
230224-N-WM182-2029 PHILIPPINE SEA (Feb. 24, 2023) A P-8A Poseidon from the "Pelicans" of Patrol Squadron (VP) 45 flies by the aircraft carrier USS Nimitz (CVN 68). Nimitz is in U.S. 7th Fleet conducting routine operations. 7th Fleet is the U.S. Navy's largest forward-deployed numbered fleet, and routinely interacts and operates with Allies and partners in preserving a free and open Indo-Pacific region. (U.S. Navy photo by Mass Communication Specialist 2nd Class Caitlin Flynn)

EUA na caça do petroleiro Bella 1 (Marinera) no Mar do Norte. Aeronaves da US Navy estão desde o dia 03 de janeiro monitorando o navio petroleiro Bella 1 (rebatizado como Marinera) no Mar do Norte. As movimentações indicam que os EUA deverão abordar e reter o navio.
No mês passado, o Bella 1 conseguiu escapar de uma abordagem dos helicópteros da US Navy no Mar do Caribe. Posteriormente ele foi localizado no porto russo de Sochi, rebatizado como Marinera. Seus transponders de rastreamento, que estavam desligados desde meados de dezembro, foram captados em 1º/01/2026 enquanto ele seguia para o Mar do Norte, ostentando uma bandeira russa pintada no casco.
Construído em 2002, o navio-tanque Bella 1 (código IMO 9230880) tem 333 metros de comprimento, 60 metros de largura e mais cerca de 318 mil toneladas de deslocamento. Ele é conhecido por fazer parte da famosa frota de navios da chamada Dark Fleet (Frota Obscura) da Rússia.

Em 17/12/2025, o Bella 1 estava se preparando para carregar petróleo na Venezuela, quando a Guarda Costeira dos EUA o abordou em 20/12, sob a suspeita de registro ilegal. A alegação é de que o navio estava registrado na Guiana, sendo que anteriormente havia sido registrado no Panamá. A tripulação se recusou a permitir o embarque e a fiscalização pelos americanos. Ele é um dos cerca de 12 petroleiros que escaparam do bloqueio naval dos EUA à Venezuela.
Há fortes indícios de que o Bella 1 na verdade pertença ao Irã. Ele está sob sanções do Tesouro dos EUA desde julho de 2024, acusado pelas autoridades americanas de envolvimento no transporte de carga ilícita para uma empresa pertencente ao Hezbollah, o grupo libanês apoiado pelo Irã.
Mas o Bella 1, agora conhecido como Marinera, não está sozinho. O gigantesco navio está se juntando a uma frota crescente de petroleiros sancionados pelo Ocidente e que buscam proteção sob a bandeira nacional da Rússia. Nos últimos seis meses, uma dúzia (ou mais) dos navios-tanques mais obscuros em operação global migraram seus registros para a Rússia.

A “Dark Fleet” (Frota Obscura) é uma rede crescente de petroleiros e cargueiros, majoritariamente antigos e mal conservados, que operam clandestinamente, desligam seus localizadores (AIS) e usam práticas enganosas para transportar óleo e outras cargas de países sob sanções, como Rússia, Irã e Venezuela, contornando proibições e o teto de preço, o que gera riscos ambientais para seus tripulantes e para a segurança marítima global.
O site Windward identificou mais dois petroleiros adicionais, sujeitos a sanções ocidentais, que se encontram atualmente em águas venezuelanas e que mudaram a bandeira para a Rússia nos últimos 12 dias para evitar a intercepção naval dos EUA. O navio Hyperion (IMO 9322968) partiu da Venezuela em 1º de janeiro, ostentando bandeira russa, enquanto o Premier (IMO 9577082) sinalizou via AIS que havia mudado sua bandeira da Gâmbia para a Rússia em 22 de dezembro. A embarcação permanece no Terminal José, na Venezuela.
Segundo a TankerTrackers, imagens de satélite mostram que pelo menos quatro petroleiros deixaram recentemente as águas venezuelanas por uma rota ao norte da Ilha Margarita, a maior do país e um popular destino turístico.
Caçando o ex-Bella 1 (Marinera)
Desde 04 de janeiro, aeronaves de vigilância marítima P-8A Poseidon da US Navy, baseados na RAF Mildenhall e de Kefavik – Islândia, estão monitorando o petroleiro Bella 1/Marinera, que aparentemente está se dirigindo para o Mar do Norte, ao largo da costa norte da Inglaterra.
Os registros de voos mostram que o Marinera parece ter sido monitorado de perto nos últimos três dias pelos P-8 da Marinha Americana, enquanto cruzava o Atlântico em uma rota que pode atingir as águas econômicas da Irlanda, a 230 milhas (aprox. 370 km) da costa. Ao menos três P-8A diferentes, BuNos 168851, 169328 e 169348, foram registrados voando na área.
Os P-8 da Marinha dos EUA agora operam quase ininterruptamente a partir da RAF Mildenhall, no Reino Unido, e de Keflavik, na Islândia. Alguns ótimos recursos de rastreamento para acompanhar as operações: @ADSBex@liveatc@MarineTraffic e @AirNavRadar.
Os P-8 utilizam a seguinte estrutura de indicativo de chamada: PAPA — MIKE (Mildenhall) ZERO SIX FOUR. A primeira letra é P (PAPA = Patrulha), seguida pelo local de decolagem. No exemplo de áudio abaixo, temos: PAPA — MIKE (Mildenhall) ZERO SIX FOUR. Os P-8 que decolam de Keflavik utilizam o prefixo PAPA KILO.
Além deles, uma aeronave de vigilância eletrônica RC-135 Rivet Joint da Royal Air Force (matrícula ZZ664), baseados na RAF Waddington, voou na área próxima do petroleiro utilizando código-rádio RRR7206. Outras aeronaves da RAF, incluindo seus P-8, também monitora a situação.

Hoje, o navio patrulha da classe Legend da Guarda Costeira dos EUA está perseguindo o petroleiro Bella 1, no Atlântico Norte. Segundo informações, os EUA planejam apreender o navio após sua tentativa de furar o bloqueio imposto à Venezuela.
Além de helicópteros MH-60M e MH-47G do 160th SOAR, mais dois Tiltrotor MV-22B da USAF (7th Special Operations Squadron) e dois AC-130J também foram enviados ao Reino Unido. Em 06/01, militares das Forças Especiais do US Army e da USAF foram vistos treinando técnicas de abordagem, indicando que nos próximos dias – ou horas – o Bella 1/Marinera acabará sendo abordado.
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