horas demais com mais militares e suprimentos.

A Groenlândia é um território autônomo dentro da Dinamarca. A Groenlândia possui autogoverno, mas a Dinamarca mantém a política externa e de segurança.

“A ambição americana de tomar a Groenlândia permanece intacta”, disse hoje a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, em declarações à Reuters.

Autoridades de defesa dinamarquesas afirmam que o aumento da atividade militar consistirá em aeronaves, navios e soldados, inclusive de aliados da OTAN. As tropas protegerão instalações críticas e auxiliarão as autoridades da Groenlândia. Aeronaves de combate também poderão ser mobilizadas ao longo do ano, segundo as autoridades de defesa, especialmente agora que a Dinamarca tem acesso a aeronaves de reabastecimento aéreo por meio da Frota Multinacional de Reabastecimento e Transporte Multimissão, que dará suporte aos caças F-35 Joint Strike Fighters do país. Até então, a Dinamarca havia enviado caças para a ilha apenas em algumas poucas ocasiões.

“A segurança no Ártico é de vital importância para o reino e para os nossos aliados no Ártico, sendo, portanto, importante que reforcemos ainda mais a nossa capacidade de operar na região em estreita cooperação com os aliados”, afirmou o Ministro da Defesa da Dinamarca, Troels Lund Poulsen.

“Fizemos isso em 2025 e, como uma continuação natural desse esforço, daremos continuidade e expandiremos a colaboração em 2026”, afirma Poulsen. “Nas próximas semanas, as forças armadas, juntamente com diversos aliados árticos e europeus, explorarão como aumentar a presença e as atividades de exercícios no Ártico.”

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