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Venezuela: os EA-18G Growler de ataque eletrônico neutralizaram a defesa aérea de Caracas

8 de janeiro de 2026
Venezuela: os EA-18G Growler de ataque eletrônico neutralizaram a defesa aérea de Caracas. Foto: US Navy.
Venezuela: os EA-18G Growler de ataque eletrônico neutralizaram a defesa aérea de Caracas. Foto: US Navy.

Venezuela: os EA-18G Growler de ataque eletrônico neutralizaram a defesa aérea de Caracas. Durante a operação na noite de 3 de janeiro em Caracas, a Marinha dos Estados Unidos (US Navy) utilizou as suas aeronaves de ataque eletrônico EA-18G Growler, as quais empregaram sistemas de interferência de alta potência para neutralizar as múltiplas camadas da rede de defesa aérea venezuelana.

A ação foi confirmada pelas declarações de militares venezuelanos em serviço naquela noite, os quais relataram que os sistemas de radares “foram cegados” minutos antes das munições de de precisão dos americanos atingirem seus alvos.

Radares chineses JY-27 e JYL-1 da Venezuela foram completamente neutralizados pelos E/A-18G Growler da US Navy durante a ação em Caracas. Fotos: AMB.

Segundo relatos de operadores venezuelanos, o ataque se desenrolou rapidamente, com equipes de radar afirmando que, momentos antes dos impactos, “todos os monitores dos radares estavam com interferência, parecendo que alguém tinha jogado areia nas telas”. Eles disseram que os sistemas “se tornaram inúteis” assim que a operação americana começou.

A Operação “Absolute Resolve”, planejada para capturar o ditador Nicolás Maduro, envolveu os jatos EA-18G Growler de ataque eletrônico (EW) embarcados no porta-aviões USS Gerald R. Ford (CVN-78). Essas aeronaves altamente especializadas, foram concebidas para suprimir sistemas de radares da defesa aérea e de alerta antecipado, interromper redes de comunicações e fornecer apoio às aeronaves de ataque, degradando a consciência situacional do inimigo.

Gráfico mostra uma missão típica envolvendo os EA-18G fornecendo apoio às aeronaves de ataque. Fonte: GD.
Gráfico mostra uma missão típica envolvendo os EA-18G fornecendo apoio às aeronaves de ataque. Fonte: GD.

As Forças Armadas Venezuelanas há muito promoviam a sua rede de defesa aérea como uma das mais avançadas da América Latina. Os sistemas de mísseis russos terra-ar Buk-M2E e S-300VM e os radares de longo alcance chineses JY-27 e JYL-1, foram comercializados como capazes de detectar aeronaves furtivas como os F-35 americanos. Segundo relatos, no início da década de 2010 a Venezuela teria recebido entre nove e doze sistemas JY-27/JYL-1, e doze baterias Buk-M2E/S-300VM.

Imagens divulgadas após o ataque mostraram sistema Buk-M2E destruídos, incluindo dois lançadores e um posto de comando. Militares venezuelanos afirmaram que o ataque foi “inesperadamente rápido”, e várias operadores de radares declararam que não conseguiram rastrear aeronaves ou armas que se aproximavam após o início da interferência.

Sistemas de mísseis russos Buk-M2E da Venezuela destruído em Caracas. Foto: Redes Sociais.
Sistemas de mísseis russos Buk-M2E da Venezuela, destruído em Caracas. Foto: Redes Sociais.

Após a operação, o Secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, comentou publicamente: “Parece que as defesas aéreas russas não funcionaram muito bem, não é mesmo?” O comentário fazia referência a antigas alegações de Moscou e Caracas sobre o desempenho e a capacidade de sobrevivência de seus equipamentos de defesa aérea.

Baseado na plataforma do caça multifuncional Boeing F/A-18F Super Hornet, o EA-18G Growler é a principal aeronave de guerra eletrônica da Marinha dos Estados Unidos. Sua função é detectar, identificar e neutralizar radares e sistemas de defesa inimigos, protegendo aeronaves aliadas durante missões de combate. Equipado com o poderosos sistemas de interferência, o Growler é capaz de bloquear comunicações, neutralizar sinais de radares, suprimir defesas antiaéreas (SEAD) e realizar ataques eletrônicos de longo alcance. Além disso, pode empregar mísseis antirradição AGM-88 HARM/AARGM para destruir radares inimigos com grande precisão.

O papel dos EA-18G Growlers na Operação “Absolute Resolve” reforça a ênfase da Marinha dos EUA no ataque eletrônico como componente essencial para o cumprimento das missões, demonstrando a importância de plataformas deste tipo para viabilizar ações de precisão contra infraestruturas fortificadas ou altamente defendidas.

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