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Teia de Aranha: drones controlados por fibra óptica deixam grandes áreas na Ucrânia cobertas por cabos

5 de janeiro de 2026
Cada missão deixa quilômetros de uma fibra extremamente fina, porém altamente resistente. Geralmente os núcleos dos cabos são compostos por componentes químicos do vidro, que ao serem rompidos deixam agulhas microscópicas no ar que afetam pessoas e animais. Os componentes plásticos, por sua vez, se tornam quebradiços devido às intempéries e se infiltram no solo ao longo dos anos. Foto: redes sociais.
Teia de Aranha: drones controlados por fibra óptica deixam grandes áreas na Ucrânia cobertas por cabos. Foto: redes sociais.

Teia de Aranha: drones controlados por fibra óptica deixam grandes áreas na Ucrânia cobertas por cabos. A Rússia e a Ucrânia estão usando intensamente drones controlados através de cabos de fibra óptica para atacar alvos na região de fronteira entre ambos países. Esta tática está deixando bairros inteiros cobertos por fios, lembrando um aspecto sombrio de teias de aranha.

Vídeo gravado recentemente em Lyman, região de Donetsk, onde centenas de drones de fibra óptica sobrevoam a cidade ucraniana todos os dias. Vídeo: 63ª Brigada Mecanizada.

Nos últimos anos, as forças de defesa ucranianas aperfeiçoaram os seus sistemas de interferência eletromagnética, afetando sensivelmente os voos de drones russos controlados por rádio frequência. Com isso, os militares da Rússia foram os pioneiros no desenvolvimento de veículos aéreos não tripulados (UAVs) operados através de cabos de fibra óptica.

Um drone russo Knyaz Vandal  com seu carretel de fibra óptica foi abatido em 2024 pelos ucranianos. Ele foi o primeiro modelo conhecido de drone russo equipado com tipo de sistema operacional. Foto: Serhii Flash.
Um drone russo Knyaz Vandal com seu carretel de fibra óptica foi abatido em 2024 pelos ucranianos. Ele foi o primeiro modelo conhecido de drone russo equipado com esse tipo de sistema. Foto: Serhii Flash.

Em vez dos tradicionais sistemas de controle de voo ativados por radiofrequência, esses drones de combate são conectados a extensos cabos de fibra óptica ultra finos – alguns com mais de 60 km de comprimento – o que permite que seus operadores mantenham o controle de voo até atingir o objetivo final da missão.

Fibras ópticas deixadas por drones após os ataques em Pokrovsk, na Ucrânia, em abril de 2025. Foto: Kostiantyn Liberov.
Fibras ópticas em Pokrovsk, na Ucrânia, em abril de 2025. Cada missão deixa para trás quilômetros de uma fibra extremamente fina e altamente resistente. Geralmente os núcleos dos cabos são compostos por componentes químicos do vidro, que ao serem rompidos deixam agulhas microscópicas no ar que afetam seriamente pessoas e animais. Os componentes plásticos, por sua vez, se tornam quebradiços devido às intempéries e se infiltram no solo ao longo dos anos. Foto: Kostiantyn Liberov.

Um carretel contendo o cabo de comunicação é preso ao drone, que o libera a medida que o voo inicia. O fio serve para a transmissão de dados — incluindo vídeo first-person view (FPV) de alta qualidade — eliminando quase totalmente a possibilidade da interferência por guerra eletrônica e bloqueio de sinais de rádio.

Drones russos controlados com fibra óptica deixam grande áreas na Ucrânia com aspecto de teia de aranha. Um drone ucraniano equipado com carretel de fibra óptica voando na região de Kiev em janeiro de 2025. A Ucrânia também desenvolveu seus sistemas de fibra óptica para contrapor os pioneiros russos. Foto: Maxym Marusenko/NurPhoto.
Um drone ucraniano equipado com carretel de fibra óptica voando na região de Kiev em janeiro de 2025. A Ucrânia também desenvolveu seus sistemas de fibra óptica para contrapor os pioneiros russos. Foto: Maxym Marusenko/NurPhoto.

Esse tipo de configuração causa algumas desvantagens aos UAVs, como menor velocidade, baixa capacidade de executar manobras bruscas e curvas fechadas, além do alcance operacional ficar limitado ao comprimento do cabo que, ser for rompido, causa a perda de controle do veículo.

Carretel com 65 km de fibra óptica para equipar drones russos. Fonte: @MeuSenhorBebo.

A conexão física entre o operador e o drone também deixa um “rastro” físico de fibra após cada voo, que pode se tornar visível. “A fibra reflete muito a luz solar, o que permite encontrar o local de onde você decolou. Por isso, é melhor trocar de posição com mais frequência”, disse Oleksandr Skhid, Comandante de uma equipe de drones FPV da Ucrânia. 

Os cabos de fibra óptica brilham ao sol e delatam a posição dos operadores, que tem que trocar constantemente de local para não serem pegos pelos inimigos. Fonte: redes sociais.

Algumas áreas no interior da Ucrânia, como Kursk e Kharkiv, onde os combate são intensos, as unidades russas têm usado muito esses UAVs em missões de reconhecimento e ataques de precisão. Com isto, bairros inteiros dessas cidades estão ficando cobertos com os finos cabos de fibra óptica, lembrando o aspecto de uma grande teia de aranha.

Bairros inteiros na fronteira entre Donetsk e Kharkiv estão tomados pelos cabos de fibra óptica. Foto: redes sociais.
Bairros inteiros na fronteira entre Donetsk e Kharkiv estão tomados pelos cabos de fibra óptica. Foto: redes sociais.

Embora a Rússia tenha sido pioneira e esteja atualmente à frente no desenvolvimento e uso em larga escala desses drones, a Ucrânia também tem buscado respostas tecnológicas e contramedidas, desde tentar produzir seus próprios drones de fibra óptica até desenvolver métodos de neutralização física dos cabos no campo de batalha.

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