

16 F-35A para o Canadá! O Governo do Canadá se comprometeu a comprar um primeiro lote de 16 Lockheed Martin F-35A da a Royal Canadian Air Force (RCAF), mas ainda avalia opções para as 72 aeronaves restantes.
O Canadá afirmou em 6 de outubro que irá manter a compra contratual obrigatória de 16 caças Lockheed Martin F-35A Bloco 4 iniciais. Vale lembrar que a RCAF decidiu adquirir 88 aeronaves de 5ª geração stealth F-35A em 2024. As Entregas seriam a partir de 2027. Porém, Ottawa ainda avalia suas opções, e pode encontrar uma alternativa para os demais 72 F-35, no arrastado processo de modernização de sua aviação de caça, hoje calçada exclusivamente nos CF-18 (F-18A/B) Hornet.
Em uma entrevista de 5 de outubro à emissora canadense CBC, o ministro de compras de defesa do país, Stephen Fuhr, afirmou que Ottawa colocará em operação os 16 F-35A já pagos e em montagem pela Lockheed Martin, decisão ratificada no dia seguinte.
“O Canadá tem obrigação contratual de fornecer 16 aeronaves, que estão em vários estágios de produção com o fabricante”, disse Fuhr à CBC. “Uma decisão sobre o programa completo está atualmente em análise.”
A instabilidade do contrato canadense do F-35 é resultado da reação generalizada no Canadá à retórica do presidente dos EUA, Donald Trump, e seus assessores políticos, que frequentemente sugeriram que o Canadá estaria melhor como parte dos EUA.
Trump se referiu repetidamente ao Canadá como o “51º estado” e descreveu o ex-primeiro-ministro canadense Justin Trudeau como “Governador Trudeau” — o título usado pelos chefes de governo estaduais no sistema político americano.
O Canadá e outros aliados dos EUA questionaram a confiabilidade de Washington devido às repetidas sugestões de Trump e seus apoiadores de que os EUA precisarão exercer maior controle sobre o território semiautônomo dinamarquês da Groenlândia. A Dinamarca sediou recentemente exercícios militares multinacionais na Groenlândia, para os quais os EUA, notavelmente, não foram convidados.

As repetidas ameaças do governo Trump de tarifar as importações de aliados dos EUA, incluindo o Canadá, exacerbaram ainda mais a divergência. O atual primeiro-ministro Mark Carney assumiu o poder no início deste ano em uma onda de sentimento antiamericano. Embora Carney tenha prometido aumentar drasticamente os gastos de defesa do Canadá, ele também buscou diversificar essas compras, afastando-se dos fornecedores tradicionais dos EUA.
Essa mudança de política incluiu a solicitação de uma revisão dos planos de aquisição do F-35 pelo país, incluindo a análise de possíveis alternativas. Enquanto isso, a RCAF continua avançando com os planos para apoiar a aquisição do F-35A. Em agosto, a Tenente-General Jamie Speiser-Blanchet, chefe da Força Aérea, disse que construir uma “força aérea moderna de quinta geração” está entre suas principais prioridades.
Alternativas ao F-35A seria de fabricação europeia, como o Saab Gripen E/F ou o Dassault Rafale F4. Mas isto faria a RCAF ter um caça não de 5ª geração, e de uma frota mista, algo que apesar das divergências sobre a postura do Governo dos EUA, não é o que a maioria da RCAF e do Governos do Canadá quer.
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