

Coreia do Sul entregará os primeiros caças KF-21 à ROKAF em 2026. A Coreia do Sul está se preparando para entregar os primeiros caças KF-21 Boramae de produção à Republic of Korea Air Force (ROKAF) ainda este ano, marcando a transição do programa da fase de desenvolvimento para o serviço operacional inicial.
Segundo a mídia sul-coreana, a primeira aeronave de produção em série deverá ser entregue em 2026, após a conclusão dos testes de aceitação. Essas entregas marcarão a estreia de um caça desenvolvido principalmente pela indústria sul-coreana, liderada pela Korea Aerospace Industries (KAI), abrindo caminho para um lote inicial de 20 aeronaves do Bloco I.
Após o voo inaugural do primeiro protótipo em 19 de julho de 2022, a campanha de testes prosseguiu com múltiplos protótipos em voo, validando o desempenho de voo, a aviônica e os sistemas de missão. A produção em série iniciou oficialmente em 2024 e a montagem final da primeira aeronave operacional ocorreu em 2025.
As entregas iniciais consistirão em aeronaves do Bloco I, otimizadas para missões ar-ar. Espera-se que essas aeronaves alcancem a capacidade operacional inicial antes da chegada, ainda nesta década, do Bloco II mais capazes, que devem incluir capacidade ar-solo.
A aeronave integra um radar AESA (Active Electronically Scanned Array) desenvolvido localmente, um computador de missão, um conjunto de sistemas de guerra eletrônica e sistemas de controle de voo. Este caça multifuncional de 4,5 geração apresenta uma fuselagem com design furtivo, radar AESA (Active Electronically Scanned Array), controles de voo fly-by-wire e dois motores General Electric F414 (similar ao do Gripen E), posicionando-o como uma plataforma capaz de alcançar superioridade aérea e operações multifuncionais limitadas em sua configuração inicial Block I.
O programa também está sendo acompanhado de perto internacionalmente. A Coreia do Sul posicionou o KF-21 como uma potencial plataforma de exportação, especialmente para forças aéreas que buscam um caça moderno sem as restrições políticas, financeiras ou de produção normalmente associadas a outras aeronaves.
Com planos para fabricar até 120 aeronaves até 2032, incluindo variantes Block II modernizadas com capacidades ar-solo ampliadas, este programa de caças nacional destaca uma mudança estratégica em direção a uma maior autonomia em tecnologia militar e dissuasão regional. Polônia, Emirados Árabes Unidos, estão entre potenciais clientes. A Indonésia, é parceira do projeto.
A Indonésia concordou em cobrir 20% dos custos de desenvolvimento. Houve atrasos nos pagamentos e renegociações, levando a uma redução na participação financeira e na transferência de tecnologia. Um acordo revisado em 2025 manteve a Indonésia no projeto, reduzindo sua cota para cerca de 7.5% e assegurando a encomenda de 48 aeronaves.
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