

EUA evacua parte de seu efetivo do Catar em meio a crise com o Irã. Os EUA que parte de seu efetivo na Base Aérea de Al Udeid foram aconselhados a evacuar o país até a noite de quarta-feira. A decisão foi tomada após um alto funcionário iraniano mencionar um ataque ocorrido anteriormente na região em 2025, poderia ser repetido.
O funcionário, que falou à Associated Press na quarta-feira sob condição de anonimato para discutir planos confidenciais, descreveu a movimentação na Base Aérea de Al Udeid, no Catar, como uma medida de precaução. “Faz parte as medidas defensivas”.
O funcionário não quis dar mais detalhes sobre a medida, incluindo se a evacuação era opcional ou obrigatória, se afetou tropas ou pessoal civil, ou o número de pessoas aconselhadas a sair, alegando a necessidade de segurança operacional.
Em resposta, o Catar afirmou na quarta-feira que tais medidas estavam sendo “adotadas em resposta às atuais tensões regionais. O Estado do Catar continua a implementar todas as medidas necessárias para salvaguardar a segurança e a proteção dos seus cidadãos e residentes como prioridade máxima, incluindo ações relacionadas com a proteção de infraestruturas críticas e instalações militares”, afirmou o gabinete de imprensa do Catar numa publicação em sua conta no Facebook.
O Pentágono se recusou a comentar sobre as perguntas a respeito da medida. Isso ocorre em meio à continuidade dos protestos antigovernamentais no vizinho Irã, e as declarações do presidente Donald Trump de estar disposto a realizar operações militares no país caso o governo continue a retaliar contra os manifestantes.
A base, que abriga milhares de militares americanos, foi alvo do Irã em junho, em retaliação aos ataques dos EUA às suas instalações nucleares, na chamada Operação Martelo da Meia-Noite. Ali Shamkhani, conselheiro do Líder Supremo Aiatolá Ali Khamenei, escreveu na plataforma social X: “O presidente dos EUA, que fala repetidamente sobre a agressão fútil contra as instalações nucleares do Irã, faria bem em mencionar também a destruição da base americana em Al-Udeid por mísseis iranianos. Certamente ajudaria a criar uma compreensão real da vontade e da capacidade do Irã de responder a qualquer agressão”, acrescentou.
Autoridades iranianas e catarianas conversaram na terça-feira em meio à repressão violenta no Irã e às crescentes ameaças dos Estados Unidos de intervir caso os manifestantes não sejam poupados. Ali Larijani, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, conversou por telefone com o xeque Mohammed bin Abdulrahman Al Thani, primeiro-ministro do Catar. Em uma declaração sobre o assunto, Al Thani afirmou que “reafirmou o apoio do Estado do Catar a todos os esforços de desescalada, bem como a soluções pacíficas para aumentar a segurança e a estabilidade na região”.
A decisão do Irã, em junho, de retaliar os ataques dos EUA visando a extensa instalação no deserto nos arredores de Doha criou uma tensão incomum entre os dois vizinhos marítimos, com autoridades do Catar afirmando que foram pegas de surpresa. O Comando Central das Forças Armadas dos EUA afirmou que nenhum militar americano ou catariano ficou ferido e ressaltou que as duas forças trabalharam juntas para defender a base.
Um oficial militar do Catar afirmou que um dos 19 mísseis disparados pelo Irã não foi interceptado e atingiu a base, mas o presidente republicano dos EUA disse na época, em uma publicação nas redes sociais, que “quase nenhum dano foi causado”.
Hoje vários C-17 e KC-135 operaram em Al Udeid. Além disto, o espaço aéreo do Irã foi fechado por NOTAM. A situação é tensa e uma grande movimentação militar tem disto notada na região. Israel está em alerta e vários países da região estão tensos, avisando seus cidadãos sobre a situação. OS EUA, desde o dia 13/01, está pedindo para o americanos não viajarem para a região e se retirar dela, caso estejam de passagem pelo oriente Médio.
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